sexta-feira, 21 de março de 2014

Série inspirada no filme Psicose estreia na Record

Após apostar na série Breaking Bad, a Record inclui na sua programação o seriado Bates Motel. A atração começa nesta sexta-feira (21), às 23h15, logo após o episódio de Era Uma Vez. A série é baseada no filme Psicose, de Alfred Hitchcock, e conta a trajetória de Norman Bates (Freddie Highmore), antes de se tornar um serial killer , e de sua mãe, Norma (Vera Farmiga).

Escrita e produzida por Carlton Cuse, Bates Motel tem início quando Norma adquire um motel na cidade de Oregon (EUA), depois da morte do marido, com objetivo de inciar um nova vida.

Além dos personagens principais, a trama conta Dylan (Max Thieriot), irmão de Norman, Emma (Olivia Cooke), jovem que sofre com fibrose, Bradley (Nicola Peltz), adolescente que se apaixona pelo futuro psicopata e dos policiais Zack Shelby (Mike Vogel) e Alex Romero (Nestor Carbonell).

Essa matéria fiz para o site Observatório da Televisão:http://observatoriodatelevisao.com.br/serie-inspirada-filme-psicose-estreia-na-record/

Série Twisted estreia hoje no canal Sony

A primeira temporada de Twisted começa nesta sexta-feira (21), no canal Sony, a partir das 22h. A série do roteirista Adam Milch conta a história do adolescente Danny Desai (Avan Jorgia) que foi acusado, aos 11 anos, de matar sua tia.

Após cinco anos na prisão, o jovem volta para sua cidade natal a pedido de sua mãe Karen Desai (Denise Richards). Agora livre da cadeia, Danny tenta retornar sua vida na escola onde estudou na época do crime, mas sofre preconceito.

A trama tem reviravolta quando Danny se torna o principal suspeito de um assassinato de uma colega de classe. Ao tentar provar sua inocência, o jovem vai contar com o apoio de suas amigas de infância Jo (Maddie Hasson) e Lacey (Kylie Bunbury). Enquanto isso, o adolescente guarda o segredo do motivo que o levou a matar sua tia.

Essa matéria fiz para o site Observatório da Televisão: http://observatoriodatelevisao.com.br/serie-twisted-estreia-hoje-canal-sony/

quarta-feira, 19 de março de 2014

Segunda temporada da série Hannibal estreia no AXN

A nova temporada de Haniball começa na próxima segunda-feira (10), no AXN, a partir das 23h. A série, produzida por Bryan Fuller, é baseada nos livros de Thomas Harris. Na trama, o psiquitatra Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen) ajuda o detetive do FBI Will Graham (Hugh Dancy) a conhecer a mente de serial killers para poder capturá-lo.

O último episódio da primeira temporada da série, Will Graham estava prestes a desmascarar Hannibal Lecter, mas o psiquiatar transforma o detetive do FBI no principal suspeito da série de assassinatos.

Além de Will e Hannibal, a trama conta Jack Crawford ( Laurence Fishburne), chefe da Unidade de Ciências do Comportamento do FBI e Alana Bloom (Caroline Dhavernas), professora de psicologia e consultora do FBI.

Ao todo serão 13 episódios da série que será veiculada semanalmente, sempre inédito às segundas-feiras.

A história do canibal Hannibal é exibida em 63 países, em 18 idiomas.

Essa matéria fiz para o site Observatório da Televisão: http://observatoriodatelevisao.com.br/segunda-temporada-da-serie-hannibal-estreia-axn/

terça-feira, 18 de março de 2014

Nova temporada do Saia Justa estreia hoje no GNT

Depois de um período de descanso, as mulheres voltam ao comando do Saia Justa nesta quarta-feira (12), às 21h30, no GNT.

No programa de hoje, Astrid Fontenelle, Barbara Gancia, Maria Ribeiro e Mônica Martelli vão abordar sobre Copa, eleições, manifestações, preços abusivos de produtos e abuso sexual. Além disso, as apresentadoras vão contar experiências vividas durante suas férias.

Para esta nova temporada, a atração deve apostar na presença da plateia e de interagir com público, via Redes Sociais, por meio de enquetes. Outra novidade é o quadro, “Pesquisas Apontam”, que vai discutir sobre as novas descobertas e estudos inusitados.

Na grade do GNT desde 2002, o Saia Justa já contou com a participação de 12 mulheres, entre elas, Mônica Waldvogel, Rita Lee e Maitê Proença. E durante o período de verão, as discussões ficaram por conta do time masculino formado por Dan Stulbach, Leo Jaime, Xico Sá e Edu Moscovis.

Essa matéria eu fiz para o site Observatório da Televisão: http://observatoriodatelevisao.com.br/nova-temporada-saia-justa-estreia-hoje-gnt/

segunda-feira, 17 de março de 2014

IR 2014: TIRE 10 DÚVIDAS ANTES DE FAZER A DECLARAÇÃO DE SEU IMÓVEL

Começou o prazo para a declaração do IRPF – Imposto de Renda da Pessoa Física de 2014. Para este ano, a novidade é poder declarar ao Leão por meio de tablets e smartphones. Porém, muitos ainda têm dúvidas sobre como declarar seu imóvel. Para isso, o presidente da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências Marco Aurélio Luz esclarece alguns dos questionamentos.

Até o dia 30 de abril é esperada a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física 2014 (ano-base 2013) de 27 milhões de contribuintes, 1 milhão a mais do que em 2013. Muitos dos que não enviaram seus dados à Receita ainda estão com dúvidas sobre como especificar o seu imóvel ao IR.

Para evitar que o mutuário caia na malha fina e tenha que arcar com multa por atraso de 1% ao mês, sendo que o valor mínimo é de R$165,74, Marco Aurélio Luz, presidente da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, esclarece detalhes importantes para declarar o bem sem dor de cabeça.

Na compra do imóvel em 2013, como declará-lo no Imposto de Renda?

AMSPA: Todas as aquisições de imóveis em 2013 devem constar na declaração do Imposto de Renda, inclusive os adquiridos por meio de “Contrato de Gaveta” (quando o contrato de compra e venda não é registrado no cartório). Na “Declaração de Bens e Direitos”, o mutuário deve incluir todos os detalhes sobre a propriedade, como endereço, metragem, nº da matrícula e o Cartório de Registro de Imóveis, nome do vendedor com o CPF ou CNPJ entre outros e informar apenas o valor pago no ano vigente. Mas se o bem foi adquirido nos anos anteriores, basta importar a declaração antiga.

Também não se deve esquecer de informar o quanto pagou, no ano de 2013, de parcelas e prestações na compra do imóvel financiado e indicar o(s) credor(es) com o CNPJ e o saldo devedor. São informações valiosas para demonstrar que o imóvel não foi comprado à vista o que geraria no aparecimento de rendimento bem maior.

Qual valor deve ser declarado para o imóvel?

AMSPA: Se o imóvel foi adquirido após 1988, os custos de acréscimos da obra deverão constar da declaração, ou seja, reformas de ampliação da casa e benfeitorias dentro imóvel, juntamente com preço da propriedade que consta da escritura. Esses dados devem ser inseridos na coluna “Discriminação”. É importante descrever a reforma e o valor gasto, como também guardar todos os recibos e notas fiscais por cinco anos, para a comprovação do custo da obra. Sempre observando que esses valores declarados devem estar dentro do limite das “rendas líquidas” dos anos anteriores e do ano-base.

Para os imóveis adquiridos a partir de janeiro de 1996, o aconselhável é utilizar como referência os dados da escritura ou do contrato na “Declaração de Bens e Direitos”.

Como proceder se houve a utilização do FGTS para quitar ou comprar um imóvel?

AMSPA: Nos casos da utilização do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, seja para quitar ou comprar a casa, o valor deve ser colocado em “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”. Como também deve ser deduzido da ficha “Bens e Direitos”. É necessária a sua inclusão para a comprovação do aumento do patrimônio do contribuinte.

No caso da pessoa física que vendeu a casa e não conseguiu comprar outro imóvel no prazo de 180 dias?

AMSPA: Na declaração do IR, essas informações devem ser especificadas no campo “Ganhos de Capital”. Na ficha deverá conter o valor da venda, o nome do comprador e a data da transação, além do valor do bem informado na declaração anterior para calcular o ganho efetivo. Se o valor da venda for utilizado para a compra de outro imóvel dentro do prazo de 180 dias, o contribuinte ficará isento de imposto pela transação. Caso contrário, deverá recolher o imposto No que tange os rendimentos oriundos da venda de imóveis, haverá a incidência de uma tributação especial: o imposto de renda sobre o ganho de capital.

Este tributo incide sobre a diferença positiva entre o valor de venda do imóvel e o seu valor histórico – o valor que consta na declaração do contribuinte como sendo o valor e compra do imóvel. O imposto de renda é apurado aplicando-se uma alíquota de 15% sobre o lucro resultante das operações de compra e venda.

Importante: O imposto de renda sobre o ganho de capital deve ser apurado e pago de forma separada do imposto de renda incidente sobre os outros rendimentos tributáveis.

É possível reduzir o lucro obtido com a venda do imóvel no valor total do IR?

AMSPA: Existem algumas maneiras para tentar reduzir o valor total de imposto de renda a ser pago pelo contribuinte sobre o lucro obtido com a venda do imóvel:

1 Quando o imóvel foi adquirido há muitos anos, é possível corrigir o valor de compra desse imóvel utilizando os índices de correção previstos em lei.
2 É possível adicionar ao custo de aquisição todas as melhorias realizadas no imóvel.
3 É possível deduzir da base de cálculo o valor da taxa de corretagem paga pela intermediação do negócio.

Quais contribuintes estão isentos do IR?

AMSPA: Estão isentos os contribuintes:

• Cujo ganho de capital com a venda de imóvel tenha sido igual ou inferior ao valor limite de R$ 35 mil.
• Que venderam o seu único imóvel por um valor máximo de R$ 440 mil, desde que não tenham vendido qualquer outro imóvel nos últimos cinco anos.
• Cujo imóvel tenha sido desapropriado pelo Poder Público Federal, Estadual ou Municipal. Mesmo que haja ganho de capital, considera-se que tal lucro meramente recompôs o patrimônio do desapropriado, assim como lhe proporciona justa indenização não sujeita a tributação pelo imposto de renda.

Como proceder em situações em que o saldo devedor do financiamento do imóvel é quitado em decorrência de invalidez permanente ou falecimento do mutuário?

AMSPA: O valor não deve ser tributado no Imposto de Renda já que no contrato na compra da propriedade estão garantidos tanto os seguros “Morte e Invalidez Permanente” (MIP) como o de “Danos Físicos ao Imóvel” (DFI). Para isso, informe na ficha “Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis” o valor pago da apólice pela seguradora. Já na ficha “Bens e Direitos” deve constar o valor somado do saldo anterior das parcelas quitadas ao do saldo devedor pago pela seguradora.

Na hipótese em que o mutuário comprou o imóvel por meio do contrato particular ou de gaveta, como a transação deve ser declarada?

AMSPA: Esse tipo de contrato é válido para comprovar a aquisição. Junte o valor do contrato na “Declaração de Bens e Direitos”, inclusive do imóvel comprado na planta.

De que modo fazer a declaração do IR de imóveis comprados por meio de consórcio?

AMSPA: Para fazer a declaração do IR de imóveis adquiridos por meio de consórcio há duas formas: se a propriedade foi contemplada em 2013, deve-se inserir os dados no código 95 da “Ficha Bens e Direitos”. Nela deve ser discriminado o bem recebido, seus dados e do consórcio. Se não for contemplado, mesmo assim o contribuinte deverá informar à Receita o valor investido no consórcio.

Como declarar bens recebidos por herança?

AMSPA: Nessa situação, a declaração deve ser feita em nome da pessoa falecida, utilizando os dados da última declaração realizada por ela, ou indicar o valor que está na partilha. Também devem ser informados os dados e a forma de aquisição da propriedade, além de indicar a parte que cabe a cada um dos familiares na partilha. Essas informações devem constar na coluna “Discriminação”.

SERVIÇO:

Mais informações sobre como inserir seu imóvel na declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2014 podem ser obtidas na AMSPA. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (11) 3292-9230 ou comparecer em uma das unidades da entidade. Endereços e mais informações no site: www.amspa.org.br

quarta-feira, 5 de março de 2014

OS PRÓS E CONTRAS DA COMPRA DE IMÓVEL PARA PASSAR AS FÉRIAS


Segundo dados do Instituto Data Popular, 75% dos brasileiros possuem moradia própria. Após a conquista desse sonho, muitas pessoas desejam comprar uma casa para passar as férias, seja na praia ou no campo. Para a AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências antes de adquirir um imóvel de veraneio é preciso avaliar se o negócio vai valer a pena.

Impulsionados pela facilidade de crédito, redução de juros, aumento do teto do FGTS e de programas habitacionais como Minha Casa Minha Vida, muitos brasileiros estão realizando a compra da casa própria. Conforme estudo do Instituto Data Popular, 75% das famílias já conquistaram esse sonho. Já 7,9 milhões da classe média brasileira pretendem adquirir um imóvel até 2015.

Boa parte das pessoas que conseguiram a aquisição da primeira moradia almeja comprar o segundo imóvel para curtir as férias, feriados e fins de semana com parentes e amigos. “Mas antes de concretizar o negócio é essencial avaliar prós e contras de ter uma casa na praia ou no campo, pois o investimento será alto”, afirma Marco Aurélio Luz, presidente da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências.

Dentre as despesas que devem ser levadas em conta, além do valor do bem, são gastos como: IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano, água, luz, reforma, compra de mobiliário, manutenção, segurança, e em alguns casos, pagar condomínio e a necessidade de contratar um caseiro para cuidar do imóvel. “Primeiramente, antes de assinar o contrato é preciso avaliar quantas vezes a propriedade será usada ao longo do ano. Outra dica é frequentar o local durante um tempo para saber se a futura escolha vai agradar a família, porque isso pode implicar de abrir mão de viagens para outros lugares”, ressalta Luz.

Os custos de deslocamento para casa de veraneio também deve ser levado em conta antes de ratificar a compra. “É preciso levantar quais serão os gastos com o combustível do carro, pedágios ou valor da passagem de ida e volta, na hipótese de ir de ônibus ou de avião. Por isso é importante escolher um lugar com fácil acesso para que as despesas não fujam do padrão sócio-econômico da família”, explica Marco.

O presidente da AMSPA alerta que o preço do metro quadrado das cidades de litoral ou de municípios de serra badalados é alto. “Esses mesmos locais são os primeiros a desvalorizar em momento de crise na economia. Mas ao mesmo tempo, pode ser um bom investimento para revenda se o imóvel valorizar. É um risco que o mutuário deve ficar ciente antes de adquirir o bem.”

Outro problema é caso a pessoa opte por comprar um apartamento na planta. “Apesar da economia de até 30% no seu valor, em comparação ao mesmo empreendimento pronto, o adquirente pode enfrentar problemas de atraso na entrega da obra e ver ruir o seu planejamento de curtir as próximas férias”, alerta Marco Aurélio Luz.

Por outro lado, a aquisição de uma casa na praia ou no campo pode compensar, pois, o dono da propriedade poderá usufruir quando quiser, ter  privacidade, um lugar decorado conforme suas vontades e para receber amigos e parentes. Além disso, evita enfrentar estresse que envolve planejar antecipadamente as férias.  “Se a pessoa avaliar apenas a parte financeira para ter um imóvel de veraneio ela vai concluir que não vale a pena, mas ao olhar o lado da satisfação pessoal não há como calcular o preço”, afirma Luz.

Então, se realmente essa é a sua escolha, siga em frente. No entanto, antes de realizar esse sonho é preciso cerca-se de todos os cuidados.

SERVIÇO:

Os mutuários podem recorrer à AMSPA para obter mais esclarecimentos. Os interessados podem entrar em contato pelos telefones (11) 3292-9230 ou ainda comparecer em uma das unidades da entidade. Os endereços e mais informações podem ser encontradas no site: www.amspa.org.br.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

AÇÕES NA JUSTIÇA DE MUTUÁRIOS CONTRA BANCOS E CONSTRUTORAS SOBEM 40% EM 2013


Na mesma proporção em que aumenta o número de queixas de mutuários com relação a bancos e construtoras, as ações na Justiça contra essas instituições disparam.  Segundo balanço de 2013 da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências houve elevação de 22 % nas reclamações e de 40% nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário na cidade de São Paulo. 

Problemas como atraso na obra; vícios ou defeitos de construção; taxas abusivas como Sati e corretagem; cobrança de juros sobre juros; leilões de imóveis e dificuldades ao rescindir o contrato foram as reclamações mais recebidas pela AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências durante o ano de 2013. “Das muitas queixas que recebemos todos os dias, quase 65 % delas são contra construtoras, os outros descontentamentos são relacionados a bancos, afirma Marco Aurélio Luz, presidente da instituição.

“Para auxiliar os mutuários de todo o Brasil lançamos um projeto que vai prestar assistência virtual. A iniciativa visa oferecer, por meio de um chat no site da AMSPA (www.amspa.org.br), um atendimento aos mutuários que estão com problemas no seu imóvel.”, informa Marco.

Conforme levantamento da Associação dos Mutuários, de janeiro a dezembro de 2013, na cidade de São Paulo, houve 3.352 reclamações referentes às construtoras e bancos. Dessas, 53% dos reclamantes deram entrada na Justiça, ou seja, 1.776 mutuários. O resultado apresentou um aumento de 22% nas queixas e um crescimento de 40% nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário. Os dados são comparativos a 2012, quando houve respectivamente 2.748 descontentes e 1.264 ações judiciais.

O balanço ainda revela que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: atraso na obra (35%), seguido das taxas SATI e corretagem (22%), dificuldade no distrato da compra da casa própria (18%), leilões de imóveis (10%), cobrança de juros sobre juros (8%)  e problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (7%).

No site da AMSPA, o comprador também poderá ter acesso às “Cartilhas do Mutuário”: “Volume 1 - Imóvel na Planta" que esclarece as principais dúvidas e os cuidados antes de fechar o negócio. Além do “Volume 2 - Entrega das Chaves” que orienta o adquirente a fazer uma vistoria minuciosa no interior do bem.

ABC Paulista

Segundo dados da AMSPA, de janeiro a dezembro de 2013, na região do ABC Paulista, houve 848 reclamações de mutuários, contra construtoras e instituições financeiras de imóveis residenciais. Dessas, 429 dos reclamantes deram entrada na Justiça. O balanço representa um aumento de 41 % nas queixas e um crescimento de 48 % nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário. Os dados são comparativos ao mesmo período de 2012, quando houve respectivamente 602 descontentes e 288 ações judiciais.

Das 848 queixas no ano de 2013, 60% delas estão em São Bernardo, 21% em São Caetano, 10% em Santo André, e 9% em Diadema.

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: atraso na obra (41%),  seguido das taxas SATI e Corretagem (33%), dificuldade no distrato da compra da casa própria (21%),   cobrança de juros sobre juros (10%) , leilões de imóveis (8%), e problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (8%).

Guarulhos

De acordo com pesquisa da Associação dos Mutuários, de janeiro a dezembro de 2013, na região de Guarulhos, houve 850 reclamações de mutuários, referentes às construtoras e bancos. Dessas, 279 dos reclamantes deram entrada na Justiça. O balanço representa um aumento de 30 % nas queixas e um crescimento de 39 % nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário. Os dados são comparativos a 2012, quando houve respectivamente 654 descontentes e 251 ações judiciais.

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: atraso na obra (41%), seguido das taxas SATI e Corretagem (27%), dificuldade no distrato na compra da casa própria (15%),  cobrança de juros sobre juros (9%),  problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (5%) e leilões de imóveis (3%).

Campinas e região

Conforme levantamento da AMSPA, de janeiro a dezembro de 2013, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), houve 701 reclamações de mutuários, referentes às construtoras e bancos. Dessas, 567 dos reclamantes deram entrada na Justiça. O balanço representa um aumento de 15% nas queixas e um crescimento de 11% nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário. Os dados são comparativos a 2012, quando houve respectivamente 610 descontentes e 511 ações judiciais.

Das 701 queixas no ano de 2013, 48% delas estão na cidade de Campinas, 5% de Paulínia, 4% em Americana, 3% em Sumaré e 20% em outras cidades da RMC.

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: atraso na obra (33%), seguido das taxas SATI e Corretagem (28%), dificuldade no distrato da compra da casa própria (15%), problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (14%), cobrança de juros sobre juros (5%) e leilões de imóveis (5%).

Baixada Santista

De acordo com dados da Associação dos Mutuários, de janeiro a dezembro de 2013, na Baixada Santista, houve 664 reclamações de mutuários, referentes às construtoras e bancos. Dessas, 271 dos reclamantes deram entrada na Justiça. O balanço representa um aumento de 20 % nas queixas e um crescimento de 33 % nas ações impetradas junto ao Poder Judiciário. Os dados são comparativos a 2012, quando houve respectivamente 554 descontentes e 204 ações judiciais.

Das 664 queixas no ano de 2013, 60% delas estão na cidade de Santos, 20% na Praia Grande, 15% no Guarujá, 9% em São Vicente e 5% em outras cidades da Baixada Santista.

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: atraso na obra (33%),  seguido das taxas SATI  e Corretagem (25%), dificuldade no distrato na compra da casa própria (15%),   cobrança de juros sobre juros (10%) , problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (9%) e leilões de imóveis (8%).

São José dos Campos

Conforme pesquisa da AMSPA - Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, de janeiro a dezembro de 2013, houve 96 reclamações referentes às construtoras e bancos na cidade de São José dos Campos. Desses, 24 entraram na Justiça O resultado apresentou um aumento de 21% nas queixas e de 19 % nas ações. Os dados são comparativos ao mesmo período de 2012, quando houve 79 descontentes e 20 ações judiciais .

O balanço mostra que, entre os campeões no ranking dos aborrecimentos estão: atraso na obra (40%),  seguido das taxas SATI e Corretagem (22%), dificuldade no distrato na compra da casa própria (15%),  cobrança de juros sobre juros (10%) ,  problemas no imóvel, ou seja, vícios ou defeitos na obra (8%) e leilões de imóveis (5%).

 SERVIÇO:

Os mutuários podem recorrer à AMSPA para obter mais esclarecimentos. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (11) 3292-9230 ou comparecer em uma das unidades da entidade. Os endereços e mais informações podem ser encontradas no site: www.amspa.org.br.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

CONSUMIDOR QUE DESISTIR DA COMPRA DO IMÓVEL TEM DIREITO DE RECEBER VALOR À VISTA

Segundo AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, os casos de problemas no distrato na compra da casa própria aumentaram 34% em 2013. Entendimento recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que nesses casos o consumidor tem o direito de receber a restituição imediata e em parcela única dos valores pagos.

O que era para ser um alívio tem trazido muitas dores de cabeça aos compradores de imóveis. Os motivos são: atraso na obra, aumento excessivo das prestações, diminuição de renda, cobrança de taxas abusivas, problemas de saúde ou até mesmo arrependimento do negócio. Todas essas razões podem levar à rescisão do contrato do imóvel. Ainda assim, é preciso olho vivo na hora de receber a restituição dos valores pagos.

De acordo com levantamento da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, de janeiro a novembro deste ano, 381 foi o número de reclamações contra construtoras na cidade de São Paulo, devido à incorreção do valor devolvido após o cancelamento do contrato, sendo que 100% dos consumidores deram entrada em ações na Justiça. Já no ano passado, as queixas atingiram 210 casos e 97% recorreram ao Poder Judiciário. O resultado mostra um aumento de 34% de descontentes em 2013, em comparação a 2012.

Uma decisão recente do STJ, no entanto, abre possibilidade para os adquirentes de imóveis, com problemas ao desistir do negócio, de recorrerem à Justiça com base na jurisprudência de julgamento, no qual o ministro Luis Felipe Salomão considerou ilegal a devolução do valor ser feita somente após o término da obra ou de forma parcelada, no momento do rompimento do contrato.

Na sentença, que foi baseada no artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e artigo 543-C do Código de Processo Civil, a Corte determinou que o reembolso deve ser imediato. Se a quebra de contrato for por culpa da construtora a devolução do dinheiro tem de ser integral. Já nos casos em que o comprador desistir do negócio a entrega do valor será parcial.

Segundo Marco Aurélio Luz, presidente da AMSPA, no caso de quebra do contrato a construtora só poderá reter de 10% a 25% da quantia, para cobrir despesas administrativas. “Infelizmente, na maioria dos casos de rompimento do negócio, o que acaba acontecendo é o comprador se sujeitando à devolução de seu dinheiro parcelado. Além disso, o proprietário acaba aceitando cobranças de índices superiores a 30%, o que é pior, o cálculo é feito em cima do valor total do imóvel e não sobre o valor pago até o momento do cancelamento. Isso acontece porque o desistente fica com medo de não receber seu dinheiro e acaba aceitando a proposição irregular.”

Luz ressalta que ao rescindir o contrato é importante que o mutuário tenha o auxílio de um profissional especializado. “É comum nessas situações, o advogado pedir uma liminar, com intuito de proteger o consumidor, para que haja o congelamento da dívida até que ocorra a decisão final da Justiça, como também para evitar que o nome do proprietário entre no cadastro negativo do Serasa e SCPC. Caso a construtora não cumpra o determinado terá que arcar com multa”

Saiba mais sobre a decisão do ministro Luis Felipe Salomão em:

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Os mutuários podem recorrer à AMSPA para obter mais esclarecimentos. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (11) 3292-9230 ou comparecer em uma das unidades da entidade. Os endereços e mais informações podem ser encontradas no site: www.amspa.org.br.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

ESTÁ INADIMPLENTE COM AS PARCELAS DE SEU IMÓVEL? SAIBA COMO SAIR DESSA SITUAÇÃO

A compra da casa própria é o sonho de muitos brasileiros. No entanto, vários contratempos financeiros podem surgir durante o pagamento do financiamento. Nesses casos, a AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências alerta: quando não for possível arcar com as prestações, é importante recorrer à Justiça para não perder o imóvel.

Devido às facilidades de crédito imobiliário, redução de juros, aumento do teto do FGTS e à possibilidade de financiar a propriedade em até 100%, para muitos brasileiros, a compra da casa própria está cada vez mais próxima. Porém, por trás das vantagens muitas dificuldades podem aparecer durante o período de financiamento. Entre elas estão: desemprego, diminuição de renda, problemas de saúde na família e abusos dos bancos ou construtoras. Todas essas situações podem provocar o não cumprimento das prestações e consequentemente a perda do imóvel.

Para Marco Aurélio Luz, presidente da AMSPA, quando o comprador perceber que vai atrasar mais de três prestações do financiamento ou quando estiver inadimplente, o ideal é ir à Justiça. “Não adianta conversar com a instituição financeira ou construtora. A melhor alternativa é procurar o Poder Judiciário. Até que esse resolva a questão, o imóvel não poderá ser levado a leilão. Mesmo assim, se caso ocorrer, o juiz terá de suspendê-lo”, explica.

Luz alerta que postergar a resolução do débito, além de acarretar juros e a inclusão do nome em entidades de proteção ao crédito, pode levar à perda do imóvel. No SFH – Sistema Financeiro da Habitação, após a falta de pagamento de três prestações, o dono do imóvel é notificado por escrito. Já no SFI – Sistema Financeiro Imobiliário, se atraso for superior a 30 dias, o mutuário é intimado a pagar via Cartório de Títulos e Documentos. Caso não o faça no prazo de 15 dias, o banco terá a posse do bem e o levará ao leilão extrajudicial, ao qual o comprador não tem direito a qualquer defesa. Antes que isso aconteça, procure um advogado ou orientações na AMSPA.

Outra alternativa para quem constatar que não vai conseguir honrar com as parcelas é pedir a rescisão do contrato. Nesse caso, o reembolso do valor pago deverá ser imediato, com a correção monetária devida, e em parcela única. Além disso, a construtora só poderá reter de 10% a 25% da quantia, para cobrir despesas administrativas, e o cálculo deve ser feito sobre a quantia paga até o momento do cancelamento. No entanto, se a construtora atrasar a obra o mutuário terá o direito de receber 100% corrigido sobre tudo que pagou. “Ao desistir do negócio é importante que o mutuário tenha o auxílio de um profissional especializado para checar se há alguma ilegalidade no contrato”, ressalta Marco.

Segundo Marco Luz, nem sempre a inadimplência é responsabilidade somente do mutuário. Em muitos casos, é provocada pelo agente financeiro ou pela incorporadora. “O mutuário é pego de surpresa com a inclusão de taxas indevidas, aumento das prestações acima do permitido, como a cobrança abusiva de juros sobre juros ou ainda resíduo ao final do financiamento”, completa.

Antes de assinar contrato

Para evitar a inadimplência no pagamento do imóvel, os cuidados devem começar antes de fechar o negócio. “É aconselhável pedir uma planilha do banco com a projeção de todas as parcelas do financiamento incluindo as taxas extras e os seguros que compõem a prestação. Também é essencial colocar todas as despesas no papel e, junto com a família, verificar se as prestações não vão comprometer mais do que 30% da renda familiar”, ressalta. Além disso, o futuro mutuário precisa reservar um fundo de reserva como os recursos do FGTS – Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ou da poupança para se precaver de um débito.

O presidente da Associação dos Mutuários diz que o adquirente “deve ter plena ciência de que quanto maior o prazo de financiamento mais irá pagar pelo imóvel, mesmo que os valores parcelados fiquem reduzidos”. Ele ressalta ao comprador: “Pense na estabilidade do emprego na hora de comprar um imóvel e verifique se, em caso da perda da ocupação, terá seguro-desemprego ou outra fonte de renda para quitar as parcelas. Tomando esses cuidados, certamente, evitará danos futuros no sonho da casa própria”.

SERVIÇO:

Os mutuários podem recorrer à AMSPA para obter mais esclarecimentos. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (11) 3292-9230 ou comparecer em uma das unidades da entidade. Os endereços e mais informações podem ser encontradas no site: www.amspa.org.br.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

10 DICAS PARA CONQUISTAR A CASA PRÓPRIA EM 2014

O ano está acabando e você ainda não realizou o sonho da casa própria. Por que não renovar esse objetivo em 2014? Para ajudar nessa etapa, a  AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências  preparou 10 dicas sobre como planejar financeiramente para fechar o negócio com sucesso.

Oito a cada dez famílias brasileiras pretendem comprar a casa própria nos próximos dois anos, o que equivale a 7,9 milhões de pessoas, conforme mostra levantamento do Instituto Data Popular. Mas antes de fechar o negócio é fundamental organizar as contas. “No momento da aquisição de um bem é importante que o consumidor deixe a emoção de lado e faça um bom planejamento, pois o pagamento do imóvel vai comprometer a renda da família por muitos anos”, alerta Marco Aurélio Luz, presidente da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências.

Para auxiliar as pessoas que desejam ter uma moradia no próximo ano, a AMSPA listou 10 informações que vão ajudar nessa etapa. Confira a seguir:

1 - Economize parte do dinheiro ganho. Nesse momento, é importante colocar todas as despesas no papel e, junto com a família, definir quais despesas podem ser cortadas. O dinheiro poupado vai ser fundamental para dar uma boa entrada ao adquirir a casa própria. O ideal é quitar, pelo menos, 30% do valor total do bem na hora de fechar o contrato;

2 - Guarde parte do 13º salário para conquistar a tão sonhada moradia. O dinheiro extra, junto com as economias, pode ser útil na diminuição do valor do financiamento;

3 - Verifique qual o teto do valor das prestações que você pode pagar. Não comprometa mais do que 30% da renda familiar;

4 - Simule no site da Caixa como ficaria o financiamento se fosse hoje para ter uma ideia de como ficará o seu orçamento. Quando for fechar o negócio, peça antes uma planilha do banco com a projeção de todas as parcelas do financiamento, incluindo as taxas extras e os seguros que compõem a prestação;

5 - Tenha cerca de 50% do valor do imóvel depositado no FGTS, poupança ou em outras aplicações para se precaver contra desemprego, diminuição de renda, problemas de saúde na família, entre outras dificuldades imprevistas, que podem comprometer o pagamento das prestações;

6 - Reserve dinheiro para pagar despesas, que inclui o IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano do imóvel, o ITBI – Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (que gira em torno de 2% sob o valor do imóvel, dependendo do município), o registro da escritura (que garantirá a propriedade como sendo do novo comprador que é cobrada em media de 1%) e as certidões emitidas pelo cartório, ambas são cobradas de acordo com o valor do bem;

7 - Não se esqueça de guardar, se possível, uma quantia para arcar com custo do despachante, valores de seguros, taxas sobre a avaliação do imóvel, pagamento da parcela das chaves, mudança, reforma do imóvel e compra de móveis;

8 - Escolha o financiamento de acordo com suas possibilidades para arcar as prestações. Nessa etapa é importante fazer cálculos e comparar as linhas de crédito imobiliário disponíveis no mercado. Hoje as modalidades para financiar a casa própria são pelo sistema de consórcio, SFH – Sistema Financeiro da Habitação, SFI – Sistema Financeiro Imobiliário ou direto com a construtora;

9 - Fique atento às taxas de juros. Quando for comprar, opte pelos contratos com uma taxa de juros fixa mais a TR – Taxa Referencial, ou seja, pós-fixada e pelas correções feitas pela tabela SAC ou SACRE. Com parcelas decrescentes e juros menores, ganham diferencial competitivo diante da tabela Price e das taxas pré-fixadas;

10 - Consulte um advogado para sanar dúvidas. A opinião do profissional será essencial para saber se você está em condições de fazer um bom negócio.

SERVIÇO:
Os mutuários podem recorrer à AMSPA para obter mais esclarecimentos. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (11) 3292-9230 ou comparecer em uma das unidades da entidade. Os endereços e mais informações podem ser encontradas no site: www.amspa.org.br.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

GESTÃO SUSTENTÁVEL NOS AMBIENTES DE SAÚDE

Por Márcia Mariani*

A gestão biocêntrica é baseada no entendimento de que a vida, inclusive a vida humana, é mantida por uma inter-relação entre as espécies. Deste modo, a visão biocêntrica significa que a referência precisa ser a ‘vida’ e não o ser humano como idealizado na visão antropocêntrica. Na verdade, essa nova visão contribui para a mudança de nossos valores culturais, até então baseados no homem, para um referencial de respeito ao universo como sistema vivente. 

O princípio biocêntrico foi idealizado pelo pesquisador chileno Rolando Toro Araneda, que começou seus estudos no fim da década de 60. Suas primeiras experiências com o novo sistema foram aplicadas no Hospital Psiquiátrico de Santiago e no Instituto de Estética da Universidade Católica de Chile. Ele também criou a Internacional Biocentric Foundation (IBF), com o objetivo de difundir a cultura biocêntrica que acabou influenciando várias áreas de atuação.

Este conceito passou a vigorar com mais intensidade a partir dos anos 90. Uma grande contribuição para a formação deste princípio foram as diretrizes advindas da Conferência Eco 92 realizada no Rio de Janeiro. A legislação e todos os segmentos mercadológicos estão no início deste processo de deslocamento do paradigma antropocêntrico para o biocêntrico. A área de saúde também integra esse movimento.

Hoje, ao administrar um ambiente de saúde, é fundamental ter como referência esses princípios para que seja feita uma gestão profissionalizada que priorize ações em prol da natureza. Alguns estabelecimentos de saúde já estão começando a implantar atitudes sustentáveis. Entre as ações encontradas com o foco no conceito biocêntrico estão: compostagem dos resíduos orgânicos; redução de consumo de água e energia; normas preferenciais para aquisição de produtos ou serviços de empresas e/ou entidades  que pratiquem a sustentabilidade;  projetos de educação ambiental para colaboradores e parceiros; inventários de emissão de GEE - Gases de Efeito Estufa; criação de setor de gestão ambiental.

Entre os seus princípios que norteiam essa nova visão que estamos colocando em prática nas instituições Hospital e Maternidade Dr. Eugênio Gomes de Carvalho (MG), Hospital Regional de Marajó (PA) e o Hospital Regional de Sorriso (MT), todos geridos pelo INDSH - Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano constam:

1-    Praticar sempre a abordagem sistêmica;
2-    Promover o consumo racional dos recursos renováveis e não renováveis;
3-    Incentivar o consumo consciente;
4-    Gerenciar todos os resíduos produzidos;
5-    Gerenciar os impactos dos resíduos no meio ambiente;
6-    Buscar sempre novos conhecimentos;
7-    Valorizar, conservar e preservar as riquezas regionais;
8-    Promover a liderança inovadora e participativa, e
9-    Ser agente de educação ambiental, incentivando sempre as reflexões.

Para que um estabelecimento de saúde alcance a sustentabilidade, é necessário levar em consideração os três pilares: econômico, ambiental e social. A questão do meio ambiente não é apenas economizar, mas saber usar da melhor forma os recursos naturais. O objetivo é de sempre reduzir, reutilizar e reciclar os materiais e com isso evitar o desperdício para que deixemos um mundo melhor para as futuras gerações. Para os gestores dos ambientes de saúde esse é o momento de arregaçar as mangas para realizar mudanças. Para isso é importante envolver todas as pessoas que fazem parte da área da saúde quanto à questão da racionalização dos recursos naturais. Esperamos que, num futuro próximo, todos os hospitais tenham serviços de gestão ambiental inseridos em seus organogramas. A adoção da cultura biocêntrica é mais um novo passo para essa mudança de paradigma na qual prioriza a vida, em vez do homem como referência.  
    
*Márcia Mariani é administradora, com pós-graduação em Gestão Ambiental e Sustentabilidade pela Faap – Fundação Armando Álvares Penteado. Atualmente ocupa o cargo de gerente ambiental e projetos do INDSH – Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (www.indsh.org.br). E-mail:linkindsh@linkportal.com.br.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

SAÚDE: A ERGONOMIA EM PROL DO BEM-ESTAR

Por Iraí Borges de Freitas*

A palavra ergonomia vem do grego ergon (trabalho) e normo (normas, regras, leis), e tem como objetivo compreender as lacunas existentes entre o trabalho real e o prescrito, com base em conhecimentos de fisiologia, antropometria e biomecânica, para adaptar as necessidades entre o homem e o seu ambiente de trabalho. Ou seja, utiliza-se de conhecimentos científicos necessários para proporcionar de forma integrada, proteção, conforto, bem-estar e eficácia nas atividades desenvolvidas em diversas áreas.  

No caso dos ambientes de saúde, a sua atuação visa melhorar a adaptação dos insumos, ferramentas, equipamentos, estações de trabalho, processo de trabalho e a ambiência aos trabalhadores, buscando  segurança, produção, conforto e saúde, contribuindo assim para a promoção da qualidade de vida. 

No Brasil, o estudo tem como base legal a Norma Regulamentadora (NR) nº 17 – Ergonomia, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que destaca em seu escopo o conforto humano. A NR-17 em seu item 17.5, ‘Condições ambientais de trabalho’, faz referência às adequações que devem ser consideradas as características psicofisiológicas dos trabalhadores e a natureza do trabalho que será realizado. 

No País, a ergonomia foi difundida no final da década de 60 pelos professores Ruy Leme e Sérgio Penna Kehl que acabaram por estimular Itiro Iida a fazer uma tese sobre o tema e a criar a disciplina na USP – Universidade de São Paulo. Ganhou impulso no início dos anos 70 com a Coppe - Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, por meio de pesquisas que deram origem ao primeiro livro do assunto organizado por Lida. Hoje, a utilização da técnica está presente em vários setores, entre eles, nos ambientes de saúde, trazendo com isso benefícios para todos os envolvidos, incluindo administradores hospitalares, gestores operacionais, profissionais de saúde, enfermos e seus acompanhantes.   
  
O seu estudo pode colaborar em diferentes momentos de um projeto de um estabelecimento de saúde. No momento de concepção pode se utilizar dos elementos da ambiência: morfologia, cinestesia, cor, iluminação, ventilação, arte, dentre outros, considerados pela Cartilha de Ambiência do HumanizaSUS, do Ministério da Saúde. Também deve considerar os conceitos para uma antropometria aplicada nos requisitos do projeto, que são direcionados para a tarefa, segurança, conforto, estereótipo popular, envoltórios de alcances físicos,  postura e aplicação de formas e materiais. 
As ações de manejo são consideradas pela ergonomia envolvendo o sistema de comunicação e informação do usuário: tátil, visual, auditivo, cinestésico, de vibração, códigos visuais, fatores aromáticos, morfológicos, tipos gráficos e tecnológicos. Aprecia as ações de percepção, que são relativas aos movimentos realizados pelos atores dos espaços, considerando as diversas partes do corpo humano (braços, mãos, pés, dentre outras), que necessitam de um arranjo espacial para o manuseio operacional. Outros elementos podem ser considerados na sua concepção, dependendo da atividade a ser realizada. Todas essas características contribuem para que o ambiente hospitalar proporcione a todos um local diferenciado, ou seja, que ofereça um atendimento humanizado e seja seguro.  

Entre os principais parâmetros adotados pela ergonomia para proporcionar o conforto térmico, acústico e lumínico nos espaços assistenciais de saúde estão: 

- Para os locais de trabalho que realize atividades que demandam o uso do intelecto e de atenção constantes, ela destaca a necessidade de parâmetros à temperatura efetiva (entre 20ºC e 23ºC), a umidade relativa (não inferior a 40%) e a velocidade do ar (não superior a 0, 75 m/s), ao ruído (de acordo com a NBR 10152) e a iluminância (de acordo com a NBR-5413) nos locais de trabalho. Além disso, a Resolução - RE nº 176 de 24 de outubro de 2000 recomenda que a renovação de ar mínima é de 17 m3/hora/pessoa, procurando evitar uma grande concentração de CO2;  

- Quanto aos níveis de ruído, que não contemplam a NBR 10152, a NR-17 para o conforto acústico indica 65 dB(A) e a curva de avaliação de ruído (NC) de valor não superior  a 60 dB; 

- Ao nos referirmos à iluminação, a NR-17 considera os valores de iluminância estabelecidos na NBR-5413 – iluminância de interiores, que orienta as medições médias mínimas adequadas nas estações de trabalho. A RDC-50 reforça que o conforto luminoso a partir da fonte natural deve seguir as orientações da NBR-5413 e que é fundamental observar os ambientes que demandam obscuridade. A ergonomia entende que o sistema de iluminação, a escolha do tipo de lâmpada e a distribuição das mesmas devem considerar as características do trabalho que será executado num determinado espaço. 

Embora o método introduzido no Brasil, busque compreender a atividade para transformá-la, com a voz ativa do trabalhador compreendemos que ainda são realizados trabalhos com uma perspectiva que muito valoriza muito o enfoque técnico e pouco considerando as variadas características do trabalho humano. Por isso, não adianta elaborar um produto com um belo design, se este não contempla as necessidades de quem irá utilizá-lo. 

A ergonomia deve apreciar a dimensão coletiva do trabalho, compreender fenômenos fisiológicos, cognitivos, psíquicos e sociais do qual o trabalhador se utiliza para realizar a tarefa. Quando observamos o hospital contemporâneo, encontramos um organismo complexo, com vários novos segmentos que se inter- relacionam e que requerem novos profissionais que trazem novas especializações que possam agregar informações que enriqueçam e facilitem as concepções, as montagens e as manutenções.  

Portanto, recomenda-se que no processo de concepção dos espaços, das máquinas e dos produtos, os ergonomistas continuem cada vez mais compondo as equipes multiprofissionais, que podem tentar evitar modificações futuras que acarretem gastos nada generosos aos gestores dos ambientes de saúde.

*Iraí Borges de Freitas é Pedagogo, Professor Peaquisador da FIOCRUZ-Epsjv-labman, Mestrando em Desenvolvimento Local pela Unisuam com Especialização em ergonomia pela UFRJ/Coppe - Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia e Especialização em ergonomia e usabilidade pela PUC – Pontifícia Universidade Católica. É coautor do livro ‘Ergonomia no Ambiente Hospitalar’. Atualmente ocupa o cargo de Coordenador de Relações Institucionais da ABDEH - Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

13° SALÁRIO PODE AJUDAR NA COMPRA DA CASA PRÓPRIA

Mais de 82 milhões de brasileiros vão receber o 13° salário. Ao todo, o abono deve injetar R$ 143 bilhões na economia. Que tal reservar o dinheiro extra para realizar o sonho da casa própria? O rendimento adicional pode contribuir para pagar as prestações em atraso do imóvel, adiantar as parcelas ou até mesmo dar entrada e quitar o financiamento. Mas antes de usar a quantia, a AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências alerta que é importante avaliar o investimento.

De acordo Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o recebimento do 13° salário deverá colocar na economia brasileira R$ 143 bilhões. O abono será pago para mais de 82 milhões de trabalhadores e aposentados. O rendimento adicional será, em média, R$ 1.740. O montante equivale quase 3% do PIB – Produto Interno Bruto do País. As empresas têm o prazo de até o dia 30 de novembro para quitar a primeira parcela da gratificação de Natal. Já a segunda deve acontecer até o dia 20 de dezembro.

Com dinheiro em mãos, os brasileiros começam a planejar do que fazer com a quantia extra. Segundo Marco Aurélio Luz, presidente daAMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, há várias opções de como investir o 13° salário, contudo é essencial ter cautela. Você já pensou que este pode ser um bom momento para juntar o dinheiro para dar a entrada da compra de um imóvel? Também pode servir para pagar prestações em atraso, adiantar as parcelas ou quitar o financiamento. A bonificação ainda pode ser para quitar a parcela da entrega das chaves e arcar com gastos adicionais do bem, como: o ITBI – Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis, o registro da escritura, certidões emitidas pelo cartório, reforma ou aquisição de móveis.

O presidente da AMSPA aconselha que antes de fazer o investimento, é fundamental reunir a família e colocar as contas na ponta do lápis. “Somente assim é possível definir qual é a melhor solução, o que inclui avaliar o custo/benefício, além de verificar se as prestações não vão comprometer mais do que 30% da renda familiar. Outra precaução é pedir uma planilha do banco com a projeção de todas as parcelas do financiamento, incluindo as taxas extras e os seguros que compõem a prestação.”, reflete.

Se a opção for usar o 13° salário para dar entrada na compra da tão sonhada casa própria, Marco Luz recomenda atenção: “O dinheiro extra, junto com as economias, caso haja, pode ser útil na diminuição do valor do financiamento. Mas é preciso tomar cuidado com as artimanhas das construtoras que utilizam vários meios para tentar fechar o contrato. Por isso, é fundamental avaliar com calma porque, em muitos casos, o compromisso de pagar as parcelas chega até 35 anos”, esclarece. “Nos casos da compra de imóvel na planta, deve-se evitar quitar o bem na hora de fechar o negócio, pois é uma forma de se proteger quanto ao atraso da obra. O momento ideal para liquidar a dívida é após receber as chaves”, acrescenta.

Para Luz, quem pretende pagar as prestações que estão para vencer fará uma boa alternativa. “Usar a gratificação de Natal na amortização antecipada, reduzirá o saldo devedor e, consequentemente, provocará o recálculo da prestação e diminuirá as parcelas futuras”, afirma. Já nas situações para quitar o financiamento, Marco recomenda negociar com a financeira e pedir um desconto do valor ou abater os juros.

Outra opção é usar o dinheiro extra para pagar as parcelas atrasadas e evitar a perda da casa própria. No SFH – Sistema Financeiro da Habitação, após a falta de pagamento de três prestações, o dono do imóvel é notificado por escrito. Se não quitar o débito, perderá o bem, mas poderá recorrer à Justiça. Já no SFI – Sistema Financeiro Imobiliário, se o atraso for superior a 30 dias, o mutuário é intimado a pagar via Cartório de Registro de Imóveis. Caso não o faça no prazo de 15 dias, o banco imediatamente tomará a posse do bem e o levará ao leilão extrajudicial, situação na qual o comprador não tem direito à qualquer defesa.

Outros custos

Marco Aurélio Luz ressalta que é importante reservar parte do 13º salário para manter um fundo de reserva, que servirá para pagar despesas extras, que inclui o IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano do imóvel, o ITBI – Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (que gira em torno de 2% sob o valor do imóvel, dependendo do município), o registro da escritura (que garantirá a propriedade como sendo do novo comprador que é cobrada em media de 1%) e as certidões emitidas pelo cartório, ambas são cobradas de acordo com o valor do bem.

Além dessas taxas, no caso do imóvel que for financiado, o adquirente deve custear o serviço do despachante, valores de seguros e taxas sobre a avaliação do imóvel e das documentações e o 13º é bem vindo. O abono também pode ser uma boa solução para os gastos com o pagamento da parcela das chaves, na reforma do imóvel e na compra de móveis.

Seja qual for a opção para usar o 13º salário, lembre-se que um bom planejamento é fundamental para começar 2014 sem dívidas e, principalmente, manter as prestações do financiamento em dia.

SERVIÇO:
Os mutuários podem recorrer à AMSPA para obter mais esclarecimentos. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (11) 3292-9230 ou comparecer em uma das unidades da entidade. Os endereços e mais informações podem ser encontradas no site: www.amspa.org.br.