segunda-feira, 13 de abril de 2015

Sete informações que você deve saber antes de fazer um financiamento


Antes de aderir ao crédito imobiliário é essencial ter alguns cuidados para não ter arrependimento mais adiante ou até mesmo enfrentar dificuldade financeira. Para isso, a AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências preparou um guia com sete orientações fundamentais para que os consumidores evitem armadilhas ao financiar o imóvel.

Em uma economia cheia de incertezas, aumenta o risco de o mutuário enfrentar problemas de diminuição de renda durante o financiamento. No entanto, um bom planejamento antes de aderir à linha de crédito imobiliário é fundamental para encarar os obstáculos financeiros e outras ciladas que podem aparecer durante o financiamento.

Para isso, a AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências preparou sete orientações para aqueles que estão prestes a contratar o crédito habitacional. Confira a seguir:

1) O SFH – Sistema Financeiro da Habitação, SFI – Sistema Financeiro Imobiliário, programa Minha Casa Minha Vida, sistema de consórcio ou financiamento direto com a construtora são as modalidades para financiar a casa própria. A escolha do financiamento depende muito do poder aquisitivo de cada um. É importante que o futuro proprietário do imóvel converse com sua família sobre suas despesas fixas antes de fechar o negócio;

2) Não comprometa mais do que 30% do rendimento familiar, se essa for superior a R$ 10 mil. Quem tem ganhos entre R$ 5 e 10 mil, o limite da prestação deve ficar entre 11 e 15%. Com renda menor que R$ 5 mil, não arrisque assumir prestações superiores a 5% desse valor;

3) Não é recomendado dar um sinal alto, pois o consumidor pode correr o perigo de perder o investimento por ter o financiamento negado, problemas na documentação da propriedade ou até mesmo o vendedor agir de má-fé. O ideal é que o valor da entrada não ultrapasse a R$ 10 mil. É importante não se esquecer de colocar no contrato uma cláusula de devolução, no caso de haver problemas na documentação do vendedor;

4) No geral, os documentos necessários para fazer um financiamento são:  RG, CPF, Certidão de Nascimento ou Casamento, comprovante de endereço e renda, cópia do recibo da última declaração do Imposto de Renda e extrato bancário dos últimos três meses. Também se deve-se incluir documentos do bem, como Certidão da Matrícula do Imóvel, IPTU, Certidão Negativa de Tributos Imobiliários;

5) Entre os motivos que podem levar a recusa da liberação do crédito estão:

- Nome da pessoa que vai adquirir a moradia está no cadastro negativo do Serasa e do SCPC - Serviço Central de Proteção ao Crédito;

- O valor das prestações do financiamento comprometer mais do que 30% dos rendimentos do comprador;

- A propriedade ter algum impedimento jurídico ou está hipotecada;

- A residência não está registrada no Cartório de Registro de Imóveis do município onde está localizada;

6) Dê preferência aos contratos com uma taxa de juros fixa mais a TR – Taxa Referencial, ou seja, pós-fixada e pelas correções feitas pela tabela SAC ou SACRE. Parcelas decrescentes e juros menores ganham diferencial competitivo diante da tabela Price e das taxas pré-fixadas;

7) Nos acordos firmados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) são incorporados na prestação do financiamento os seguros contra Danos Físicos ao Imóvel (DFI), que cobre danos causados ao imóvel por fatores externos, e por Morte e Invalidez Permanente (MIP), proteção ao mutuário, ocasionada pelo seu falecimento ou incapacidade de trabalhar.

No geral, os seguros habitacionais (MIP e DFI) costumam representar em torno de 3% do valor total da prestação. 

SERVIÇO:

Ficou com outras dúvidas sobre crédito habitacional? Para mais informações, os interessados podem obter um exemplar gratuito da “Cartilha do Mutuário – Volume Financiamento Habitacional” na sede da AMSPA, localizada na praça Dr. João Mendes, 52 – 5°andar, conjunto 501 – São Paulo – SP. O conteúdo para download do informativo também está disponível gratuitamente aos mutuários de todo o Brasil no site: www.amspa.org.br.

quarta-feira, 11 de março de 2015

É momento de cautela para adquirir imóvel, afirma Associação dos Mutuários de SP.

Diante de uma economia instável, devido ao aumento de juros, inflação elevada e risco de desemprego, a AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências recomenda precaução aos consumidores que desejam realizar a compra da casa própria nos próximos meses.  

O ano nem bem começou e promete não ser muito bom para aqueles que pretendem adquirir a casa própria. Entre os motivos estão: aumento de juros ao financiar um imóvel pela Caixa, alta do IOF (de 1,5% para 3%), elevação do ITBI - Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (passará de 2% para 3% a partir de 30 de março em São Paulo). “Esses aumentos vão dificultar, ainda mais, o acesso ao crédito, quando na verdade deveria incentivar o brasileiro a conseguir a primeira moradia”, ressalta Marco Aurélio Luz, presidente da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências.

Segundo Luz, em uma economia cheia de incertezas, o risco de o mutuário desistir da compra aumenta ainda mais. “Hoje, infelizmente, a maioria dos casos que recebemos na Associação é de pessoas querendo cancelar o negócio devido ao comprometimento da renda. Há situações em que o comprador perde emprego, não consegue arcar com o reajuste do financiamento por conta da valorização do bem e, consequentemente, tem o empréstimo negado pelo banco, entre outros contratempos financeiros.”

Para ele, é nesse momento que fica nítida a falta de planejamento financeiro. “Muitas das situações um fundo de reserva, como o uso do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, o dinheiro guardado na poupança ou em outras aplicações, resolveria o problema da diminuição da capacidade do pagamento das parcelas do financiamento”, avalia o presidente da AMSPA.

Apesar da conjuntura econômica difícil que o País enfrenta, o consumidor, que optar pela aquisição do imóvel, pode ter maior poder de barganha para fechar um contrato mais vantajoso. “Essa é uma boa oportunidade do adquirente pedir desconto e negociar melhores taxas de juros diante do desaquecimento do setor imobiliário”, orienta Marco Aurélio. 

No entanto, o presidente da AMSPA alerta que antes de concretizar o negócio é necessário ter precaução:  “Nesse momento, de cenário econômico ruim, é mais do que fundamental ao futuro comprador reunir a família e colocar as contas na ponta do lápis para saber se realmente pode assumir o compromisso de longo prazo com as prestações da moradia”, aconselha Luz.

Nessa etapa também é válido que o cliente peça ao banco uma planilha de cálculo do Custo Efetivo Total (CET), que vai mostrar todos os encargos e despesas do empréstimo. “Essa simulação vai ajudar o futuro mutuário a analisar qual melhor linha de crédito para o seu bolso”, aconselha Marco Aurélio Luz.  

Se o consumidor constatar que as parcelas do financiamento vão comprometer mais do que 30% do orçamento familiar é recomendado aguardar o melhor momento. “Aproveite esse período para poupar o quanto puder porque a quantia será essencial para dar uma boa entrada na hora de concretizar a compra, arcar com o reajuste do valor do imóvel por conta da correção do saldo devedor, pagar a parcela da entrega das chaves, entre outras despesas extras e dificuldades imprevistas que podem impedir a conquista da casa própria”, completa Marco Aurélio. 

SERVIÇO

Os mutuários que querem mais esclarecimentos podem recorrer à AMSPA. Os interessados podem entrar em contato pelos telefones 0800 77 79 230 (para mutuários fora de São Paulo), (11) 3292-9230 / 3242-4334 (sede Sé), (11) 2095-9090 (Tatuapé),  (11) 3019-1899 (Faria Lima), (19) 3236-0566 (Campinas) e (13) 3252-1665 (Santos). 

Endereços e mais informações no site: www.amspa.org.br.

terça-feira, 10 de março de 2015

Pagamento do condomínio antes da entrega das chaves é abusivo, afirma AMSPA.

É de entendimento pacífico da Justiça que a cobrança do condomínio sem que o proprietário tenha a efetiva posse do imóvel é ilegal.  Para a AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, nesses casos, a melhor solução é procurar o Poder Judiciário para reaver o dinheiro.

Se não bastasse as construtoras incluírem cláusulas abusivas nos contratos, entregar o imóvel com defeitos e deixar de cumprir o prazo de entrega da obra, agora os compradores estão recebendo a cobrança do condomínio antes mesmo de ocupar a moradia. No entanto, esse procedimento é considerado uma atitude ilícita pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em decisão, (EREsp 489647) o ministro Luiz Felipe Salomão reconheceu que a efetiva posse do imóvel, com a entrega das chaves, define o momento a partir do qual surge para o condômino a obrigação de efetuar o pagamento das despesas condominiais.

Para Marco Aurélio Luz, presidente da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, quando o morador não tem o direito de usufruir o bem é obrigação da construtora arcar com esse custo. “O valor só poderá ser repassado aos compradores quando estes estiverem de posse das chaves, ou as chaves colocadas à sua disposição.”

Segundo o presidente da AMSPA, a melhor alternativa para o consumidor resolver o problema é procurar à Justiça. “O proprietário pode recorrer ao Poder Judiciário e suspender o pagamento da parcela para que possa depositar em juízo”, afirma.  Outra alternativa é o comprador continuar pagando as parcelas e depois entrar com uma ação pedindo o ressarcimento dos valores em dobro, com juros e correção monetária desde a data do desembolso. 

Esse foi o caso da profissional de Trade Marketing Stephany Ibrahim, que decidiu ir atrás dos seus direitos após descobrir a cobrança abusiva do condomínio. “Na época não sabia que ocorreria o desembolso das despesas condominiais antes de receber as chaves. Também achei estranho o fato do sindico do prédio proibir a entrada dos moradores mesmo todos já estivessem pagando a taxa condominial. Depois de pesquisa é que constatei a sua ilegalidade”, explica.    

Ao todo, Stephany pagou três boletos indevidamente. “Assim que houve a assembleia de instalação do condomínio, menos de 15 dias depois, já enviaram a primeira mensalidade. No entanto, a construtora liberou as chaves apenas quando houve a liberação do meu financiamento. Infelizmente, o meu problema com a construtora não foi apenas esse. Houve atraso na obra, cobrança da taxa Sati, o não congelamento do saldo devedor e defeito na obra. Tudo isso também contribuiu para que eu entrasse com uma ação”, acrescenta. 

Marco Aurélio Luz alerta também que a liberação do habite-se (documento emitido pela prefeitura de cada município, que atesta a legalidade do imóvel)  não significa que o mutuário deverá pagar o condomínio imediatamente. “É importante frisar que mesmo com a autorização municipal o adquirente não é obrigado a pagar o condomínio. O desembolso da quantia só deve ser feito quando o proprietário tiver com as chaves em mãos. Vale ressaltar que até a unidade seja efetivamente entregue ao adquirente é necessário realizar alguns procedimentos, como a vistoria do apartamento, a averbação da construção, o registro o imóvel e contratação de financiamento.” 

Luz acrescenta que há exceção para a entrega das chaves antes da emissão do habite-se. “Isso é válido desde que o prédio esteja totalmente pronto, com todos os serviços funcionando, isso em face de uma decisão do STJ que levou em conta a moradia como necessidade social. Neste caso, após a entrega das chaves enquanto aguarda o habite-se, a construtora pode delegar poderes a uma administradora para fazer o rateio das despesas condominiais de acordo com as frações ideais de cada unidade, fazendo a prestação de contas todos os meses. 

Já as unidades não comercializadas pertencentes à construtora, também, são obrigadas ao pagamento das despesas condominiais de 100%. “Depois do habite-se e realizada a especificação do condomínio no registro de imóveis, a construtora tem o dever de convocar uma Assembleia Geral Ordinária para instalar o condomínio, eleger e dar posse ao síndico e demais integrantes da administração conforme previsto na convenção provisória já registrada no cartório. A partir daí, passa ser cobrada a taxa condominial em nome do condomínio que pode ser autoadministrado ou terceirizada a administração. Da mesma forma, todas as unidades, ocupadas ou não, mesmo as ainda não comercializadas pela construtora, têm o dever do pagamento na proporção das respectivas frações ideias” completa Marco Aurélio Luz. 

SERVIÇO

Os mutuários que querem mais esclarecimentos podem recorrer à AMSPA. Os interessados podem entrar em contato pelos telefones 0800 77 79 230 (para mutuários fora de São Paulo), (11) 3292-9230 / 3242-4334 (sede Sé), (11) 2095-9090 (Tatuapé),  (11) 3019-1899 (Faria Lima), (19) 3236-0566 (Campinas) e (13) 3252-1665 (Santos). 

Endereços e mais informações no site: www.amspa.org.br.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Problema na desistência do imóvel lidera o número de reclamações de mutuários em 2014

Conforme balanço da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, o distrato na compra da casa própria é o campeão no ranking dos aborrecimentos dos consumidores contra construtoras em 2014. Já em relação às instituições financeiras, a principal queixa dos mutuários é sobre leilão de imóvel.

O atraso na entrega do imóvel já não é o líder nas queixas de mutuários contra construtoras. Agora, o vilão da vez é quanto ao valor incorreto na rescisão do contrato. “A valorização do imóvel por conta do INCC e  dificuldade financeira são dos dois principais motivos que têm levado o distrato da compra da casa própria. Infelizmente, o que era para ser um momento de alívio tem trazido muitas dores de cabeça para o consumidor porque a construtora quer reter um percentual, que gira em torno de 30 a 60%, do valor já pago pelo dono do bem, quando no máximo deveria ser de 10%”, afirma Marco Aurélio Luz, presidente da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências. 

Vícios ou defeitos de construção; taxas abusivas como Sati e corretagem; cobrança de juros sobre juros, pagamento do condomínio antes das chaves, taxa de evolução de obra, leilões de imóveis e saldo devedor que não diminui foram outras reclamações recebidas pela AMSPA durante o ano de 2014. “Das muitas queixas que recebemos todos os dias, quase 70 % delas são contra construtoras, os outros descontentamentos são relacionados a bancos”, ressalta Luz, presidente da instituição.   

Para aqueles mutuários que estão com problemas, seja contra construtora ou bancos, Luz aconselha primeiramente tentar um acordo. "Se caso não houver solução, a alternativa é procurar a Justiça para garantir direitos como, restituição dos valores, multa por tempo de atraso, danos morais e materiais, além do que deixou de ganhar", recomenda. 

No site da entidade, o comprador também pode ter acesso às Cartilhas do Mutuário: “Volume 1 – Imóvel na Planta”, que esclarece as principais dúvidas e os cuidados antes de fechar o negócio, “Volume 2 – Entrega das Chaves”, que orienta o adquirente a fazer uma vistoria minuciosa no interior do bem, e “Volume 3 – Financiamento Habitacional”, que ajuda a sanar as principais dúvidas daqueles que estão adquirindo ou já têm crédito habitacional. “O portal ainda oferece dicas úteis para antes, durante e após fechar contrato e tira as principais dúvidas, por meio de um chat, de quem vai comprar imóvel ou já adquiriu”, explica Marco Aurélio.

Para ter acesso às informações das cartilhas, os interessados podem acessar o site www.amspa.org.br e baixar o conteúdo disponível em PDF. 

Reclamações em São Paulo

Conforme levantamento da Associação dos Mutuários, de janeiro a dezembro de 2014, na cidade de São Paulo, houve 3.852 reclamações referentes às construtoras e bancos. Dessas, 55% dos reclamantes deram entrada na Justiça, ou seja, 2118 mutuários. O resultado apresentou um aumento de 15% nas queixas e um crescimento de 19% nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário. Os dados são comparativos a 2013, quando houve respectivamente 3.352 descontentes e 1776 ações judiciais. 

O balanço ainda revela que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: dificuldade no distrato da compra da casa própria (28%), atraso na obra (25%), seguido das taxas SATI e corretagem (15%), leilões de imóveis (10%), problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (7%), saldo devedor que não diminui (5%), cobrança de juros sobre juros (4%),  pagamento do condomínio antes das chaves (4%) e taxa de evolução de obra (2%). 

ABC Paulista

Segundo dados da AMSPA, de janeiro a dezembro de 2014, na região do ABC Paulista, houve 950 reclamações de mutuários, contra construtoras e instituições financeiras de imóveis residenciais. Dessas, 467 dos reclamantes deram entrada na Justiça. O balanço representa um aumento de 12 % nas queixas e um crescimento de 9 % nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário. Os dados são comparativos ao mesmo período de 2012, quando houve respectivamente 848 descontentes e 429 ações judiciais. 

Das 950 queixas no ano de 2014, 60% delas estão em São Bernardo do Campo, 21% em São Caetano, 10% em Santo André, e 9% em Diadema.

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: dificuldade no distrato da compra da casa própria (26%), atraso na obra (22%), seguido das taxas SATI e Corretagem (18%), leilões de imóveis (10%), cobrança de juros sobre juros (8%), problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (7%), saldo devedor que não diminui (4%), pagamento do condomínio antes das chaves (3%) e taxa de evolução de obra (2%), 

Campinas e região

Conforme levantamento da AMSPA, de janeiro a dezembro de 2014, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), houve 806 reclamações de mutuários, referentes às construtoras e bancos. Dessas, 601 dos reclamantes deram entrada na Justiça. O balanço representa um aumento de 15% nas queixas e um crescimento de 6% nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário. Os dados são comparativos a 2013, quando houve respectivamente 701 descontentes e 567 ações judiciais.

Das 806 queixas no ano de 2014, 48% delas estão na cidade de Campinas, 10% em Hortolândia, 8% Vinhedo, 5% de Paulínia, 4% em Americana, 3% em Sumaré, 2% em Indaiatuba e 20% em outras cidades da RMC.

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: dificuldade no distrato da compra da casa própria (30%), atraso na obra (25%), seguido das taxas SATI e Corretagem (15%), problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (12%), leilões de imóveis (7%), cobrança de juros sobre juros (5%), pagamento do condomínio antes das chaves (3%), saldo devedor que não diminui (2%) e taxa de evolução de obra (1%). 

Baixada Santista

De acordo com dados da Associação dos Mutuários, de janeiro a dezembro de 2014, na Baixada Santista, houve 723 reclamações de mutuários, referentes às construtoras e bancos. Dessas, 284 dos reclamantes deram entrada na Justiça. O balanço representa um aumento de 9 % nas queixas e um crescimento de 5 % nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário. Os dados são comparativos a 2013, quando houve respectivamente 664 descontentes e 271 ações judiciais. 

Das 723 queixas no ano de 2014, 60% delas estão na cidade de Santos, 20% na Praia Grande, 15% no Guarujá, 9% em São Vicente e 5% em outras cidades da Baixada Santista.

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: dificuldade no distrato na compra da casa própria (25%), atraso na obra (23%), seguido das taxas SATI e Corretagem (16%), leilões de imóveis (10%), problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (9%), cobrança de juros sobre juros (8%), saldo devedor que não diminui (4%), pagamento do condomínio antes das chaves (3%) e taxa de evolução de obra (2%).

São José dos Campos

Conforme pesquisa da AMSPA - Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, de janeiro a dezembro de 2014, houve 106 reclamações referentes às construtoras e bancos na cidade de São José dos Campos. Desses, 25 entraram na Justiça. O resultado apresentou um aumento de 10% nas queixas e de 4 % nas ações. Os dados são comparativos ao mesmo período de 2013, quando houve 96 descontentes e 24 ações judiciais.

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: dificuldade no distrato na compra da casa própria (28%), atraso na obra (22%), seguido das taxas SATI e Corretagem (19%), e leilões de imóveis (10%), problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (8%), cobrança de juros sobre juros (5%), pagamento do condomínio antes das chaves (2%), saldo devedor que não diminui (5%) e taxa de evolução de obra (1%). 

SERVIÇO

Os mutuários que querem mais esclarecimentos podem recorrer à AMSPA. Os interessados podem entrar em contato pelos telefones 0800 77 79 230 (para mutuários fora de São Paulo), (11) 3292-9230 / 3242-4334 (sede Sé), (11) 2095-9090 (Tatuapé),  (11) 3019-1899 (Faria Lima), (19) 3236-0566 (Campinas) e (13) 3252-1665 (Santos). 

Endereços e mais informações no site: www.amspa.org.br.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Setor de máquinas lamenta perda do fundador da ABIMAQ / SINDIMAQ

Einar Albert Kok foi presidente da ABIMAQ por 25 anos, de 1958 a 1983, e responsável pela construção da sede da entidade em São Paulo.

Faleceu no dia 3 de fevereiro, em São Paulo, aos 96 anos, o ex-presidente da ABIMAQ/SINDIMAQ, Einar Albert Kok.  “Lamentamos a perda. Ele sempre será admirado por todos pela sua importante contribuição em prol do setor”, afirma Carlos Pastoriza, presidente da entidade. 

Para José Velloso, presidente executivo da entidade, Kok foi um visionário: “Se a ABIMAQ tem hoje o patrimônio e a abrangência nacional que tem, é porque ele acreditou na importância da indústria e chamou os empresários da associação para ter vida própria, uma sede própria. Isso possibilitou a independência e a inovação tecnológica que temos hoje.” 

Einar Albert Kok também foi secretário da Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia durante o governo de Franco Montoro, nos anos 1980, e membro da Comissão de Política Industrial da CNI - Confederação Nacional da Indústria. 

Homenagem 

Em 2009, Einar Albert Kok foi homenageado pela diretoria encabeçada por Luiz Aubert Neto, que, na oportunidade, deu o nome da sede da ABIMAQ para o idealizador da construção do local. 

Na ocasião, Kok ressaltou que o local foi construído com recursos próprios, sem nenhuma ajuda governamental: “Foi uma tarefa da diretoria na época e de todos os associados.”

O empresário também agradeceu o reconhecimento da entidade: “Estou muito grato. Espero que as gerações futuras possam usufruir de todo o nosso esforço na construção não só desse prédio, mas de grande parte das conquistas do setor.”

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Câmara Setorial de Transmissão Mecânica tem nova diretoria

Meta é prosseguir com as ações realizadas pela gestão anterior.

“Sinto-me lisonjeado em aceitar essa oportunidade. O meu objetivo é continuar o trabalho dos projetos que estão em andamento, entre eles, o combate da falsificação de rolamento, incentivar os grupos de trabalho e promover a integração entre as câmaras”. As palavras foram ditas por Valdemir José Falsoni, presidente eleito da Câmara Setorial de Transmissão Mecânica (CSTM) para o biênio 2014-2016. 

Durante cerimônia de posse, realizada no dia 4 de dezembro, na sede da associação, César Prata, vice-presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, deu boas vindas a Falsoni. “Meus parabéns e boa sorte nas suas novas missões. Conte conosco sempre que precisar.” Além disso, ele ressaltou o trabalho feito por Carlos Nobre à frente da CSTM no período de 2009-2014. “Foi você que detectou que os portais de negócios das empresas estavam nos explorando. É um trabalho que a entidade está envolvida, inclusive juridicamente, por isso, peço o seu envolvimento até o fim da história.” 

Já Nobre fez um balanço do seu mandato na câmara. “Foram cinco anos que tive a oportunidade de aprender, principalmente, nas vezes que participei das reuniões da ABIMAQ e quando estive envolvido nos temas de interesse comum do setor. Então, só posso agradecer a todos. Também peço para darem o apoio necessário ao Falsoni para continuar o trabalho e dizer que a CSTM tem muito por fazer.”

Além de Falsoni, a CSTM é composta pelos vice-presidentes Carlos Nobre da Conceição, Marcelo Bortolin, Ricardo Siqueira, Ronaldo Tavares Santana, Rogério Matioli, Sérgio Luiz Jabur Salomão e Warley Antonio Grotta Júnior. 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Deseja comprar imóvel em 2015? confira 10 sugestões para realizar esse sonho.

O ano está começando e você ainda não realizou o sonho da casa própria. Por que não renovar esse objetivo em 2015?  Para ajudar nessa etapa, a AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências preparou 10 dicas sobre como planejar financeiramente para fechar o negócio com sucesso. 

Oito a cada dez famílias brasileiras pretendem comprar a casa própria, o que equivale a 7,9 milhões de pessoas, conforme mostra levantamento do Instituto Data Popular.  Mas antes de fechar o negócio é fundamental organizar as contas. “No momento da aquisição de um bem é importante que o consumidor deixe a emoção de lado e faça um bom planejamento, pois o pagamento do imóvel vai comprometer a renda da família por muitos anos”, alerta Marco Aurélio luz, presidente da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências.

Para auxiliar as pessoas que desejam ter uma moradia neste ano, a AMSPA listou 10 informações que vão ajudar nessa etapa. Confira a seguir: 

1) Economize parte do dinheiro ganho. Nesse momento, é importante colocar todas as despesas no papel e, junto com a família, definir quais despesas podem ser cortadas. O dinheiro poupado vai ser fundamental para dar uma boa entrada ao adquirir a casa própria. O ideal é quitar, pelo menos, 30% do valor total do bem na hora de fechar o contrato;

2) Guarde parte do 13º salário para conquistar a tão sonhada moradia. O dinheiro extra, junto com as economias, pode ser útil na diminuição do valor do financiamento.

3) Verifique qual o teto do valor das prestações que você pode pagar. Não comprometa mais do que 30% da renda familiar;

4) Simule no site da Caixa como ficaria o financiamento se fosse hoje para ter uma ideia de como ficará o seu orçamento. Quando for fechar o negócio, peça antes uma planilha do banco com a projeção de todas as parcelas do financiamento, incluindo as taxas extras e os seguros que compõem a prestação;

5) Tenha cerca de 50% do valor do imóvel depositado no FGTS, poupança ou em outras aplicações para se precaver contra desemprego, diminuição de renda, problemas de saúde na família, entre outras dificuldades imprevistas, que podem comprometer o pagamento das prestações;

6) Reserve dinheiro para pagar despesas, que inclui o IPTU - Imposto Predial e Territorial Urbano do imóvel, o ITBI - Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (que gira em torno de 2% sob o valor do imóvel, dependendo do município), o registro da escritura (que garantirá a propriedade como sendo do novo comprador que é cobrada em media de 1%) e as certidões emitidas pelo cartório, ambas são cobradas de acordo com o valor do bem.

7) Não se esqueça de guardar, se possível, uma quantia para arcar com custo do despachante, valores de seguros, taxas sobre a avaliação do imóvel,  pagamento da parcela das chaves,  mudança, reforma do imóvel e compra de móveis;

8) Escolha o financiamento de acordo com suas possibilidades para arcar as prestações. Nessa etapa é importante fazer cálculos e comparar as linhas de crédito imobiliário disponíveis no mercado. Hoje as modalidades para financiar a casa própria são pelo sistema de consórcio, SFH - Sistema Financeiro da Habitação, SFI - Sistema Financeiro Imobiliário ou direto com a construtora;

9) Fique atento às taxas de juros. Quando for comprar, opte pelos contratos com uma taxa de juros fixa mais a TR - Taxa Referencial, ou seja, pós-fixada e pelas correções feitas pela tabela SAC ou SACRE. Com parcelas decrescentes e juros menores, ganham diferencial competitivo diante da tabela Price e das taxas pré-fixadas;

10) Consulte um advogado para sanar dúvidas. A opinião do profissional será essencial para saber se você está em condições de fazer um bom negócio.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Confira os documentos necessários para a aquisição da casa própria em 2015

Para ajudar aqueles que estão adquirindo o tão sonhado imóvel neste ano, a AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências preparou uma lista com os documentos essenciais para fechar o negócio e conseguir a liberação do financiamento.  

Um imóvel é o bem mais caro que a maioria da população brasileira poderá comprar em toda sua vida. Para 39% dos brasileiros, a compra da casa própria está entre os principais sonhos de consumo nos próximos 12 meses, conforme revela pesquisa da Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). O levantamento realizado, entre fevereiro e março de 2014, mostra ainda que 70% das pessoas que vão adquirir um imóvel pretendem financiá-lo. 

Com o intuito de auxiliar os consumidores que estão conquistando a nova moradia ou que desejam financiar a propriedade, a AMSPA - Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências relacionou a documentação necessária para o fechamento do negócio seguro. Confira a seguir:

Para o comprador:

RG e CPF;
Comprovante de endereço atualizado;
Certidão de Nascimento ou de Casamento;
Recibo de entrega da declaração do Imposto de Renda;
Comprovante de renda, que inclui apresentar os três últimos holerites ou o extrato bancário; 
Caso opte por utilizar o FGTS - Fundo de Garantia por Tempo de Serviço na aquisição da propriedade, providencie o extrato do FGTS, autorização para o saque, carteira de trabalho e carta do empregador.

Para o imóvel: 

Solicitar ao Cartório a certidão de ônus reais do empreendimento. O documento informa dados do proprietário, se o bem está sendo penhorado, prova o registro da incorporação (compra de imóvel na planta), entre outros detalhes essenciais sobre o histórico da propriedade;
Comprovação de quitação de tributos, entre eles, o IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano do imóvel. O documento pode ser obtido pelo site da Prefeitura;
Declaração de inexistência de débitos condominiais. No caso da compra de um imóvel pronto, é preciso solicitar ao síndico um comprovante para ver se há dívidas da propriedade em relação ao condomínio. Na hipótese de ter, o novo proprietário assumirá a responsabilidade pela sua quitação;
Pagar o ITBI – Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis. O consumidor tem direito ao desconto de 50% se for a compra do primeiro imóvel residencial pelo SFH – Sistema Financeiro da Habitação; 
Arcar com a certidão de registro do imóvel. O adquirente pode ter o abatimento da metade do valor no caso da aquisição da primeira moradia. 

Para o vendedor:

Pedir certidões nos órgãos de controle ao crédito e judiciais para obter informações sobre ações cível, trabalhista e criminal e débitos fiscais (municipais, estatuais e federais) do vendedor. Muitos desses documentos podem ser retirados online, gratuitamente, nos seguintes sites: Justiça Federal, Secretaria da Fazenda, Receita Federal, Tribunal Superior do Trabalho e Tribunal de Justiça;
É válido também verificar junto ao Serasa e do SCPC – Serviço Central de Proteção ao Crédito se consta protesto no nome do vendedor;
Se o imóvel estiver na planta é essencial consultar se a construtora registrou o Memorial Descritivo da obra (manual que específica o material utilizado na obra) no Cartório de Imóveis. 
Ver se a empresa deu entrada na documentação para solicitar o Habite-se - Certificado de Conclusão da Obra (documento emitido pela prefeitura de cada município, que atesta a legalidade do imóvel novo ou que passou por reforma. Sem ele, não é possível realizar o financiamento). 

Marco Aurélio Luz, presidente da AMSPA, aconselha ao adquirente pedir auxílio de um advogado para certificar-se de todos os detalhes antes de realizar a compra do imóvel. “Percebendo as dúvidas do futuro mutuário ao assinar o contrato, a AMSPA, com intuito de fechar um negócio seguro ao dono do novo bem e evitar prejuízos futuros, dispõe de uma equipe especializada na área imobiliária, para ajudar na conferência e cuidar dos documentos específicos”, acrescenta.

SERVIÇO

Os mutuários que querem mais esclarecimentos sobre os documentos para a aquisição da casa própria podem recorrer à AMSPA. Os interessados podem entrar em contato pelos telefones 0800 77 79 230 (para mutuários fora de São Paulo), (11) 3292-9230 / 3242-4334 (sede Sé), (11) 2095-9090 (Tatuapé),  (11) 3019-1899 (Faria Lima), (19) 3236-0566 (Campinas) e (13) 3252-1665 (Santos). 

Endereços e mais informações no site: www.amspa.org.br.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Dificuldade financeira leva consumidor a cancelar compra do imóvel

Problemas financeiros, como desemprego e perda de renda, estão entre os principais motivos que têm levado os compradores de imóveis a pedirem a rescisão do contrato. Para a AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, nessa situação é essencial que o adquirente notifique a construtora de sua decisão para não correr risco de perder o imóvel por inadimplência.

Vários contratempos financeiros podem surgir durante o pagamento do financiamento. Entre eles estão: desemprego, diminuição de renda, morte do principal provedor do lar, problemas de saúde na família e abusos dos bancos ou construtoras, entre eles, juros abusivos e aumento do saldo devedor sem motivo justificável. Todas essas situações podem provocar o não cumprimento das prestações e, consequentemente, a perda do imóvel.

O que tem acontecido é que muitos dos proprietários de imóveis estão optando pela desistência do negócio. Mas o que deveria ser um alívio tem trazido muitas dores de cabeça. Segundo dados da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, de janeiro a novembro de 2014, houve 826 reclamações devido ao valor incorreto na rescisão do contrato, sendo que 95% recorreram ao Poder Judiciário. No mesmo período do ano passado, as queixas foram 672 e 90% foram atrás de seus direitos na Justiça.

Esse foi o caso do administrador Marcelo Alves Barreto, que após dois anos e meio da aquisição do apartamento, decidiu rescindir o contrato de compra antes de ficar inadimplente. O principal motivo do cancelamento foi a perda do emprego. “Contribuíram para minha decisão os juros altos e o aumento excessivo do valor do meu imóvel, por conta da correção do saldo devedor (durante a obra as parcelas são corrigidas pelo INCC – Índice Nacional de Custo da Construção). Isso sem falar da dor de cabeça que tive para que a construtora devolvesse a quantia correta que desembolsei na aquisição da minha moradia”, diz Barreto.

Para Marco Aurélio Luz, presidente da AMSPA, quem decide pedir a rescisão do contrato tem o direito de receber o reembolso do valor de imediato, com a correção monetária devida, e em parcela única. Além disso, a construtora só poderá reter 10% da quantia, para cobrir despesas administrativas, e o cálculo deve ser feito sobre a quantia paga até o momento do cancelamento. “Ao desistir do negócio, é importante que o mutuário tenha o auxílio de um profissional especializado para checar se há alguma ilegalidade no contrato.”

Luz alerta que nessa situação é importante que o mutuário, antes de parar de pagar as prestações do imóvel, notifique à Justiça de sua decisão. Isso será essencial, pois ao tornar ciente o Poder Judiciário sobre a pretensão do distrato, o adquirente pode pleitear uma liminar que permite o congelamento da dívida até que ocorra a decisão final da Justiça. Além disso, evita que seu nome seja incluso nos órgãos de proteção ao crédito, enquanto não resolva os detalhes para finalizar o negócio. Na hipótese da construtora deixar de cumprir o determinado terá que arcar com multa.

SERVIÇO

Os mutuários nessa situação e que querem mais esclarecimentos podem recorrer à AMSPA. Os interessados podem entrar em contato pelos telefones 0800 77 79 230 (para mutuários fora de São Paulo), (11) 3292-9230 / 3242-4334 (sede Sé), (11) 2095-9090 (Tatuapé), (11) 3019-1899 (Faria Lima), (19) 3236-0566 (Campinas) e (13) 3252-1665 (Santos).

Endereços e mais informações no site: www.amspa.org.br.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Posse da nova diretoria da CSFM

Cerimônia de possa da Câmara Setorial de Ferramentaria e Modelações aconteceu em novembro, na sede da ABIMAQ

Trabalho em equipe com outras câmaras setoriais e necessidade de ampliação do acesso ao crédito foram bandeiras levantadas por Paulo Sergio Furlan Braga, durante a cerimônia de posse na CSFM – Câmara Setorial de Ferramentaria e Modelações, que contou com a presença de outras câmaras setoriais como a de Máquinas-Ferramenta, através do seu presidente, Henry Goffaux; do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, através do seu vice-presidente, Aroaldo Oliveira da Silva; e Eleni Mariano, representando o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo do Campo, Jefferson José da Conceição.

“Nós precisamos criar nossa barreira interna, seja com a parte tributária ou por melhores condições para o Brasil ser mais competitivo. Da maneira que está, realmente, a indústria se torna cada vez menos competitiva. Precisamos nos unir contra o nosso maior problema que é a China. Temos que ver as políticas que são praticadas fora do país, junto com outras entidades, para que façamos um país melhor”, afirmou  Braga, que enfatizou o que considera necessário para a  melhora do setor. 

“Apesar do empenho que estamos fazendo junto com outros parceiros,  temos muito a lutar ainda. Na parte do financiamento para as empresas nacionais de ferramentaria, 90% delas não têm acesso a crédito barato. Além disso, é preciso investir para que o trabalhador tenha melhores condições de trabalho. Não dá para oferecer isso com um maquinário com uso de mais de 15 anos. Este é desafio que nós vamos colocar ao sindicato para que o empresário consiga trocar seu parque fabril.”

Na ocasião, Carlos Pastoriza, presidente da ABIMAQ, enalteceu o trabalho que o presidente da CSFM vem realizando pelo segmento. “Temos acompanhado de perto a sua luta, incansável, nas articulações com sindicatos, políticos e outras câmaras. É esse tipo de garra que precisamos mais do que nunca, apesar das diversidades por que passa a indústria brasileira.”

Já Henry Goffaux, presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura (CSMF), ressaltou a sinergia entre as duas câmaras. “Nós vimos trabalhando em muitas ações em conjunto. Tivemos nas negociações do Inovar Auto, Inovar Peças, que acabou não acontecendo, do APL Ferramentaria. Muitas vezes, fomos ao BNDES para brigar contra importação de máquinas pela indústria automotiva dentro do contexto do Inovar Auto. Dentro da ABIMAQ, nós podemos nos ajudar muito.”

Além de Braga, a CSFM é composta pelos vice-presidentes Alexandre Fix, Alexandre Gonçales Rodrigues, Paulo Haddad, Sansão Silva e Michael Lemouche.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Análise do cenário econômico é apresentada por representante do Bradesco

O economista Felipe Wajskop França expôs na reunião da CSMF o panorama atual e as perspectivas para 2015 da economia no Brasil

Com a proposta de falar sobre os desafios e oportunidades da macroeconomia brasileira, Felipe Wajskop França, economista do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco (DEPEC), participou da reunião da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura (CSMF), em 5 de novembro, na sede da ABIMAQ. 

Segundo França, para o Brasil crescer de forma sustentada, é preciso fazer alguns ajustes. “Entre as mudanças necessárias de curto prazo, destacam-se a resposta da política monetária e a necessidade de redução dos gastos públicos.”

Para Felipe Wajskop França, o aumento da produtividade é o desafio dos próximos anos. “O descompasso será ajustado com ampliação da oferta, qualificação da mão de obra e avanço dos investimentos.”

Na oportunidade, foi debatido sobre taxa futura do FINAME PSI em 2015. De acordo com França, a linha de crédito do BNDES para aquisição de máquinas e equipamentos continuará no próximo ano com seus ajustes legais.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

CSMR participa do Congresso SAE Brasil 2014

Presidente da CSMR falou sobre o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores para Máquinas Agrícolas e Rodoviárias (Proconve/MAR-I)

“O Proconve/MAR-I, além de tornar as máquinas mais adequadas às comunidades e ao meio ambiente, deve trazer inúmeros benefícios para o mercado brasileiro, entre eles, o de elevação do nível tecnológico dos produtos comercializados, já que, para atingir os índices recomendados pelo programa, as empresas precisarão investir cada vez mais na modernização de seus produtos”. Essas palavras foram ditas por Andrea Park, presidente da Câmara Setorial de Máquinas Rodoviárias (CSMR), durante o 23º Congresso da SAE BRASIL, no dia 1 outubro, em São Paulo. 

Na apresentação, Andrea disse que, apesar dos benefícios, chegar ao programa foi árduo. “Houve muita exigência dos fabricantes e do próprio IBAMA, principalmente, no que diz respeito ao estabelecimento de padrões para homologação dos mais de 300 modelos de máquinas comercializadas no país.”

As mudanças necessárias para que os produtos fossem adequados às metas estabelecidas foi outro desafio apontado pela presidente de Máquinas Rodoviárias para implementação do Proconve /MAR-I, que entra em vigor em 1 de janeiro de 2015. “Para o caso de emissões, por exemplo, precisávamos definir desde o diesel de referência para teste de emissões até o uso de novos motores com controle eletrônico de injeção, entre outras mudanças.”



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

ABIMAQ participa de encontro com ministro do Esporte


Na ocasião, foram discutidas ações para o desenvolvimento da cadeia produtiva esportiva brasileira


No dia 18 de novembro, em Brasília, a presidente da Câmara Setorial de Equipamentos para Ginástica (CSGIN), Vanessa Ferrari, reuniu-se com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e representantes do setor esportivo para a primeira reunião da Câmara Setorial da Indústria, Comércio e Serviços do Esporte e Atividades Físicas. 

O órgão criado pelo Ministério do Esporte, em setembro, visa criar mecanismos para fomentar a indústria esportiva nacional. “Nós, da ABIMAQ, estamos aptos para contribuir no desenvolvimento do projeto como um todo. Na verdade, queremos definir nosso papel dentro do contexto para ver no que podemos ajudar para que daqui a 20 anos o Brasil seja uma potência olímpica”, afirma Vanessa. 

Para Rebelo, o bom desempenho do país no cenário esportivo não está refletindo na mesma proporção nas empresas do setor. “O Brasil tem alcançado cada vez mais protagonismo no esporte, não só pelos resultados, mas pela atração de eventos esportivos. É natural que a nossa aspiração seja projetar comparativamente a presença nos pódios e no mercado esportivo, mas isso exige uma estratégia. Não basta a competência e a capacidade em fazer, temos que nos colocar em busca dos objetivos. O Brasil tem que se colocar.”