segunda-feira, 4 de setembro de 2017

ABIMAQ se reúne duas vezes com presidente e diretoria do BNDES


Diminuição de juros, linhas de crédito para exportação e novas garantias para contratos no segmento de eólica foram alguns dos temas expostos nas reuniões com o banco

Com o intuito de tratar das linhas de financiamento para exportação, da redução de juros nas operações de compra e venda de máquinas e equipamentos e do Canal Desenvolvedor MPME, a ABIMAQ se reuniu com a presidência e diretoria do BNDES, no dia 11 de julho, no Rio de Janeiro. 

A possibilidade da diminuição dos juros nos financiamentos do setor de bens de capital a fim de resolver o problema do alto spread cobrado pelas instituições bancárias foi colocada durante a reunião. “A ABIMAQ e o BNDES estão trabalhando para resolver a questão dos altos juros cobrados nas operações indiretas, bem como da oferta de crédito”, explica José Velloso, presidente executivo da entidade. 

Velloso também colocou a dificuldade das empresas de conseguirem crédito nas linhas de financiamento para exportação. “Ficou acertado com o BNDES que no mês de agosto vamos ter um encontro para tratar do tema”. 

A nova ferramenta do BNDES Canal do Desenvolvedor MPME, que permitirá ao interessado em obter financiamento tenha conhecimento quais são as linhas existentes que melhor atendem à sua necessidade de investimento, também foi assunto da reunião. 

O presidente executivo elogiou a criação do canal e destacou os benefícios. “A vantagem é que o consumidor conseguirá diminuir os juros e terá mais transparência, pois vai acabar com o jogo de ‘empurra’ quando acontece um problema no financiamento”. 

Hiroyuki Sato, diretor de Assuntos Tributários, Relações Trabalhistas e Financiamentos da ABIMAQ, Paulo Rabello de Castro, Ricardo Ramos e Claudia Prates, respectivamente, presidente, diretor de Comércio Exterior e Fundos Garantidores e diretora de Indústria e Serviço do BNDES, também estiveram presente no encontro.  

Reunião anterior. Para pleitear a alteração de 60 para 80% nos financiamentos para o setor de bens de capital e a eliminação da exigência de novas garantias para contratos no segmento de eólica, Cesar Prata, vice-presidente da ABIMAQ, reuniu-se com Paulo Rabello de Castro, presidente do BNDES, no dia 05 de julho, em Brasília. 

O deputado Jerônimo Goergen, presidente da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMAQ), Walter Felippetti, diretor executivo de Relações Governamentais da ABIMAQ e Marcos Perez, superintendente de Mercado Interno da entidade participaram da reunião.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

ABIMAQ alerta governo sobre consequências da mudança de cálculo nos contratos do BNDES


Aumento nos custos relacionados a financiamentos e investimentos e ameaça à existência do parque industrial brasileiro fabricante de BKs foram alguns dos efeitos elencados pela entidade caso a medida entre em vigor

Com o objetivo de expor os riscos da aprovação da Medida Provisória 777, que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP) em substituição a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) nos empréstimos do BNDES, a ABIMAQ esteve presente em duas audiências públicas, promovida pela comissão mista, que é responsável pela análise da matéria, e reuniu-se com o deputado Betinho Gomes, relator da MP. 

Durante audiência, no dia 25 de julho, na sede do (BNDES), no Rio de Janeiro, José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, ressaltou que a medida é inoportuna e vai representar o retrocesso nos investimentos. “O Brasil, hoje, já bate recordes negativos de investimento. Devemos fechar 2017 com apenas 15% do PIB em investimento, um dado inimaginável. Quando na verdade, a saída no momento seria criar um ambiente favorável ao investidor”. 

Velloso destacou que o governo deveria emitir uma medida provisória para discutir o spread bancário e não a TJLP. “Metade da taxa é spread e ninguém discute o assunto. Nós precisaríamos ter transparência em toda à questão financeira no país, o que inclui o cálculo da SELIC”. 

Encontro com parlamentar

À tarde, a convite de José Velloso, o deputado Betinho Gomes, relator da Medida Provisória 777, reuniu-se com ABDIB, ABIQUIM, CNI, FIESP, Instituto Aço Brasil, e SINDRATAR na sede da ABIMAQ, em São Paulo. 

Na ocasião, os representantes das entidades colocaram ao deputado que a medida é ruim para a indústria e para o Brasil. “O parlamentar disse que já tem subsídios suficientes para trabalhar o relatório. Ele também solicitou a argumentação da ABIMAQ por escrito, o que já fizemos”, relata Velloso. 

O presidente executivo da entidade expôs ainda ao deputado que a demora no crescimento do Brasil e da falta de justiça social vem de um sistema financeiro caótico feito para transferir renda do setor produtivo para o financeiro num flagrante troca de prioridades. 
Para José Velloso, a coalizão formada com outras entidades do setor produtivo é importante para o legislativo ver que a classe está unida na opinião sobre o tema. “Vamos também provocar este debate via Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMAQ)”. 

Atuação anterior

Na audiência, no Senado Federal, no dia 12 de julho, em Brasília, Mario Bernardini, diretor de Competitividade da ABIMAQ, enfatizou que a Medida Provisória 777 é um desastre e ela precisa ser rejeitada. 

Para Bernardini, além do encarecimento dos investimentos produtivos, num momento em que eles estão em seu menor nível histórico, o aumento dos custos relacionados aos financiamentos de bens de capital nacionais, pelo FINAME/BNDES torna as máquinas importadas, financiadas externamente, mais baratas do que as equivalentes nacionais, pondo em risco o parque instalado de fabricantes de BKs. “O crédito do BNDES perde sua característica anticíclica e o custo do financiamento fica dependente da menor ou maior dificuldade do Tesouro se financiar no mercado”. Estes são alguns dos principais impactos negativos caso a medida provisória seja aprovada. 

Para o diretor, caso seja mantida a intenção de revisão da metodologia de cálculo da TJLP, uma alternativa seria adotar a proposta sugerida a emenda 01 à MP 777 que foi protocolada pelo deputado federal Jerônimo Goergen. “A sugestão é indexar a TLP ao IPCA do ano corrente acrescentando uma taxa equivalente à metade do percentual projetado para o crescimento do PIB nos próximos 12 meses”. 

Saiba mais

A Medida Provisória 777 que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP) será usada como referência para o custo de captação e para os contratos firmados pelo BNDES a partir de 1° de janeiro de 2018. A nova taxa substituirá a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) nos empréstimos do BNDES que utilizam recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), do Fundo de Participação PIS-Pasep e do Fundo da Marinha Mercante (FMM). 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

ABIMAQ participa de Audiência Pública sobre regularização tributária


Entidade apresentou sugestões a fim de contribuir na elaboração do relatório da Medida Provisória 783

“Vivemos hoje no Brasil uma situação caótica de inadimplência. A maioria das empresas e dos consumidores não conseguem arcar com suas obrigações em dia”, afirmou Hiroyuki Sato, diretor de Assuntos Tributários, Relações Trabalhistas e Financiamentos da ABIMAQ, durante Audiência Pública, realizada no dia 04 de julho, no Senado Federal, em Brasília, pela comissão mista que analisa a Medida Provisória 783, que institui o Programa Especial de Regularização Tributária (Pert).

Sato expôs levantamento, feito pela Serasa, que aponta que 46% das 3.532 empresas do setor de máquinas e equipamentos não têm acesso à CND (Certidão Negativa de Débitos). “É uma realidade completamente fora da curva”. 

A crise econômica que afeta no faturamento das empresas e gera prejuízo operacional; prazos exíguos para o recolhimento de tributos que ocorre antes do recebimento da fatura; excessivo número de impostos; e multas e juros de mora altos, foram apontados por Hiroyuki Sato como as principais causas da inadimplência tributária nas indústrias. 

Para o diretor, o ideal seria que as empresas recebessem dos clientes em menos de 15 dias para que pudessem ter tempo de recolher os impostos sobre aquele faturamento. “Isso não acontece, pois o prazo médio de pagamento das faturas em situações normais é de 60 a 90 dias. No caso do segmento de máquinas e equipamentos, por exemplo, cujas vendas necessitam de financiamento do BNDES, o período de recebimento, às vezes, vai muito além dos 90 dias porque depende de todo um processo que não é simples”. 

Sato também pontuou que grande parte das empresas é obrigada a recolher os impostos sobre o que vendeu antes de receber o produto, e isso gera uma descapitalização. “O empresário é levado a usar seu capital de giro para conseguir arcar com os tributos, o que acaba comprometendo os custos de produção previstos.”

De acordo com Hiroyuki Sato, enquanto as causas não forem eliminadas as organizações não terão condições de se tornarem boas pagadoras. “Hoje devido à crise econômica, a existência de um programa que permita a recuperação da saúde tributária dos contribuintes é essencial. É preciso fazer um Refis capaz de permitir que elas quitem as parcelas e ao mesmo tempo tenham condições de honrar as prestações vincendas”. 

Sugestões de adequação da Medida Provisória 783

» Prazo: aumentar para até 180 prestações mensais.
» Parcelamento: inserir modalidade que permita ao contribuinte devedor pagar a dívida e cumprir as obrigações vincendas – evitar que ele caia novamente em inadimplência.
» Multas e juros de mora: estabelecer reduções para estimular a adesão ao programa.
» Garantia: suprimir – O erário tem meios regulamentares para persuadir o contribuinte a cumprir o programa (CND, por exemplo).
» Unificação do parcelamento: do débito junto à Receita Federal do Brasil e à perante a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
» Prazo para adesão: estender até 30 de setembro de 2017.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

ABIMAQ sugere alterações nas regras de Conteúdo Local


Em audiência pública, a entidade se posicionou a favor de melhorias nas regras de Conteúdo Local

Com o propósito defender os interesses da indústria de máquinas e equipamentos, Alberto Machado, diretor de Petróleo, Gás, Bionergia e Petroquímica da ABIMAQ, participou de Audiência Pública do pré- edital da 14ª Rodada de Licitações de blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural, prevista para acontecer em 27 de setembro de 2017. O evento foi organizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no dia 27 de junho, no Rio de Janeiro. 

Na ocasião, Machado apresentou proposta para modificações no pré-edital e na minuta do contrato de concessão da 14ª rodada. “Sugerimos a separação de índices mínimos de Conteúdo Local no fornecimento de bens e de serviços”. No documento está previsto um percentual global de 25% para a unidade estacionária de produção que é a parte mais intensiva em máquinas e equipamentos. 

O diretor sugeriu que seja dada preferência à contratação de fornecedores brasileiros, sempre que as ofertas nacionais apresentarem condições de preço, prazo e qualidade equivalentes às estrangeiras, estabelecendo critérios para tal comparação. “Há necessidade de identificar todos os custos de aquisição dos importados, pois em geral não são consideradas as despesas com o desembaraço e o armazenamento aduaneiros, de assistência técnica durante a vida útil do equipamento, o pronto atendimento local, o tempo de reposição de peças e sobressalentes, as exigências de certificação de bens nacionais pelo Inmetro, entre outros, para que a avaliação seja isonômica”. 

Alberto propôs ainda a necessidade da extensão das verbas de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) a ser aplicada diretamente nos fornecedores. “A cláusula de investimentos em PD&I, que estabelece que 1% da receita bruta da produção dos campos que pagam participação especial, deve em parte ser aplicada diretamente na indústria, incluindo, além de todo o desenvolvimento, os custos com qualificação e ou certificação do produto para que possa ser colocado à venda”. 

A obrigatoriedade de convidar fornecedores instalados no Brasil em todos os processos licitatórios de bens e serviços e a identificação clara dos itens de custo que devem ser considerados na comparação de preços dos produtos nacionais e importados foram outros pontos expostos pelo representante da ABIMAQ. 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Sistema ABIMAQ/SINDIMAQ: Há 80 anos escrevendo a história da indústria de máquinas e equipamentos


Desde a década de 30, a entidade mantém a união pelo desenvolvimento e fortalecimento da indústria de máquinas e equipamentos no Brasil

Quando em janeiro de 1937, numa pequena sala da Rua Quintino Bocaiúva, na região central de São Paulo, nascia o Syndicato dos Constructores de Machinas e Acessórios Texteis de São Paulo ninguém poderia suspeitar que 80 anos depois essa mesma entidade se transformaria em uma das mais significativas e representativas associações do setor de transformação, tendo mais de 1500 associados e representando um universo composto por quase 8000 empresas. 

Aquela era a primeira página de uma longa história de negociações, definições de bandeiras e posturas, modernizações constantes e muitas mudanças na entidade. 

Três anos mais tarde, com a adesão de fabricantes de máquinas para outros setores, o sindicato teve sua primeira modificação e passou a se chamar Sindicato da Indústria de Máquinas do Estado de São Paulo (SIMESP). Em 1975, a fim de complementar sua atuação, o grupo cria a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e, em 1976, o SIMESP muda o nome para Sindicato Interestadual da Indústria de Máquinas (SINDIMAQ).

Com essas mudanças nas nomenclaturas, nasce então o Sistema ABIMAQ/SINDIMAQ, com o objetivo de fortalecer a representação do segmento de máquinas e equipamentos. Em 1988 surge, finalmente, o Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas (SINDIMAQ), uma das primeiras entidades sindicais patronais de âmbito nacional. A ABIMAQ passa a se dedicar a questões mais amplas do setor, participando em praticamente todos os movimentos realizados em defesa do setor, pleiteando redução de juros, estabilização do câmbio e redução da carga tributária.

Em todos esses anos, seus dirigentes estiveram sempre envolvidos nas grandes questões nacionais que envolviam o setor, tentando, desde sempre, o estabelecimento de uma política industrial que definisse regras claras e permitissem o crescimento do País.

Mesmo com as adversidades sociais, econômicas e políticas, e todas as crises enfrentadas, a entidade sempre se manteve à frente dos seus representados buscando estabelecer os melhores caminhos para esse universo chamado MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. 

PRINCIPAIS AÇÕES E CONQUISTAS

Nesses 80 anos de trabalho em prol da indústria brasileira e do país, a ABIMAQ obteve inúmeras vitórias e importantes conquistas. Confira a seguir uma linha do tempo contendo as principais atuações e êxitos da entidade: 

» 1956 - Fundado o Departamento Nacional de Máquinas Têxteis, pioneira na entidade, atual Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios Têxteis (CSMAT);
» 1958 - Toma posse como presidente Einar Kok, que foi reeleito por sucessivas gestões até 1983;
» 1959 - 1º Feira do setor metal mecânico no Brasil;
» 1964 - Com o apoio do Sindicato, é criado o Programa Especial de Financiamento (Finame);
» 1983 - A entidade instala-se em sede própria na Av. Jabaquara;
» 1987 - Inauguração da sede regional no Rio de Janeiro;
» 1988 - Inauguração das regionais de Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul;
» 1991 - Instalação do escritório da ABIMAQ em Brasília;
- Com o apoio da entidade, o setor de produção de bens de capital conquista a isenção do IPI;
- Lançamento do Boletim Informaq, que virou Jornal Informaq em 1998;
» 1994 - Agrishow estreia em Ribeirão Preto (SP); 
» 1995 - Criação do Datamaq, 
serviço de dados do sistema ABIMAQ/SINDIMAQ
» 1999 - Inauguração da regional de Piracicaba;
» Início do Apexmaq (Programa de apoio às exportações do setor da Apex-Brasil)
» 2002 - Lançamento do estudo ‘Rumos da Competitividade’;
» 2003 - Criação do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Máquinas e Equipamentos (IPDMaq);
» Inauguração da regional de Ribeirão Preto;
» 2004 - Criação do Modermaq pelo governo, a partir de sugestão da ABIMAQ;
» 2005 - Lançamento do estudo ‘Impacto do Aço sobre o Setor’;
» 2006 - Inauguração da sege regional Norte/Nordeste, em Pernambuco;
» Certificação ISO 9001;
» 2007 - Inauguração da sede regional de São José dos Campos;
» 2008 - ABIMAQ apresenta ao governo a PDP, Política de Desenvolvimento Produtivo para o setor de Bens de Capital, projeto ABIMAQ 2022;
» ABIMAQ consegue que o BNDES amplie o prazo de financiamento do Produto Finame para até 10 anos;
» 2009 - Lançamento do Programa de Sustentação do Investimento (PSI);
» Criação do Sistema Semáforo, programa que auxilia a identificar as importações desleais;
» 2010 - Lançamento do estudo ‘Custo Brasil’;
» Lançamento da marca ‘Brazil Machinery Solutions’, uma parceria ABIMAQ-APEX visando atingir o mercado externo;
» 2011 - Ministério Desenvolvimento Agrário renova programa Mais Alimentos;
» Criação da linha BNDES EXIM Automático, com maior agilidade operacional ao financiamento às exportações brasileiras;
» Indústria conquista o crédito imediato do PIS e COFINS na compra de máquinas e equipamentos; 
» 2012 - Lançamento "DESEMPREGÔMETRO";
» Participação na Mobilização em Defesa da Produção e do Emprego ‘GRITO de ALERTA’, que reuniu empresários  e sindicalistas nas principais capitais do país;
» Conquista da desoneração da folha de pagamentos para os 11 setores da indústria de máquinas e equipamentos;
» Lançado o FINAME Leasing;
» Criação do PSI-FINAME Componentes; 
» Aumento em 100% da cobertura da FINAME para todas as compras de bens de capital;
» Promulgada a Lei 14.752 que concede o uso da fazenda da Agrishow por 30 anos; 
» 2013 - Pleito Atendido - São Paulo diminui de 12% para 2% o ICMS dos fabricantes de escavadeiras e pás carregadeiras;
» 2014 - Lança programa "O Sucesso tem Caminho";
» Pleitos Atendidos: Ampliação do prazo para recolhimento do ICMS;  
» Margem de Preferência Obrigatória de 25% para todos os produtos nacionais nas compras públicas federais;
» Perenização em 0% do IPI de máquinas e equipamentos que ainda não eram desonerados;
» Perenização da desoneração do INSS na folha de pagamento;
» Renovação do PSI/FINAME até 31/12/2015;
» Volta do REINTEGRA com alíquotas que variarão de 0,1% a 3%; 
» Maior flexibilização para adesão ao REFIS, com parcelamento do saldo em 180 meses;
» 2015 - Lançamento das feiras próprias: FEIMEC, PLÁSTICO BRASIL E EXPOMAFE;
» Lançamento da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMAQ); 
» Grito em Defesa da Indústria e do Emprego, que reuniu empresários e trabalhadores;
» 1° Congresso Brasileiro da Indústria de Máquinas e Equipamentos;
» 2016 - Primeira Feira internacional de máquinas e equipamentos (FEIMEC); 
» Criação e instalação da primeira linha de montagem inteligente de Manufatura Avançada (indústria 4.0) na FEIMEC; 
» 2017 ? Primeira Feira Internacional do Plástico e da Borracha (PLÁSTICO BRASIL) e da Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial (EXPOMAFE); 
» A ABIMAQ tem 1.500 associados e 140 colaboradores;
» Possui 9 regionais e 1 escritório político em Brasília;
» 29 Câmaras setoriais e 6 grupos de trabalho. 

Einar Kok, 25 anos à frente da ABIMAQ

Presidente da ABIMAQ entre 1958 e 1983, Einar Albert Kok teve papel determinante para a consolidação da história da indústria de máquinas e equipamentos no Brasil.
O empresário foi responsável pela construção do prédio que abriga a sede da ABIMAQ, localizada na Avenida Jabaquara, em São Paulo – SP, e entregue em 1983.

Em 2009, Einar foi homenageado pela diretoria da entidade e teve seu nome batizado no edifício. Na ocasião, Kok ressaltou que o local foi erguido com recursos próprios e sem nenhuma ajuda governamental. “Uma tarefa da diretoria e de todos os associados”.

O ex-líder da Associação também agradeceu a homenagem e o reconhecimento. “Estou muito grato. Espero que as gerações futuras possam usufruir não só da construção do prédio, mas também de grande parte das conquistas do setor”.

AOS 80 ANOS, ABIMAQ LANÇA NOVA VERSÃO DO JORNAL INFORMAQ

Com um projeto gráfico mais atualizado e aproveitando o ensejo dos 80 anos, a ABIMAQ traz para os seus associados um novo  jornal INFORMAQ, em versão mais adaptada à nova realidade representada pela proliferação das mídias e canais de informação. 

A nova versão traz uma diagramação mais precisa, dotada de  módulos verticais, que ajudam  a pensar as matérias em termos de meia página, terço de página, notas, e outros formatos. Trata-se de uma oportunidade de aperfeiçoamento da publicação, lançada em 1998, e que traz mensalmente todas as ações e acontecimentos do sistema ABIMAQ/SINDIMAQ. 

O objetivo da alteração do projeto é reforçar o conceito de organização, modernidade e solidez da ABIMAQ atendendo três pontos principais:

1) Alinhar o jornal com a identidade corporativa da ABIMAQ.

2)Atualizar o desenho a fim de aprimorar a leitura e transmitir os valores da entidade.

3) Servir como uma mídia integradora, ou seja, ser um canal de incentivo ao acesso a outros conteúdos da associação, como, por exemplo, site, redes sociais, APPs, etc.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Amilton Mainard é reeleito presidente da CSQI


Diretoria eleita segue à frente da Câmara Setorial de Máquinas, Equipamentos e Instrumentos para Controle de Qualidade no biênio 2017/2019

“Gostaria de pedir o apoio de todos para ajudar a conduzir nessa travessia nos próximos dois anos”. Essas foram as palavras de Amilton Mainard, presidente reeleito da Câmara Setorial de Máquinas, Equipamentos e Instrumentos para Controle de Qualidade, Ensaio e Medição (CSQI), no dia 25 de maio, na sede da ABIMAQ.

Para Mainard, apesar de não saber o que pode acontecer adiante, é preciso prosseguir o trabalho. “Vamos continuar fazendo a lição de casa. Se nós sobrevivemos até agora é sinal que temos competência, resiliência e paciência”. 

Amilton Mainard enalteceu o trabalho feito pela presidência da ABIMAQ. “Nós temos muito que fazer e estamos em boas mãos, não apenas do José Velloso, presidente executivo, mas também do João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração, que tem demonstrado que é uma pessoa do bem e feito um trabalho maravilhoso. Esperamos que continue por muitos anos”.

Atuação

José Velloso destacou que a ABIMAQ vem trabalhando com as agendas micro e macroeconômicas para minimizar as consequências da crise econômica e política na indústria de bens de capital. “Apresentamos só este ano 16 medidas provisórias e projetos de lei que estão tramitando na Câmara e no Senado”.

Reformas trabalhista e da previdência, financiamento e desoneração da folha de pagamento foram colocados por Velloso como algumas das prioridades da entidade. “Enfim, temos muitos pleitos e vamos continuar a luta a fim de que o governo ouça os principais anseios do setor de máquinas e equipamentos”. 

Amilton Mainard contará com os vice-presidentes Antonio Sérgio Conejero, Carlos Maciel, Christian Claudot Kaufmann, Danilo Lapastini, Eduardo Prata Costa Fernandes, Francisco Forés Medina,  Jose Correia , Luiz Barella, Mario Filippetti, Mario Larco, Rodrigo Maluf Barella  e Sergio Eduardo Cristofoletti. 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Sabesp apresenta plano de investimentos na reunião da CSBM e do SINDESAM


As associadas das câmaras setoriais de Bombas e Motobombas e de Saneamento Básico e Ambiental puderam conhecer os projetos da Companhia nos próximos cinco anos

Reunião da CSBM no dia 07 de junho
“Os investimentos da Sabesp vêm crescendo ao longo dos 21 anos, principalmente na última década, uma média de R$ 2 bilhões ao ano”. Essa consideração foi feita por Dante Ragazzi, Superintendência de Planejamento Integrado da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, durante reunião da Câmara Setorial de Bombas e Motobombas (CSBM), no dia 07 de junho, e em encontro com associadas do Grupo de Trabalho de Mercado do SINDESAM (Sistema Nacional das Indústrias de Equipamentos para Saneamento Básico e Ambiental), no início de julho, ambas na sede da ABIMAQ. 

Segundo Ragazzi, no período de 2017 a 2021, serão aplicados R$ 13,9 bilhões em ações nos 367 municípios operados pela Companhia. “O foco será o combate das perdas de água e na ampliação do serviço de esgoto”. 

Para o especialista, a Sabesp é o carro chefe do saneamento básico no Brasil, com 28,3% de tudo que é aplicado no setor. “Apesar dos investimentos no segmento os números ainda são vergonhosos. Metade da população não tem saneamento, temos muito que fazer nesse ponto”. 

Dante Ragazzi comentou ainda as obras em andamento da Sabesp. “A interligação Jaguarí-Atibainha (operação prevista em 2017) e o Sistema Produtor São Lourenço (término esperado em 2018) foram alguns dos projetos pensados justamente em garantir segurança hídrica caso repita uma situação de seca”.    

Avaliação 

Carlos Valter Martins Pedro, presidente da CSBM, destacou que o grande público não avalia que boa parte do lucro, em torno de R$ 2,5 Bilhões, da Companhia é reinvestido. “É importante divulgar para a população em geral que a Sabesp emprega 75% no setor e só 25% vai para os seus dividendos”.  

Reunião do SINDESAM no dia 03 de julho

Estela Testa, presidente do SINDESAM e coordenadora do GT de Mercado, as informações destacadas na apresentação serão importantes para que os associados se planejem e definam as estratégias nas suas empresas. 

segunda-feira, 24 de julho de 2017

CSMAM realiza palestra sobre vendas


Estratégia para uma boa venda e o que pode levar a perda do cliente foram alguns dos pontos destacados no encontro

Para expor o tema ‘Uma conversa sobre vendas’, Carlos Trubbianelli da Camatru, empresa especializada em consultoria e treinamento, participou da reunião da Câmara Setorial de Equipamentos para Movimentação e Armazenagem de Materiais (CSMAM), no dia 15 de maio, na sede da ABIMAQ.

Segundo Trubbianelli, toda oportunidade de estar com o cliente é um momento de venda. “Mesmo que não feche o negócio naquele momento, você está vendendo, pois o consumidor está recebendo inúmeros ‘inputs’ sobre a sua empresa, seu produto e sobre o mercado. Quando precisar, ele vai procurar quem se lembra dele, o contata e o visita”. 

Apatia, demora, tratamento frio, insensibilidade, desinformação, desrespeito e ignorância foi apontado pelo consultor como os sete pecados do atendimento. “Para fazer uma boa venda é necessário ter conhecimento, estratégias, técnicas de vendas, atitude, motivação, criatividade, boa comunicação e trabalhar muito para ter resultados”.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Diretoria da CSMAIP tem mandado estendido


Gino Paulucci Jr, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico continuará o trabalho de fortalecimento do setor por mais um ano

Atendendo aos pedidos das associadas, a diretoria da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (CSMAIP) realizou no dia 28 de junho, na sede da ABIMAQ, cerimônia que oficializa a prorrogação do mandato por um ano.

Gino Paulucci Jr, presidente da CSMAIP, enfatizou que o aumento da participação dos associados na câmara foi uma das conquistas de sua gestão. “Conseguimos ter mais adesão das empresas por oferecer temas extremamente importantes para o segmento”. 

A maior presença da diretoria da CSMAIP nos assuntos de interesse da ABIMAQ foi outro ponto destacado por Gino Paulucci Jr. “Enfatizamos nosso apoio a PLÁSTICO BRASIL (Feira Internacional do Plástico e Borracha que foi realizada, em março de 2017, no São Paulo Expo) que já nasceu com sucesso”.

Homenagem

O presidente da CSMAIP também fez uma menção ao diretor da Câmara Antônio de Pádua Dottori. “O falecimento dele entristeceu todo o setor. Ele contribuiu muito na defesa da indústria nacional de máquinas para transformação do plástico”. 

Composição da diretoria 

Presidente: 

Gino Paulucci Jr.

Vice-presidentes: 

Wilson Miguel Carnevalli, Ricardo Prado, Amilton Mainard, Paolo de Filippis e William dos Reis.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Novo paradigma para indústria farmacêutica é tema de reunião da CSMIAFRI


Especialista enfatizou a importância das empresas se adaptarem com a nova realidade do Mercado

Com o intuito de preparar a indústria de máquinas, equipamentos e serviços a desenvolver projetos de implantação para a cadeia de fornecimento do setor farmacêutico, o consultor Luciano Tavares, da Nordika do Brasil, participou da reunião ordinária da Câmara Setorial de Máquinas para a Indústria Alimentícia, Farmacêutica e Refrigeração Industrial (CSMIAFRI), no dia 02 de junho, na sede da ABIMAQ. 

Para Tavares, com as mudanças no segmento de produção de medicamentos faz-se necessário as empresas observarem as tendências que este mercado está seguindo a fim de se preparem para essa nova realidade. “O advento dos biossimilares (medicamento feito a partir de materiais biológicos), em combinação com os avanços tecnológicos, vai abrir, até certo ponto, o mercado para mais organizações que irão competir pelo market share dos produtos existentes. Todos terão que se adaptar rapidamente as novas demandas do segmento em busca de sua fatia do bolo”.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

ABIMAQ participa de cerimônia de apresentação do Plano Safra


Na ocasião, foi anunciada a liberação de R$ 190,25 bilhões para o Plano Agrícola e Pecuário no período 2017/2018

“Em vista do cenário político e econômico que estamos vivendo hoje no Brasil, o novo Plano Safra é robusto e vai satisfazer as necessidades dos agricultores”. Essa foi a avaliação de João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, após o anúncio feito do Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018 pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, e pelo presidente da República, Michel Temer, no dia 07 de junho, em Brasília.

Para Marchesan, apesar do prazo de pagamento do Moderfrota ter diminuído de oito para sete anos e da taxa de juros continuar em 10,5% para o produtor que tem rendimento acima de 90 milhões, no geral, o Plano Safra apresentou pontos positivos. “O Moderfrota, por exemplo, teve a redução de um ponto percentual dos juros, passando de 8,5% para 7,5%, destinado a quem fatura até R$ 90 milhões ao ano”.

O aumento do valor em R$ 9,2 bilhões, o que representa o incremento de 82,2%, para o financiamento pelo Moderfrota foi outro ponto favorável do programa destacado pelo presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ. “A aquisição de máquinas e implementos agrícolas terá o limite de crédito de 90% do valor financiado”

Armazenagem

Na avaliação de Marchesan, a redução da taxa de juros de 8,5% para 6,5% do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) foi muito importante por se tratar de um investimento em longo prazo. “No Brasil não adianta só produzir se não tivermos infraestrutura e logística para transportar o grão e o agricultor se vê tolhido na época de safra porque não tem onde colocar sua produção. Então o programa é essencial para que os produtores rurais possam investir na ampliação da sua capacidade de armazenagem para receber esses grãos”.

Juros

Segundo Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), a redução dos juros ficou aquém do esperado. “Havia uma expectativa de um juro menor considerando as previsões da inflação e da taxa Selic, no entanto, entendemos que o governo também defendia uma queda dos juros, mas não foi possível devido às restrições orçamentárias no âmbito do teto de gastos”. 

Para Bastos, o Plano Safra deverá ter um efeito nulo na disposição dos agricultores em realizar novos investimentos. “O programa não deverá impedir novas aquisições nem causar euforia de compras. O principal fator de maior ou menor investimento em máquinas agrícolas no período 2017/2018 será o preço das commodities agrícolas”.

Alterações

O Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018 destinará R$ 190,25 bilhões em crédito agrícola. Deste total, R$ 150,25 bilhões serão aplicados no custeio e comercialização, sendo que R$ 116,25 bilhões com juros controlados (taxas fixadas pelo governo) e R$ 34 bilhões com juros livres (livre negociação entre a instituição financeira e o produtor). Já o montante para investimentos será de R$ 38,15 bilhões. 

Os juros para crédito rural anual passará para 7,5% (Pronamp - Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) e de 8,5% nas demais linhas de custeio. Já para investimento ficou 7,5%, entre eles o Moderfrota, e de 6,5% para os programas de armazenagem/PCA e de inovação tecnológica/Inovagro - Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária. 

Em 2018, o produtor poderá contar com R$ 550 milhões do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), com aumento de 37,5%. O PSR oferece ao agricultor a oportunidade de proteger sua produção agrícola com custo reduzido, por meio de auxílio financeiro do governo federal.

Os produtores poderão ter acesso ao financiamento agrícola entre 1º de julho deste ano e 30 de junho de 2018.

Para mais informações do Plano Safra: https://goo.gl/yA7Z2x l

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Setor de máquinas e equipamentos é reinserido na desoneração da folha


A comissão mista, que analisa a Medida Provisória 774, aprovou a manutenção da desoneração da folha de pagamento para a indústria de máquinas e equipamentos

“A guerra não está ganha ainda, mas avançamos na primeira batalha”. Essa avaliação foi feita por José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, diante da decisão da comissão mista que admitiu a reinserção do setor de máquinas e equipamentos como beneficiário da desoneração da folha de pagamento. 

O texto ainda será apreciado pelos plenários da Câmara e do Senado. “É importante daqui para frente demonstrar ao governo que a continuidade da reoneração vai impactar, como consequência imediata, a demissão de mais de 42 mil trabalhadores, a redução das exportações em cerca de 20%, o aumento médio de 4% nos gastos sobre a receita líquida de vendas para o exportador e no mercado interno o fabricante terá um acréscimo médio da ordem de 1,5% no seu custo”.

Segundo Velloso, além dos esforços de todos da ABIMAQ, o apoio dos deputados Vanderlei Macris, Mauro Pereira, Alfredo Kaefer e Jerônimo Goergen, membros da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMAQ), da senadora Ana Amélia e do deputado federal Baleia Rossi também foram essenciais para essa conquista. 

Para Goergen, o governo precisa entender que o fim da desoneração vai inviabilizar a recuperação da atividade industrial e, consequentemente, a geração de empregos. “Este benefício tributário é de fundamental importância neste momento de crise”. 

De acordo com o deputado a medida é fundamental para devolver competitividade ao segmento econômico. “Nosso trabalho agora é fazer o governo entender que a desoneração para este segmento é superavitário e gera receitas ao governo”. 

Próximas ações

Conforme presidente executivo da ABIMAQ, a entidade vai montar uma força tarefa para evitar derrotas nos plenários da Câmara e do Senado. “Particularmente, acho menos provável a perda, mas ficaremos atentos”.

Velloso explica que, caso aprovado, o texto atual vai para sanção presidencial. “O maior perigo está justamente nessa fase, pois certamente a Receita Federal fará um parecer para a Casa Civil recomendando o veto do presidente Michel Temer aos parágrafos que mantém as desonerações de setores industriais. Portanto, quando a medida provisória chegar no Palácio do Planalto, começará a quarta etapa de nossa força tarefa”.

Atuação anterior

No dia 6 de junho, José Velloso, participou de audiência pública da comissão mista que analisa a Medida Provisória 774/17, no Senado Federal, em Brasília.

Na ocasião, o presidente executivo da ABIMAQ enfatizou que a manutenção da reoneração da folha de pagamentos vai ser mais uma ceifada no setor de bens de capital que hoje é a metade do que faturava em 2013. 

Velloso expôs ainda que o governo brasileiro não coloca como prioridade a exportação de bem de alto valor agregado. “O Brasil prioriza a exportação de bens primários ao invés de privilegiar a indústria que gera renda, emprego e que agrega valor na economia do país”. 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

ABIMAQ alerta sobre os riscos da reoneração da folha de pagamentos


A demissão de mais de 42 mil trabalhadores é prevista como consequência imediata 

 “A reoneração da folha de pagamentos vai ser mais uma ceifada no setor de bens de capital que hoje é a metade do que faturava em 2013”. Essa avaliação foi feita por José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, sobre a Medida Provisória 774/17 que acaba com a desoneração da folha de pagamento. 

Para Velloso, com a reoneração haverá o aumento médio de 4% nos custos sobre a receita líquida de vendas para o exportador. “O maior custo de produção levará o setor a perder ainda mais participação no mercado externo, já que irá se transformar em aumento de preços face à ausência de margem para absorver essa elevação de custo”. 

O presidente executivo da ABIMAQ também apontou que a medida vai implicar na redução das exportações em cerca de 20%. “Isso equivale uma perda de receita anualizada da ordem de R$5bilhões”. 

Demanda interna

Já nas vendas para o mercado interno o fabricante terá um acréscimo médio da ordem de 1,5% no seu custo sobre a receita líquida de vendas. “Inevitavelmente haverá mais perda no market share face ao bem importado,que resultaria em uma perda adicional na receita do setor de R$6bilhões”, ressalta José Velloso. 

A reoneração poderá gerar ainda o fechamento de 19 mil postos de trabalho, ocasionada pela perda no mercado externo, e de  22.800 pessoas ocupadas no mercado interno, devido à perda de espaço no mercado nacional. “No total seriam mais 42 mil empregos perdidos, além das 80 mil vagas, aproximadamente, que o setor já fechou nos últimos quatro anos”. 

Segundo Velloso, o governo brasileiro tem mostrado que não coloca como prioridade a exportação de bem de alto valor agregado. “O Brasil prioriza a exportação de bens primários ao invés de privilegiar a indústria que gera renda, emprego e que agrega valor na economia do país”.