quarta-feira, 20 de maio de 2020

ABIMAQ participa de Fórum de Combate ao Colapso Econômico do RS


O fórum é composto por representantes e lideranças dos setores produtivos no RS que trazem informações e propostas para subsidiar o legislativo e executivo com medidas para mitigar os danos na economia causados pelo Covid-19. Além disso, os encontros periódicos de forma online têm como objetivo ser um canal que debate junto ao governo estadual os reflexos na economia gaúcha das medidas anunciadas

“O setor de máquinas e equipamentos é transversal a todos os segmentos e não pode parar”, destacou Hernane Cauduro, vice-presidente da ABIMAQ RS, durante reunião online do Fórum de Combate ao Colapso Econômico do Rio Grande do Sul, promovida pela Assembleia Legislativa gaúcha nos dias 29 de março e 1 e 6 de abril.

Cauduro alertou sobre a previsibilidade de retorno das atividades. “Nós temos o risco de desabastecimento de cadeias. O setor de máquinas e equipamentos é transversal a todas cadeias, já considerado essencial. Empresas estão em férias coletivas, com seus funcionários em casa, deixando a produção desfalcada, por exemplo, nas cadeias de suprimentos a produção de material de higiene, embalagens de alimentação ou de qualquer equipamento que possa estar ligado à saúde dos brasileiros”.

Segundo ele, 60% das máquinas agrícolas do Brasil são produzidas no Rio Grande do Sul, onde atuam 2,2 mil empresas fabricantes de máquinas no geral. Desse total, 90% são micro, pequena e médias empresas, que não tem capital de giro para suportar muito tempo de paralisação. “A capacidade de superar a crise é limitada”.

O representante da ABIMAQ comentou que a indústria de máquinas e equipamentos adotou um protocolo de procedimentos de segurança e prevenção ao coronavírus conforme orientação dos órgãos competentes. “A indústria não tem contato direto com o público no geral, tornando o protocolo diferente do comércio, proposto pela Fecomércio. Então sugerimos que a retomada das atividades das indústrias seja de forma gradual e organizada, ou seja, as empresas possam operar suas linhas de produção com o efetivo mínimo necessário para manutenção de suas atividades, garantindo assim a sua sustentabilidade, manutenção dos empregos e renda para o enfrentamento da crise e principalmente para a retomada da economia do Estado”.

OUTROS PLEITOS

O vice-presidente da ABIMAQ RS pediu a prorrogação do pagamento de ICMS para 90 dias e que créditos acumulados do imposto sejam repassados para a compra de insumos para a indústria, como forma de contribuir em parte com a retomada da economia no RS

Com relação ao Conteúdo Local, Cauduro acredita que é importante estabelecer um programa de bonificação com a redução parcial de ICMS para incentivar as compras e aquisições locais.

Cauduro informou que o capital de giro que o BNDES está colocando à disposição não é novo, pois as taxas estão variando entre 13% e 16% ao ano, o que não é novidade. “A avaliação de risco é alta, e o capital de giro não está chegando às empresas”.

Acelerar medidas para viabilizar as privatizações e concessões no Estado no menor prazo possível para a retomada das obras e geração de empregos; e assegurar margem de preferência local para as aquisições e compras do Governo Estadual foram outros pleitos expostos pelo vice-presidente da ABIMAQ RS na reunião.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

ABIMAQ expõe ações sobre Covid-19 em videoconferência com Ministério da Defesa


Entidade foi representada por Roberto Veiga, presidente Conselho de Mercado da Indústria de Defesa

Para debater como minimizar os impactos causados pela epidemia do coronavírus, Roberto Veiga, presidente Conselho de Mercado da Indústria de Defesa, participou de videoconferência, realizada no dia 02 de abril, pelo Ministério de Defesa. O encontro online contou com a presença do general Fernando Azevedo e Silva, Ministro da Defesa, Roberto Dias, diretor de Logística do Ministério da Saúde, Tenente-Brigadeiro do Ar Raul Botelho, Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos, secretário-geral, Marcos Degaut, Secretário de Produtos de Defesa e representantes de 14 associações da Base Industrial de Defesa (BID). 

Veiga expôs quais empresas e seus respectivos produtos estão sendo fornecidos para o combate do coronavírus. “A ABIMAQ tem João Alfredo Delgado, diretor de Tecnologia, que faz uma interconexão com fabricantes no sentido de buscar nanômetro a vácuo; esforço de ‘reversão de fábricas” para outras indústrias de estarem aptas a produzir partes e componentes dos ventiladores; produção de ventiladores pulmonares com adesão de 251 participantes e cerca de 170 empresas”. 

Ele acrescentou que com o gerenciamento da cadeia produtiva e de pesquisa, a ABIMAQ espera resultados rápidos e objetivos no sentido de atingir a meta de produção. “O intuito é produzir em até 90 dias 16 mil ventiladores pulmonares para UTI e mais 16 mil ventiladores pulmonares móveis para hospitais de campanha ou ambulância. No entanto, temos a dependência de válvulas importadas. Além disso, solicitamos agilidade nos serviços da ANVISA  no que tange aos registros desses novos equipamentos para o setor médico”. 

OUTRAS AÇÕES

Veiga mencionou algumas das medidas que a ABIMAQ está tomando para retomada do nível de atividade da base industrial de defesa. Uma delas foi o pedido de suspensão da exigibilidade da CND para qualquer financiamento com banco ou recursos públicos, como realizada na Lei Nº 11.945 de 2009. 

Com relação aos impostos, foi solicitado o diferimento do pagamento durante o período da crise com pagamento se iniciando pós-crise em 24 parcelas. Além disso, houve um pedido para a flexibilização do programa RETID (Regime Especial de Tributação para a Indústria de Defesa) com a finalidade de dar maior participação da indústria nacional nas aquisições das Forças Armadas. “Queremos estender o mesmo benefício para as cadeias de fornecimento em seus vários níveis de suprimento a fim de abranger todos os níveis da cadeia produtiva”, explicou o presidente Conselho de Mercado da Indústria de Defesa. 

Outra medida da ABIMAQ, foi a elaboração de política de ‘margem de preferência’ nas aquisições de produtos e serviços governamentais para indústria nacional de defesa com a contrapartida das empresas na manutenção e criação de empregos. 

“A ação da entidade também contém estabelecer durante o período da crise, um ‘Fast Track’ para insumos importados que não são fabricados no Brasil, incluindo a suspensão autorização prévia dos órgãos anuentes e restrição de embarque”, completou Veiga. 

Quanto ao aumento da participação da indústria nos produtos de defesa, Veiga disse que é preciso acelerar o cadastramento das empresas no CASLODE (Centro de Apoio a Sistemas Logísticos de Defesa) que gerencia o SICADE (Sistema de Catalogação de Defesa), ou seja, plataforma de tecnologia da informação para Gestão do Conhecimento da BID. “Terceirizar ou acelerar os convênios com entidades, exemplo da ABIMAQ, para cadastramento dos produtos destinados as empresas estratégicas de defesa visando uma maior participação da indústria nacional no fornecimento de partes, peças, sistemas e subsistemas às forças armadas”. 

OUTRAS PRESENÇAS

Participaram do evento representantes da CNI, SIMDE, ABIMDE, ABIQUIM, SEPROD e o COMDEFESA do Rio Grande do Sul, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Pernambuco, Goiás e do Paraná.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Coalizão Indústria se reúne com ministro-chefe da Casa Civil


Em videoconferência com Walter Souza Braga Netto foi ressaltada a importância de um plano para retomada do crescimento no setor industrial brasileiro

“Quase 90% da indústria brasileira é composta de pequenas e médias empresas. Então se faz necessário ter um crédito pulverizado para essas empresas”, afirmou José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, durante encontro virtual com Walter Souza Braga Netto, ministro-chefe da Casa Civil. A reunião online contou ainda com a participação de membros da Coalizão Indústria, que é composta pelas entidades: ABIMAQ, Anfavea, Abrinq, Abicalçados, AEB, CBIC, Abinee, Abiplast, Abiquim, Abit, Eletros, Interfarma, SNIC, Grupo Farma Brasil e Instituto Aço Brasil.

Na videoconferência, membros da Coalizão Indústria citaram a necessidade de trabalhar numa ‘Agenda Brasil’ que tenha como principal foco a retomada do crescimento econômico. Além disso, os presentes mencionaram o que a indústria está fazendo para ajudar no enfrentamento da Covid-19. Eles relataram ainda os problemas que as empresas enfrentam a fim de conseguir crédito para capital de giro, seja por falta de Certidão Negativa de Débito (CND), juros elevados e spread altos, como também as questões do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI) e do Custo Brasil. 

Netto pediu que lhe enviasse a proposta mais detalhada de todas as sugestões, mas particularmente do Custo Brasil. “Toda ajuda que vocês puderem nos prestar junto ao legislativo será muito bem-vinda porque todos sabem que existe uma reação no governo nessa questão da desburocratização e facilitação de abertura e fechamento de empresas, pois sabemos que teremos algum problema com relação a esse assunto”.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

ABIMAQ se reúne com representantes da InvestSP, Desenvolve SP e BNDES


Nas reuniões, foram enfatizadas as dificuldades encontradas pelas empresas no âmbito das novas medidas de apoio emergencial na questão do crédito

“O capital de giro é em média 30% do negócio. As empresas têm em média um mês de capital de giro, mas esse recurso já acabou para boa parte das indústrias, pois elas têm que pagar salários, impostos, bancos, fornecedores. Então para nós do setor de máquinas e equipamentos o capital de giro é sobrevivência. No entanto, as ações do governo nesse sentindo não surtiram efeito nenhum até o momento”. 

Essa afirmação de José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, foi colocada em reuniões, no mês de abril, com Wilson Mello, presidente da InvestSP, Nelson de Souza, presidente da Desenvolve SP, Gustavo Montezano, presidente do BNDES, e corpo técnico do BNDES, representado por Marcelo Porteiro, Tiago Peroba, Marcus Vinicius, Caio Araujo, Felipe Borges, Daniel Wilcoxx, Fernando Mantese, Ricardo Barros, Petrônio Cançado, Bruno Laskoesky, Marcos Rossi. 

CORPO TÉCNICO DO BNDES

Na primeira reunião realizada com o corpo técnico do BNDES foi colocado os principais problemas enfrentados pelas associadas da ABIMAQ para conseguir crédito: 1) A linha de crédito para pagamento da folha de salário com custo bastante acessível foi direcionada apenas para empresas com faturamento anual de até R$ 10 milhões, linha essa específica para salário que não atende a necessidade de giro para outras finalidades. 2) O montante de R$ 5 bilhões direcionado para a linha de giro com repasse de instituições financeiras é muito pouco e o custo muito elevado para o tomador final que está em torno de 12 a 15% a.a. 3) A necessidade de apresentação da Certidão Negativa de Débitos (CND) das empresas, cuja inexistência impede o financiamento. Além de ressaltar a ideia de usar recursos do Tesouro Nacional neste momento de crise por causa da Covid-19. As sugestões também foram mencionadas em videoconferência com o Ministério da Economia (mais detalhes em matéria na página 6 ?). 

PRESIDÊNCIA BNDES E EQUIPE

Na segunda reunião realizada com Gustavo Montezano, presidente do BNDES, e equipe foi reafirmado todos os obstáculos das empresas de máquinas e equipamentos de obter crédito. 

Quando questionado sobre Fundo Garantidor de Investimento (FGI), Montezano disse que Paulo Guedes já deu sinal verde e que o BNDES está aguardando a publicação da Medida Provisória para começar a operar ainda no mês de maio. “A ideia é do Fundo Garantidor funcionar como uma espécie de seguro de crédito. O banco poderá utilizar o FGI em linhas próprias quanto nas linhas com funding do BNDES. O custo do FGI ainda está em discussão no banco, mas a intenção é ser mais flexível possível. Inclusive, estamos conversado muito com as instituições financeiras para que a taxa de juros não ultrapasse a um dígito”. 

O presidente do BNDES esclareceu que o fundo funcionará da seguinte forma: na linha de giro para as empresas com ROB anual de até R$ 300 milhões, se o empréstimo tiver pelo menos 06 meses de carência e for abaixo de CDI + 5% a.a., o banco poderá contratar o FGI junto ao BNDES. Além disso, o fundo vai cobrir até 80% das operações. “Há uma demanda de várias instituições para ser ampliado a cobertura do FGI, mas quando aumenta esse limite diminui o potencial de alavancagem do fundo. Nós estamos otimista com o produto. Sabemos que teremos muitos desafios, caso precise faremos os ajustes necessários para incentivar a utilização do programa”. 

Sobre a ideia de criar uma linha emergencial com 100% de garantia do Tesouro e repassada diretamente pelos bancos públicos BNDES, CAIXA, BNB e BASA, Montezano expôs que é preciso ser cauteloso com o assunto, pois a Caixa já é repassador do BNDES, no entanto, a decisão final seria da Caixa. Sugeriu uma conversa com a Caixa. Marcelo Porteiro complementou dizendo que seria bom a entidade ter uma conversa com represententes do Banco do Brasil que tem se mostrado interessado no repasse da linha de giro do BNDES reforçando a assim a importância de o Banco estar presente nas operações de giro. 

Com relação ao standstill, foi relatado que ficaram de fora operações passíveis de financiamento com equalização de taxa de juros pelo Tesouro Nacional tanto agrícola como industrial. “BNDES está terminando uma modelagem e que tem condições de colocar rapidamente em operação, onde apenas as parcelas de standstill seriam renegociadas em TLP mantendo-se as demais parcelas preservadas com as taxas equalizadas”, explicou Montezano. 

A respeito dos Fundos de Direitos Creditórios, Montezano lembrou da última reunião realizada com a ABIMAQ sobre o tema Banco ABIMAQ. Na próxima semana fará uma chamada para capitalização de Fundo de Direitos Creditórios de até R$ 4 bilhões, montante esse que o BNDES estará colocando do seu capital. Alguns desses fundos serão setoriais patrocinados por grandes empresas. O patrocinador setorial coloca a cota subordinada e o BNDES a cota sênior, essa cota subordinada será exclusiva para aquele setor, como se fosse uma espécie de cooperativa de crédito.

Já na Linha da Folha de Pagamento foi sugerido aumentar o rol de beneficiários dessa linha para empresas com ROB anual de até R$ 90 milhões. Montezano esclareceu que o alinhamento com o ministro foi disponibilizar o excesso do orçamento que sobrou da linha folha de pagamento e transferir para o Fundo Garantidor, que segundo o BNDES terá potencial maior. 

INVESTSP

Na reunião com a InvestSP Wilson Mello tratou da retomada gradual das atividades a partir de 11 de maio. Nesse sentido está abrindo um canal de diálogo com vários setores e pediu para a ABIMAQ encaminhar um estudo de protocolo de como fazer a retomada com segurança de vigilância sanitária especifico do setor de máquinas e equipamentos para apresentar ao Governo do Estado de São Paulo a proposta por setor e município. 

Velloso aproveitou a oportunidade para falar da liberação dos créditos acumulados de ICMS que nesse momento ajudaria as empresas que estão em busca de capital de giro e encontrando muitas dificuldades, como custo alto, exigência da CND e garantias. A ABIMAQ ficou de apresentar um estudo de vulnerabilidade e impacto econômico para retomar o tema com Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo e com Gustavo Ene, Secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia. 

DESENVOLVE SP

Já com Nelson de Souza da Desenvolve SP, a ABIMAQ expôs as dificuldades encontradas na obtenção de capital de giro justamente em um período sem receita como em que as empresas estão enfrentando, onde o capital de giro é essencial para continuar horando com as atividades da empresa e seus compromissos. 

Velloso elencou ainda algumas propostas feitas ao governo que foi baseada no Sistema Federal Reserve dos Estados Unidos na qual as instituições financeiras públicas e privadas emprestariam e ficariam com risco de 5% da carteira de empréstimo enquanto que o Banco Central ficaria com 95% da carteira. O presidente da Desenvolve achou excelente a ideia. 

Por fim, como forma de apoiar os associados da ABIMAQ, a Desenvolve SP aumentou o rol de beneficiários de R$ 10 milhões para até R$ 90 milhões de faturamento anual na obtenção da linha de giro.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

ABIMAQ debate plano para a retomada econômica com governo de SP


Videoconferência do Comitê Empresarial Econômico com João Dória, Governador do Estado de São Paulo, contou com a participação de membros da Coalizão Indústria

“O setor de máquinas e equipamentos é composto por 8 mil indústrias. Dessas, 53% estão paralisadas por vários motivos. A principal razão é que quando um elo da cadeia produtiva é inviabilizado, a atividade produtiva fica comprometida”, afirmou José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, durante encontro virtual do Comitê Empresarial Econômico, promovido por João Dória, Governador do Estado de São Paulo, no mês de abril. A reunião online contou ainda com a participação de membros da Coalizão Indústria, os secretários Henrique Meirelles (Fazenda), Patrícia Ellen (Desenvolvimento Econômico) e Wilson Mello (Investe SP).

Velloso informou que para 78% das empresas de máquinas e equipamentos o maior problema é o capital de giro, que, se não for resolvido, pode ter como consequência o desemprego. “Para se ter uma ideia, no nosso setor o percentual de demitidos deve passar dos 15%, ou seja, estamos falando de uma massa de desempregados, considerando diretos e indiretos, de 150 mil, sendo que 70% desses estão no Estado de São Paulo”. 

Para o presidente executivo da ABIMAQ, o que o empresário precisa para evitar demissões é previsibilidade, ou seja, o que vai acontecer no dia seguinte. “O Governo Federal anunciou medida direcionada ao capital de giro, mas para um grupo pequeno de empresas, aquelas com faturamento até R$ 10 milhões, e exclusivamente para suprir gastos com folha de pagamento com a garantia de estabilidade de emprego, faltam ações adicionais”. 

Velloso perguntou para o Governador Doria a sua previsão para a economia voltar minimamente ao normal, acrescentando que a ABIMAQ não está muito otimista. “Entendemos que antes de maio e junho dificilmente voltaremos”. 

O governador sinalizou que não tinha uma resposta no momento, pois todas as ações que o Governo de São Paulo estão relacionadas ao dia a dia, dado a dado, além de serem respaldadas primeiramente pela ciência e medicina e depois pela tecnologia. “O sistema de monitoramento por celulares tem nos ajudado a cruzar dados com a área da saúde a fim de contribuir com informações mais precisas. Aliás, o Brasil está na ascensão para o pico de pessoas infectadas, não só em São Paulo, mas nos outros estados cresceu exponencialmente”. 

Doria disse que o governo está junto do setor produtivo. “As empresas estão cooperando muito. Aliás, muitas delas fornecem tecidos para a produção de máscaras. Outras se adaptaram para fazer até as máscaras plásticas, e quase a totalidade está doando inclusive matéria-prima, mão de obra e produtos acabados. Um gesto bonito da indústria dentro da sua ramificação”. 

O governador afirmou que haverá mais reuniões a fim de avaliar os impactos do novo coronavírus na economia do Estado de São Paulo e seguir com a elaboração de um plano de abertura e recuperação econômica. 

O Estado de São Paulo está em quarentena até o dia 10 de maio. O governador João Dória declarou que anunciará, no dia 08, a abertura gradual da atividade econômica do Estado. Essa flexibilização da quarentena será realizada em etapas, com autorizações específicas para cada município de São Paulo, de acordo com o grau da doença. Cada município será classificado conforme evolução da Covid-19 e terá 3 níveis de risco: vermelha, amarela e verde, de acordo com a gravidade. 

quarta-feira, 22 de abril de 2020

ABIMAQ realiza 2ª edição do Café da Manhã de Boas Vindas


O objetivo do encontro foi de promover a integração das novas empresas associadas com os gestores da entidade, apresentar a sua estrutura, seus serviços e benefícios, além de ter sido uma oportunidade de networking com outras empresas participantes

“O Café da Manhã de Boas Vindas é para vocês conhecerem nossos executivos e os serviços da ABIMAQ, pois tem muita coisa que podemos ofertar tanto dentro das empresas como fora”, afirmou José Velloso, presidente executivo da entidade, na abertura do encontro empresarial, realizado no dia 12 de março, na sede da associação, em São Paulo.

Velloso citou o Manual do Associado. “Caso sua empresa tenha um problema, eu tenho certeza que no material você vai encontrar informações que lhe ajudarão”. Para acessar o conteúdo: associe.abimaq.org.br/materiais/manual/#p=1.

O evento contou ainda com apresentações de gestores dos departamentos de Mercado Interno, Financiamentos, Mercado Externo, Jurídico, Marketing, Feiras e Eventos, Tecnologia Industrial e de Competitividade, Economia e Estatística. Eles destacaram as ações em andamentos, atividades e eventos realizados, materiais disponibilizados, e quais consultorias são oferecidas aos 1.600 associados. 

O Café da Manhã de Boas Vindas foi finalizado com uma dinâmica entre as novas associadas com representantes de câmaras setoriais, diretores, e gerências de cada departamento da associação a fim de promover a integração e também uma oportunidade para fazer networking com as empresas participantes.

OPINIÃO PARTICIPANTES

Para Claudia Nishikawa, diretora geral da Sunnyvale, o evento foi incrível, pois conseguiu visualizar vários serviços que a empresa pode utilizar. “Foi melhor decisão de ter se associado. Com certeza, a ABIMAQ vai ajudar bastante na parte de comércio exterior porque queremos começar a exportar para América do Sul, então o apoio da associação no sentido de orientar será bem interessante”. 

Claudia acrescentou que o suporte na área de financiamentos tanto para empresa como para cliente também chamou a sua atenção, assim como a realização das Rodadas de Negócios. “Porque não nos associamos antes, apesar da empresa ter 40 anos, foi essa sensação que tive após participar do evento”.

De acordo com Rodrigo Cunha, gerente Nacional de Vendas da Fluke, a reunião foi chave para começar a fazer negócios, saber utilizar melhor os serviços da ABIMAQ, que vai desde uma análise de mercado até uma consultoria jurídica. “As áreas jurídicas, de análise de mercado e de inovação, mas especificamente de manufatura avançada, além de realização de eventos, achei bem interessante, pois vem agregar muito não só para nossa empresa, mas para todos que participam da entidade”.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Diretoria do GT- Energia Solar é definida para os próximos dois anos


No biênio 2020/2022, o Grupo de Trabalho para Desenvolvimento do Setor de Geração de Energia Solar Fotovoltaica (GT- Energia Solar) terá como coordenador Roberto Veiga, da Matsuda Equipamentos Ltda, e vice- coordenador Wagnet Setti, da Weg Equipamentos Elétricos S/A – Motores.

O GT- Energia Solar foi constituído em março de 2017 tendo como principal motivo o desafio de preparar a cadeia produtiva brasileira para a real demanda que o setor terá com a recuperação da economia, além de poder defender os interesses daqueles que investiram e estão investindo no desenvolvimento e capacitação da indústria brasileira.  

sexta-feira, 17 de abril de 2020

‘Técnicas e prática de vendas’ é tema de apresentação na reunião da CSMPAN


As associadas da CSMPAN tiveram a oportunidade de conferir palestra de Marcel Spadoto sobre dicas de atendimento de vendas efetivas

“Quem é o melhor negociador do mundo? Quem planejou e se preparou”, afirmou Marcel Spadoto, fundador e parceiro da iBluezone e professor da Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo (FIA-USP), durante apresentação na reunião da Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos Para Panificação e Food Service (CSMPAN), realizada no dia 4 de março na sede da ABIMAQ, em São Paulo. 

Spadoto expôs que a prospecção e qualificação, pré-abordagem, abordagem, apresentação e demonstração, superação de objeções, fechamento e acompanhamento e manutenção são as principais etapas da venda eficaz. “Para ser agressivo em vendas é muito importante também ter inteligência emocional”. 

O professor da FIA-USP ressaltou que para ter uma postura fechadora é preciso solicitar o pedido, perguntar sobre o fechamento, falar dos benefícios o tempo todo, ser entusiasta e possuir alta energia. “E ainda é essencial transformar as objeções do cliente em negócio”.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Novas diretrizes de inspeção da Petrobras e linhas de crédito para investimento são abordadas nas reuniões da CSAG e CSHPA


Encontros tiveram a presença de representantes da ICV Brasil e da InvestSP

Para apresentar as novas diretrizes de inspeção da Petrobras, Alberto Luiz de Melo Furriel, Gerente Técnico, e Eduardo de Souza Silva, Gerente Comercial e Técnico, ambos da ICV Brasil – Inspeção, Certificação e Vistoria participaram das reuniões das câmaras setoriais de Equipamentos Hidráulicos, Pneumáticos e Automação Industrial (CSHPA), no dia 03 de março, e de Ar Comprimido e Gases (CSAG), no dia 05 de março, todas realizadas na sede da ABIMAQ, em São Paulo.

Os representantes da ICV Brasil explicaram que as mudanças na contratação de bens da Petrobras, em vigor desde 13 de maio de 2019, passaram a exigir do mercado fornecedor o atendimento aos novos requisitos da qualidade de bens em substituição aos requisitos de inspeção de fabricação. “No pedido deverão ser observados o Requisito de Qualidade (RGQ), de aplicação ampla, e os Requisitos Complementares da Qualidade (RCQ), para aplicação no fornecimento de famílias específicas. Estes requisitos e um guia de sua aplicação estão disponíveis no site www.petronect.com.br”. 

Eles listaram os objetivos das novas diretrizes da Petrobras, que inclui menor intervenção da companhia no processo fabril do fornecedor, representando vantagens para ambas as partes; redução dos prazos de atendimento da inspeção; a qualidade de bens da estatal efetuará editorias nos fornecedores com foco no processo fabril e no produto; e os fornecedores que demonstrarem, de forma consistente, um elevado nível de qualidade em seus processos e produtos, poderão ser desobrigados da contratação da inspeção.  

InvestSP

Os representantes da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (InvestSP) Renato de Barros Silva, gerente de Prospecção de Negócios, e Maurício Fonseca Santos, analista de Negócios, expuseram como é o suporte da agência para as empresas que querem investir nas reuniões da CSHPA e CSAG, respectivamente. “Oferecemos apoio na verificação das necessidades do projeto, seleção de áreas adequadas, visita aos locais selecionados, escolha do local do empreendimento, assessoria ambiental, tributária e de infraestrutura’. 

Eles ressaltaram que a consultoria da InvestSP para as empresas gera renda e emprego em São Paulo. “Dos 253 projetos de investimentos anunciados por empresas que contaram com o nosso auxílio foram criados 112.746 empregos diretos e investidos R$ 78,3 bilhões para o início ou expansão das organizações”.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Membros do Conselho de Defesa e Segurança conhecem Parque Tecnológico São José dos Campos


Após reunião ordinária realizada na ABIMAQ Vale do Paraíba no dia 10 de março, que debateu temas como catálogo de defesa, homologação do setor de defesa e conteúdo local no projeto das Fragatas, e participação da ABIMAQ em eventos (EMGEPRON  - Contrato Fragatas) e reuniões no setor de defesa (MD, FIESP, CNI, ABIMDE), membros do Conselho de Defesa e Segurança da ABIMAQ visitaram o Parque Tecnológico São José dos Campos, cujo objetivo é promover ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo visando o desenvolvimento competitivo e saudável das instituições vinculadas.

Entre os laboratórios conhecidos estão o de simulação e sistemas críticos, que oferece serviços de desenho 2D e 3D, simulação computacional, impressão 3D, escaneamento para engenharia reversa e apalpamento para medição. Também o de interferência e compatibilidade eletromagnética, voltado para pesquisa e desenvolvimento de módulos, equipamentos ou produtos de diversas áreas.  Além do Centro de Desenvolvimento em Manufatura, que disponibiliza serviços de fresamento, eletroerosão de corte a fio, furação, mandrilhamento, torneamento, roscamento e corte de matéria-prima.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Agenda regulatória, mercado da mineração, eventos do setor e momento atual são tratados na reunião do Conselho de Metalurgia e Mineração


Representantes de várias entidades de peso e empresas ligadas ao setor participaram da reunião do Conselho de Metalurgia e Mineração, que foi realizada online

Germano Fehr, presidente do Conselho de Metalurgia e Mineração alertou sobre o momento atual da pandemia coronavírus e seus impactos nas empresas, visando ressaltar a importância da união de todos para discussão de soluções e apoio principalmente aos pequenos empresários durante reunião, realizada online no dia 18 de março. A ABIMAQ apresentou os dados conjunturais do setor de máquinas e dados econômicos atuais e suas perspectivas.

Tomás Albuquerque, diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM) apresentou a agenda regulatória que terá 21 temas em cinco eixos temáticos (temas transversais, sustentabilidade, pesquisa, produção e água mineral) que deverão atender as imposições de novas obrigações como, estudos preliminares/ reavaliação das ações, minuta de resolução, processo de controle e participação social, além da análise do impacto regulatório, contribuições, jurídica, institucional e resultado regulatório. “Estamos à disposição. O principal é que vocês participem do processo de elaboração da regulação para que a norma efetivamente cumpra o seu papel dentro desse novo modelo regulatório”.

Albuquerque citou os princípios de boas práticas regulatórias formulados pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que inclui os seguintes tópicos: ação baseada em evidências, seletividade, foco em risco e proporcionalidade, regulação responsiva, visão de longo prazo, coordenação e consolidação, governança transparente, integração de informações, processo claro e justo, promover compliance, e profissionalismo.  

Ele ressaltou que a redução do fator regulatório não impõe diminuição de direitos e nem cria novas exigências, mas pode reduzir burocracia e entraves. “A redução do fator regulatório será concluída até a metade do ano que vem. Isso já vai nos impor uma grande mudança de paradigma”.

MERCADO DA MINERAÇÃO

Luís Maurício Azevedo, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM), expôs os problemas de atratividade da mineração. Um deles é o longo período de crescimento baixo. “O Brasil tem a pior taxa descoberta do mundo em termos de mineração e os motivos são muito simples. Primeiro é que não oferecemos segurança regulatória, e principalmente, os processos tanto em obtenção de títulos como de licenças do País são cinco vezes maiores do que Canadá e Austrália”.

Demora nas reformas e falta de regra claras, ruídos políticos e institucionais, fragilidade do setor público, volatilidade do dólar, crise global e negligenciar a questão ambiental foi mencionado por Azevedo sobre outros obstáculos para o Brasil não receber mais investimentos no setor de mineração.

Ele apresentou as ações que estão sendo realizadas no comitê de mineração da CNI – Confederação Nacional da Indústria, como o assunto de mineração em terras indígenas e Projeto de Lei 550 que estabelece segurança em barragens e destacou a importância de participação de empresas brasileiras no evento realizado no início de março em Toronto no Canadá - PDAC - Prospectors & Developers Association of Canada. A Adimb (Agência para o Desenvolvimento da Indústria Mineral Brasileira) foi responsável pela participação brasileira na convenção PDAC, e além de um estande para divulgação do setor mineral brasileiro, a entidade realizou mais uma edição do Brazilian Mining Day, onde destacou o panorama do setor no Brasil, a recuperação macroeconômica do País, as perspectivas para o setor após a implementação das medidas do programa de revitalização e as oportunidades para exploração mineral no Brasil com a identificação de novos ambientes geológicos.

O professor Roberto Xavier, diretor da ADIMB - Agência para Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira ressaltou os resultados do PDAC e convidou a todos para o próximo evento da Agência, o Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral (Simexmin) que ocorrerá no início de agosto deste ano em Ouro Preto, Minas Gerais.

Rodrigo Franceschini, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos para Cimento e Mineração (CSCM) falou do workshop de mineração que está sendo organizado pela ABIMAQ e convidou todos os participantes para apoiarem a realização do evento.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Reforma Tributária é debatida na reunião das diretorias plenárias


Representante da Confederação Nacional da Indústria expôs a posição da entidade com relação à reforma tributária

“Defendemos um IVA nacional substituindo até cinco tributos (ICMS, PIS/PASEP, Cofins, IPI e ISS) mais o IOF que deve ser extinto”, afirmou Mário Sérgio Carraro Telles, gerente de Políticas Fiscal e Tributária da Confederação Nacional da Indústria (CNI), durante reunião diretorias plenárias, que aconteceu no dia 05 de março, na sede da ABIMAQ, em São Paulo.

Para Telles, a estrutura base do novo sistema tributário deve ter ainda um IVA não cumulativo e que o crédito seja abrangente e ressarcimento tempestivo, desoneração completa de exportações e investimento, além de uma alíquota uniforme para todos os bens e serviços com três sub-alíquotas (federal, estadual e municipal) na receita do estado e município de destino. “No imposto seletivo entendemos que tem que ter uma lista de bens de consumo final com externalidades negativas e seja cumulativo”. 

Com relação ao período de transição para a implementação do novo sistema, o representante da CNI ressaltou que é preciso calibrar a alíquota do IVA, evitando o aumento da carga tributária; manter, temporariamente, a vigência dos atuais incentivos fiscais; e adequar gradativamente os preços relativos na economia. “É importante manter a vigência dos atuais incentivos fiscais durante o período de transição”. 

Quanto a substituição tributária no IVA, Telles afirma que “o regime deve ser limitado apenas aos bens com características homogêneas, produção concentrada e venda pulverizada de forma a combater a sonegação e, assim, evitar a concorrência desleal”. 

Sobre o Simples Nacional, o representante da CNI disse que é preciso garantir a manutenção do tratamento tributário favorecido às micro e pequenas empresas, com possibilidade de as empresas optarem pela a apuração do IVA, com apropriação e transferência dos créditos. 

Não incidência do IVA sobre as exportações, além da adoção do crédito financeiro e da extinção do ISS; crédito imediato do IVA proveniente de aquisições de bens para o ativo fixo, inclusive na fase pré-operacional; restituição ágil dos saldos credores do IVA com determinação de prazo máximo; legislação e regulamento unificados nacionalmente; foram outros pontos exposto pelo gerente de Políticas Fiscal e Tributária da CNI referente à posição da entidade com relação à reforma tributária 

Considerações ABIMAQ

O presidente do Conselho de Administração e o presidente executivo da ABIMAQ, João Carlos Marchesan e José Velloso, respectivamente, acompanharam a apresentação ao lado dos presidentes das câmaras setoriais e diretoria da associação.

Velloso colocou que a ABIMAQ tem visão contrária da CNI com relação à manutenção do mecanismo de substituição tributária. Em relação ao IS – Imposto Seletivo, diz que “é preciso que esteja na Constituição e na Lei quais são os produtos com externalidades negativas, ou seja, vai ter que dizer qual NCM e o produto”. 

Sobre período de transição, que deve contar inicialmente com alíquota de 1% visando calibrar a alíquota do IBS, Velloso destacou a importância de ser curto, “é preciso que a transição ocorra em no máximo 5 anos, é preciso evitar o convívio prologado com dois regimes”, afirmou. “Aliás, uma vez promulgada a PEC, também não pode haver nenhuma alteração nos regimes ou legislações dos tributos que estão desaparecendo”. 

Marchesan frisou que a ABIMAQ apoia uma reforma tributária. “Estamos na coalizão trabalhando forte para fazer o que for melhor para a indústria e ao Brasil. É preciso eliminar os resíduos tributário presentes nos diversos elos das cadeias produtivas, desonerar as exportações e os investimentos a fim de tornar as empresas nacionais mais competitivas”.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

ABIMAQ participa de reunião da Coalizão Indústria com Paulo Guedes


Na oportunidade, a associação cobrou agilidade na tramitação da reforma tributária para destravar os investimentos e o combate do Custo Brasil

Apoio à agenda de reformas do Estado e da economia, reforma tributária, tempo de recolhimento de impostos, exportações e agenda conjunta para o combate ao Custo Brasil foram alguns dos temas debatidos na reunião da Coalizão Indústria, que congrega entidades representativas de 13 segmentos da indústria de transformação e da Construção Civil. O encontro aconteceu no dia 06 de março e contou com presença do ministro da Economia, Paulo Guedes, e sua equipe.


Na oportunidade, José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, expôs que as incertezas em relação à reforma tributária paralisam os investimentos. "Quem pensa em investir, precisa calcular quanto vai pagar em impostos daqui a cinco anos". 

O presidente executivo da ABIMAQ também defendeu que o BNDES amplie o apoio à pequena e média empresa. “Esta seria uma saída para o investimento”.

Velloso acrescentou que a reforma tributária é a mais importante para os setores produtivos. “Hoje um dos grandes problemas do Custo Brasil é a alta carga tributária e também a sua complexibilidade de como apurar os impostos. Tudo isso acaba gerando uma grande judicialização”.   

Segundo Velloso, Paulo Guedes sinalizou que o Ministério da Economia defende o IVA -Imposto sobre Valor Agregado e está junto da ABIMAQ na sua defesa. No entanto, o ministro disse que a posposta do governo, conforme a PEC 45, é separar o IVA Federal do IVA Estadual, ou seja, Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS).

"Ministro nós não vamos defender essa ideia porque tecnicamente está errada. O governo precisa atacar o ICMS, que é o pior imposto que existe, então o raciocínio é: se eu importei um bem pelo Espírito Santo e o estado não aderiu ao IBS Estadual o que acontece? Eu recolho 4% do ICMS no Espírito Santo e vou recolher o resto do imposto no estado de destino, como exemplo Mato Grosso. Caso Mato Grosso aderiu ao IBS não vai ter tributação sobre esse bem. Como é que vai fazer se no Mato Grosso não tem ICMS? Eu recolhi 4% aqui e não recolhi lá. Como é que vai ser o repasse entre os estados se eu tenho um estado que cobra o ICMS e outro não? Como é que vai ser o IBS no repasse entre os estados? Então ministro nós não podemos aceitar essa proposta, além do fato de que o ICMS é o pior imposto porque ele não adota o critério que nós defendemos que é o crédito financeiro e a saída do físico”, enfatizou Velloso. 

CUSTO BRASIL 

O presidente executivo da ABIMAQ colocou que é necessário atacar os principais pontos do Custo Brasil. “Defendemos uma abertura comercial negociada e não unilateral para o acesso aos mercados desde que haja uma escalada tarifaria e o governo atue nas assimetrias que temos com os nossos concorrentes. Isso é o Custo Brasil”. 

Diálogo

Enquanto Velloso falava do Custo Brasil, Paulo Guedes fez o seguinte comentário:"Velloso, agora que o câmbio está a R$4,80 (no dia 6 de março estava esse valor), será que não chegou a hora de abaixar o imposto de importação de bens de capita (BK) e de bens de informática e telecomunicações (BIT)?”

Velloso: “Ministro não pode confundir tarifa comercial com câmbio. Câmbio é conjuntural. Já tarifa comercial é estrutural e tem que fazer parte de uma estratégia de país, ou seja, uma estratégia de agregação de valor e escalada tarifaria". 

E Paulo Guedes falou: “Não vamos mexer no BK e BIT sem alterar os insumos”.

Velloso respondeu que o ministro estava falando da reforma da TEC (Tarifa Externa Comum). A TEC é o imposto de importação cobrado sobre bens que entram nos territórios de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.