segunda-feira, 11 de julho de 2016

NR-12 é tema de reunião com o ministro do Trabalho


No encontro com o ministro do Trabalho e Emprego, a ABIMAQ expôs sobre os danos causados ao setor de bens de capital para atender aos requisitos da norma

Para discutir os gargalos provocados pela NR -12 na atividade industrial, a diretoria da ABIMAQ e membros da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMAQ) foram recebidos por Ronaldo Nogueira, ministro do Trabalho e Emprego (MTE), no dia 31 de maio, em Brasília.

Para José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, a Norma Regulamentadora nº 12 (NR-12) vem provocando distorções e prejuízos ao segmento econômico: “Falta capacitação técnica dos fiscais do trabalho para analisarem o maquinário”.
O consultor da ABIMAQ, Lourenço Righetti, elencou outro problema verificado pela edição da NR-12: “Há uma falta de isonomia da legislação em relação ao maquinário produzido no Brasil e o importado. O governo brasileiro precisa estabelecer um requisito técnico para a liberação da entrada das máquinas trazidas de fora”.  

Segundo Velloso, o imbróglio poderia ser minimizado, caso seja feito um pré-requisito no SISCOMEX (Sistema Integrado de Comércio Exterior) para a liberação do equipamento importado. “Deve também ser colocada em andamento a proposta de criação do comitê interministerial para discutir os itens”. 

NR-12

Para Jerônimo Goergen, presidente da FPMAQ, é preciso haver uma avaliação ampla se o maquinário pode representar grave e iminente risco ao trabalhador. 

A ABIMAQ defende o corte temporal em 2010. Ou seja, as máquinas adquiridas depois de 2010 teriam obrigatoriamente de estar enquadradas na NR-12.  A entidade ainda defende uma revisão da norma. 

O ministro disse que ouvirá todos os setores envolvidos e que, neste primeiro momento, tem como missão harmonizar o ambiente trabalhista.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Seminário de Manufatura Avançada e VI Simpósio Internacional de Excelência em Produtos: Indústria 4.0 – Curto, Médio e Longo Prazo


Complementando o evento Demonstrador de Manufatura Avançada, a ABIMAQ e a VDI, com patrocínio do BNDES, da ABDI, do MCTI/CNPq e da Desenvolve SP, realizaram o seminário.

“A dedicação e a troca de informações de 22 empresas e mais de 150 técnicos fizeram com que fosse possível o desenvolvimento do projeto de Manufatura Avançada”, destacou José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ. 

Wilson Bricio, presidente da VDI-Brasil, destacou a importância do debate para o futuro da indústria brasileira: “Para que possamos atuar com sucesso no competitivo mercado atual, é essencial estar constantemente atualizado sobre as tendências tecnológicas e buscar compreender e atender às demandas de um mundo cada vez mais interconectado”.

João Emílio Padovani Gonçalves, gerente executivo de Política Industrial da CNI, e Jefferson Gomes, diretor regional do SENAI/SC e professor do ITA, ministraram palestra sobre "A situação da indústria no Brasil". Eles ressaltaram os desafios e os impactos com o desenvolvimento e a incorporação da Manufatura Avançada no Brasil. 

Já Rodrigo Custódio, diretor da Prática Industrial da Consultoria Roland Berger (Alemanha), abordou "O crescimento da indústria na Alemanha". Ele expôs a necessidade de intensificar as discussões sobre a Indústria 4.0 e a falta de profissionais qualificados, inclusive das empresas alemãs e americanas. 

Painéis

O Painel 1 tratou da "Indústria 4.0 - Aplicação na prática", com moderação de José Velloso e os painelistas Danilo Lapastini, vice-presidente da Hexagon; Edouard Mekhalian, diretor geral da KUKA Roboter do Brasil; Renato Buselli, vice-presidente da Siemens; Klaus Ellner, supervisor da Volkswagen do Brasil; e Alexander Pictorgros, da Lanxess GmbH.

Já o Painel 2 teve foco na "Indústria 4.0 - Desafios futuros" e foi moderado pelo professor Eduardo de Senzi Zancul, da USP, e teve os painelistas Chris P. Wittke, gerente geral da Mercedes-Benz do Brasil; Hans-Jürgen Klose, diretor da Staufen-Táktica; Paulo Roberto Santos, ?gerente regional de Produtos da Festo Brasil; José Rizzo Hahn, presidente da Pollux Automation; e Bruno Jorge Soares, coordenador de Manufatura Avançada da ABDI.

Ao término do painel, o professor da USP anunciou a aprovação da constituição de uma fábrica do futuro na universidade com objetivo de aprimorar o ensino e a pesquisa do assunto.

Encerramento

Luciano Coutinho, então presidente do BNDES, destacou que é preciso ter uma agenda para a Indústria 4.0 no Brasil: “É necessário estimular o avanço de tecnologias habilitadoras, fortalecer os institutos tecnológicos de ensino para responder ao anseio do setor privado e possuir uma indústria de bens de capital forte e saudável”. 

Coutinho acrescentou que o BNDES quer ser um parceiro de todas as horas no processo da Indústria do Futuro. 

Após a palestra, Coutinho conheceu o Demonstrador de Manufatura Avançada da feira.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Fator Acidentário de Prevenção Previdenciário é tema na ABIMAQ


Mais de 80 profissionais tiveram a chance de tirar suas dúvidas quanto ao seguro contra acidentes de trabalho

Para esclarecer as associadas sobre as mudanças do seguro de acidentes de trabalho e incentivar a melhoria das condições de trabalho e saúde do trabalhador, a ABIMAQ, em parceria com a ABINEE - Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, promoveu a palestra “Fator Acidentário de Prevenção Previdenciário - Gestão e Redução de Custos”, em 10 de maio, na sede da entidade. 

André Saraiva, presidente da ABINEE/SINAEES, destacou a importância da área de relações do trabalho para as empresas: “Não apenas no que tange aos aspectos do cumprimento da lei e da legislação, mas também cria mecanismos para que possamos encontrar formas e meios de gestão aplicada e tornar as empresas mais rentáveis, competitivas e seguras”. 

Paulo Cesar Almeida, coordenador do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), ministrou palestra sobre “O Seguro contra Acidentes de Trabalho no Brasil: RAT (Riscos Ambientais de Trabalho) e FAP (Fator Acidentário de Prevenção)”. 

Almeida também esclareceu a possibilidade de reduzir em até 50% a taxa na folha de pagamento das empresas com menos acidentalidade e do risco do aumento em até 100% do encargo, no caso de estabelecimentos com mais ocorrências acidentárias. 

Marco Antônio Perez, diretor de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do MTPS, abordou “A Caracterização da Natureza Acidentária da Incapacidade para o Trabalho no Brasil: Conceito de Acidente de Trabalho e Nexos Técnicos”. Para ele, o modelo de perícia no Brasil está esgotado e precisa ser repensado. 

quinta-feira, 9 de junho de 2016

ABIMAQ participa de Audiência Pública em Brasília


O objetivo do encontro foi debater a retomada do crescimento econômico e a geração de emprego e renda

“A economia brasileira está doente. Se não soubermos identificar os motivos que ela está doente, nós não conseguiremos resolver os problemas do país”. Essas foram as palavras de José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, durante Audiência Pública, realizada no dia 26 de maio, em Brasília, pela Comissão de Direitos Humanos (CDH).

Para Velloso, há um entendimento de que os problemas do Brasil decorrem dos excessivos gastos públicos e do déficit fiscal crescente: “Existem outros fatores que agravaram a situação econômica do Brasil. Podemos citar, dentre tantos, o sistema tributário, a insegurança jurídica, a educação de baixa qualidade, a infraestrutura deficiente, a legislação capital-trabalho e os juros de agiota”. 

Segundo ele, a retomada do crescimento exige a atuação do governo em várias frentes: “É preciso atacar tanto os problemas estruturais quanto os conjunturais. A superação da crise passa obrigatoriamente pela retomada do crescimento, sendo que as exportações, os investimentos em infraestrutura e a irrigação do capital de giro das empresas são os instrumentos indispensáveis”. 

Para o presidente executivo da ABIMAQ, também é essencial ter uma política cambial que defenda um câmbio competitivo e adote uma taxa de juros de curto prazo neutra em relação à inflação, haja a desoneração total dos investimentos e faça a reforma do ICMS: “A adoção dessas medidas irá reverter as expectativas, permitindo ao Brasil voltar a crescer, o que, rapidamente, sanaria os déficits fiscais, dando fôlego ao país para completar as reformas necessárias e tempo para poder esperar o efeito das ações de médio e longo prazo”.

Agradecimento 

O senador Paulo Paim (PT/RS) ressaltou as contribuições que Velloso trouxe em sua apresentação: “Ele teve a precaução de fazer críticas, ao mesmo tempo em que apontou caminhos para o Brasil sair da crise”. 

Participantes 

Luís Fernando Mendes, economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC); José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST); e Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), também participaram da Audiência Pública. 

quarta-feira, 8 de junho de 2016

ABIMAQ se reúne com Michel Temer

Taxa SELIC, redução de ministérios, impostos e destravamento das Parcerias Público-Privadas foram alguns dos assuntos tratados na reunião

Com o objetivo de discutir temas e propostas para a retomada do crescimento e dos investimentos no setor de bens de capital, Carlos Pastoriza, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, reuniu-se, no dia 04 de maio, com o então vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB).

Na ocasião, Pastoriza enfatizou a necessidade de corte na SELIC, como forma de estimular o consumo, retomar os investimentos e reindustrializar o Brasil: “A queda da taxa SELIC poderia fazer com que a economia retomasse a produção, o emprego e virasse de espiral viciosa para virtuosa”. 

O presidente da ABIMAQ solicitou ainda que no possível enxugamento dos ministérios preserve as pastas da Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC): “Seria um grave erro qualquer fatiamento ou extinção desses ministérios, que são a base do crescimento econômico”.

Na oportunidade, a ABIMAQ pediu ao atual presidente interino da República que faça o ajuste fiscal sem o aumento dos tributos: “Entendemos que tem que haver um corte na carne do governo, sem aumento de impostos”.

A entidade sugeriu também a Temer o destravamento das Parcerias Público-Privadas: “Existem centenas de bilhões de reais esperando para serem investidos e uma enormidade de projetos de infraestrutura, trilhões de dólares lá fora à espera de um ambiente regulatório e político confiável. Isso também pode gerar um efeito cascata muito grande no consumo”. 

Indústria de máquinas e equipamentos 

Pastoriza destacou que, nos últimos dois anos, o consumo no setor caiu 15% e os investimentos, 40%, com tendência de mais queda: “É um negócio brutal e falamos isso para o Michel. Está derretendo o investimento no Brasil em um momento muito ruim porque deveríamos estar investindo mais que os outros países para nós fecharmos o gap [diferença] tecnológico em relação aos países ricos”.

Presentes 

Participaram do encontro o presidente da Acebra, Arney Frasson, além dos deputados federais Jerônimo Goergen (PP-RS), que também é presidente da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMAQ); Alceu Moreira (PMDB-RS); e Mauro Pereira (PMDB-RS). 

terça-feira, 7 de junho de 2016

CSQI realiza reunião ordinária na Ashcroft Willy


Com o objetivo de aproximar as associadas e incentivar a participação nas reuniões ordinárias, a Câmara Setorial de Máquinas, Equipamentos e Instrumentos para Controle de Qualidade, Ensaio e Medição (CSQI) realizou, no dia 22 de março, o primeiro encontro itinerante na empresa Ashcroft Willy. 

Na ocasião, Gilmar de Almeida, da GA Consult, ministrou a palestra R.O.I - Retorno sobre Investimento com o propósito de auxiliar os presentes com conhecimentos técnicos para minimizar custos, otimizar a produtividade e promover o desenvolvimento do negócio. 

Para mais informações sobre o tema, entrar em contato pelo e-mail csqi@abimaq.org.br. 

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Grupo de Trabalho para Postos de Serviços é criado


Com o objetivo de defender os interesses e o desenvolvimento dos fabricantes nacionais de máquinas, equipamentos e componentes para postos e distribuidoras de combustível e de Transportador Revendedor Retalhista (TRR), a ABIMAQ criou o Grupo de Trabalho de Máquinas e Equipamentos para Postos de Serviços (GT-MEPS), no mês de abril. 

“A intenção de constituir o Grupo de Trabalho foi também para promover tecnologias, sistemas e soluções sustentáveis que visam fomentar a expansão, segurança, saúde e regulamentação desse setor junto aos respectivos órgãos e entidades federais, estaduais e municipais”, ressalta José Fernandes, coordenador do GT-MEPS. Além de Fernandes, a diretoria do GT-MEPS será composta pelos vice-coordenadores Lincoln Cesar Dalfre Lourenço, Sérgio Cintra Cordeiro, Hector Trabucco, Carlos Alberto Zeppini e Eduardo Gonçalves.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

SABESP na reunião do SINDESAM


No dia 31 de março, na sede da ABIMAQ, os representantes da Superintendência de Gestão e Empreendimentos da SABESP, Silvio Leifert, Priscila Mariaca e Patricia Pamplona, apresentaram o Plano de Modernização de Tratamento de Esgotos da RMSP (Plamte) às associadas do SINDESAM - Sistema Nacional das Indústrias de Equipamentos para Saneamento Básico e Ambiental. 

A apresentação encontra-se disponível no site: www.ABIMAQ.org.br/sindesam.

Mais informações: sindesam@ABIMAQ.org.br.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Projeto da Eldorado Brasil é apresentado na reunião da CSPEP


Carlos Monteiro, diretor técnico da Eldorado Brasil, expôs sobre o Projeto Vanguarda 2.0, que tem como objetivo duplicar a fábrica de celulose no município de Três Lagoas (MS), na  última reunião da Câmara Setorial de Projetos e Equipamentos Pesados (CSPEP), realizada no dia 23 março, na sede da ABIMAQ. 

Com investimento de R$ 8 bilhões, o empreendimento vai gerar mais de 20 mil empregos diretos e indiretos e está previsto para ser inaugurado em julho de 2018, representando uma excelente oportunidade de negócios para os associados da CSPEP, na medida em que vai adotar as melhores e mais inovadoras tecnologias disponíveis para a produção de celulose de qualidade, garantindo a competitividade da empresa no mercado internacional e sustentabilidade por meio de utilização de tecnologia estado-da-arte.

terça-feira, 31 de maio de 2016

BNDES apresenta alterações em linhas de crédito para estimular indústria


Na ocasião, foram anunciadas as novas condições de financiamento para a linha Exim Pré-Embarque e a ampliação do orçamento para o Moderfrota

No dia 14 de abril, em Brasília, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro Neto, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, apresentaram as mudanças na taxa de juros e o aumento do estoque de financiamentos da linha Exim Pré-Embarque. 

Pelas novas regras, as empresas poderão tomar o financiamento integralmente em TJLP tanto para a produção de máquinas e equipamentos quanto para a produção de bens de consumo manufaturados.

Além do custo financeiro, incidirá também a remuneração do BNDES (1,6% ao ano para MPMEs e 2% para médias-grandes e grandes empresas) e o spread do agente financeiro, negociado livremente entre o banco repassador e o tomador final do crédito. 

O BNDES estima que a demanda potencial de financiamentos a serem contratados neste ano pode atingir até R$ 15 bilhões.

Segundo Carlos Pastoriza, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, as novas condições do BNDES serão fundamentais para que as empresas exportadoras sejam mais competitivas no mercado externo: “Para nós, o financiamento pela linha Exim Pré-Embarque é essencial, sem o qual não se consegue exportar máquinas”. 

“Essa melhoria de condições se faz em um momento de alta capacidade ociosa do setor industrial, e a exportação é uma alavanca fundamental para recuperação do crescimento econômico”, disse Luciano Coutinho.

Para Armando Monteiro, o financiamento é um pilar fundamental do Plano Nacional de Exportações: “A ampliação das linhas de financiamento são um importante reforço para os exportadores. É um esforço de ampliação do acesso dos produtos brasileiros ao mercado externo. Vamos garantir condições de competitividade para a indústria brasileira”. 

Para mais informações, acesse: www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Apoio_Financeiro/Produtos/BNDES_Exim/exim_pre.html

Moderfrota

Na oportunidade, o BNDES também anunciou o aumento do orçamento ao financiamento pelo Moderfrota para o ano agrícola 2015/2016, que se encerra em 30 de junho próximo. Com o acréscimo de mais R$ 300 milhões, o orçamento do Moderfrota passou para R$ 4,04 bilhões. A ampliação foi feita por meio de remanejamento de recursos de outros programas do BNDES.

“O novo volume será o suficiente para chegar ao fim do ano-safra. Estamos assegurados pelo governo de que não faltarão recursos à principal linha de crédito de máquinas agrícolas”, afirma Carlos Pastoriza. 

Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), recomenda que o agricultor faça as compras agora para aproveitar as condições atuais. “Dificilmente, haverá uma baixa nos juros, por exemplo”. 

De acordo com Bastos, em 31 de março restava um saldo de R$ 600 milhões disponíveis pelo Moderfrota. Com o acréscimo de R$ 300 milhões, o valor subiu para R$ 900. O Banco do Brasil também disponibilizou mais R$ 900 milhões nas mesmas condições do Moderfrota, totalizando R$ 1,8 bilhões para o último trimestre do Plano Safra (abril a junho). Este montante está ajustado para a atual demanda de financiamentos.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

BNDES apresenta na ABIMAQ novas condições de financiamento


Associadas tiveram a oportunidade de relatar suas dificuldades referentes às linhas de crédito

Com a presença de mais de 100 empresários, o Departamento de Financiamentos (DEFI) promoveu, no dia 09 de março, na sede da ABIMAQ, o Workshop Linhas de Financiamentos para 2016. 

Na oportunidade, os representantes do BNDES Thiago de Paula, coordenador do Departamento de Relacionamento com Agentes Financeiros e Outras Instituições, Daniel Barreto, gerente do Departamento de Bens de Capital, Guilherme Pfisterer, gerente da Área de Comércio Exterior, e Tiago Soares, gerente da Área de Comércio Exterior, esclareceram os presentes sobre as alterações para a tomada de crédito.

Thiago de Paula explicou as condições para aderir ao programa de refinanciamento do PSI: “As empresas de todos os portes podem amortizar as parcelas restantes em até 12 ou 24 prestações mensais”. Ele reforçou que os juros continuarão a ser pagos mensalmente. 

No workshop foi destacada a importância da exportação. “Exportar é uma fonte de geração de emprego, renda e divisas para os países, como também aumenta a competitividade das empresas. Quando uma empresa exporta, outras ganham. Quando muitas exportam, o Brasil inteiro ganha”, disse Guilherme Pfisterer.

Parceria

José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, ressaltou a necessidade de os agentes financeiros serem parceiros dos fabricantes de máquinas e equipamentos: “Contamos com a parceria dos bancos para nos apoiarem, principalmente nesse momento de crise e de restrição de crédito”. 

Para Hiroyuki Sato, diretor de Assuntos Tributários, Relações Trabalhistas e Financiamentos, o apoio do BNDES é fundamental para o setor conseguir comercializar seus produtos (máquinas e equipamentos). 

Mudança

Na ocasião, foi apresentada a nova chefe do Departamento de Financiamento de Máquinas e Equipamentos, Valéria Martins, que se dispôs a auxiliar as empresas a enfrentar esse cenário de crise: “O BNDES está sensível a esse momento econômico difícil. O nosso papel é ajudar vocês. Então, a nossa pergunta é o que nós podemos fazer diferente para ajudá-los”.

sexta-feira, 4 de março de 2016

ABIMAQ busca oportunidades de negócios para associadas em encontro com presidentes da Bulgária e Bolívia


O presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, Carlos Pastoriza, esteve em encontro promovido pela Presidência da República, para recepcionar os presidentes da Bulgária, Rosen Plevneliev, e da Bolívia, Evo Morales, no início de fevereiro, em Brasília. 

Durante a visita oficial ao Brasil, as autoridades trataram temas referentes à integração energética, gestão de recursos hídricos, adesão da Bolívia ao Mercosul e acordo comercial entre os países.

Para Pastoriza, a ideia da participação no evento é verificar oportunidades comerciais para as associadas.


quinta-feira, 3 de março de 2016

ABIMAQ se reúne com MDIC e MCTI


Pedefor, Lei do Bem, feiras oficias do setor e Ex-Tarifário foram alguns dos assuntos discutidos nas reuniões com os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e da Ciência, Tecnologia e Inovação

Para propor modificações no Programa de Estímulo à Competitividade da Cadeia Produtiva, ao Desenvolvimento e ao Aprimoramento de Fornecedores do Setor de Petróleo e Gás Natural (Pedefor) e na Lei do Bem, a diretoria da ABIMAQ se reuniu com o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Celso Pansera, no dia 26 de janeiro, em Brasília. 

Para José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, o Pedefor deveria ter como missão principal o fortalecimento do terceiro elo da cadeia produtiva de óleo e gás, que é a indústria de máquinas e equipamentos: "Nós somos indústria de fazer indústria. Tudo o que nós vendemos é investimento para alguém”. 

Velloso colocou que a suspensão da Lei do Bem (Lei 11.196/05) não provoque o fim dos incentivos fiscais para as empresas que comprovaram investimento em pesquisa e desenvolvimento de inovação tecnológica no período vigente do programa: "Entendemos a medida de ajuste fiscal do Ministério da Fazenda, mas os créditos poderiam ser compensados em exercícios futuros”. 

Feiras

Na oportunidade, foi solicitado o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para a Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos (FEIMEC). "Montaremos nela a Ilha da Manufatura Avançada, em linha com o trabalho que estamos realizando com o MCTI. Nesse espaço, o público poderá ver a produção de equipamentos, dentro do que há de mais moderno na área", disse o presidente executivo da ABIMAQ.

Reunião MDIC

No mesmo dia, a diretoria da ABIMAQ esteve reunida com Carlos Gadelha, secretário de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), para expor a insatisfação quanto à metodologia utilizada para obtenção do regime de Ex-Tarifário, que foi criado pelo governo com o intuito de reduzir a alíquota do imposto de importação de bens de capital, de informática e de telecomunicações sem produção nacional equivalente. 

Segundo Velloso, a Resolução 66/2014 significou um avanço em alinhamento com as diretrizes da política industrial, porém o regime de Ex-Tarifário precisa de melhora efetiva. “Pleiteamos ao Gadelha que a concessão do benefício seja feita por projeto e CNPJ e não como é hoje, que é realizado por produto (código NCM – Nomenclatura Comum do Mercosul)”. 

Para evidenciar quanto ao número de Ex-Tarifário concedido e os critérios adotados para sua liberação, a ABIMAQ apresentou ao secretário casos concretos. “Foi demonstrado que, quando o MDIC consegue um Ex-Tarifário para combinação de máquinas, na prática, está indiretamente cedendo o benefício para bens que são produzidos no Brasil que compõem a combinação”, ressalta João Alfredo Delgado, diretor de Tecnologia da associação.  

Walter Filippetti, diretor de Relações Governamentais, Alberto Machado,  diretor de Petróleo, Gás, Bionergia e Petroquímica, e Klaus Curt Müller, diretor de Comércio Exterior, também compareceram nas reuniões.