sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Manufatura Avançada é tema de reunião do Conselho de Tecnologia


Empresas que participaram do projeto tiveram a oportunidade de partilhar a experiência de como foi criar uma fábrica inteligente

Para avaliar os resultados do Demonstrador de Manufatura Avançada, apresentado de forma inédita na FEIMEC 2016, as empresas realizadoras se reuniram no dia 30 de junho, na sede da ABIMAQ, em reunião conjunta com o Conselho de Tecnologia.

FishBowl 

De forma inovadora, as empresas colocaram seus depoimentos no formato Fishbowl, em que a sala é organizada com cinco cadeiras em formato circular, sendo que as discussões são feitas por quatro participantes, que se sentam nas cadeiras centrais. Há uma cadeira livre na sessão, para que seja ocupada por algum espectador que quiser participar da discussão.

Assim, os convidados da reunião do conselho apresentaram seus pontos de vista sobre as suas participações e dificuldades encontradas, após a realização do projeto. 

As empresas destacaram que colocar em funcionamento uma fábrica inteligente em uma feira, em um tempo tão curto, foi um marco, pois provaram que a engenharia brasileira tem competência e flexibilidade para implementar soluções com o conceito da indústria 4.0, envolvendo toda a cadeia produtiva e empresas concorrentes, quando desafiada.  

Foram unânimes as afirmações sobre a importância da equipe de Tecnologia da ABIMAQ ter tido a iniciativa e a coordenação de um projeto dessa envergadura e complexidade. Foi relatado ainda que as articulações que a entidade promove são fundamentais para criar um ambiente em que as empresas sejam estimuladas a investir em tecnologias ou conceitos ligados à Manufatura Avançada. 

Palestras 

Samantha Cunha, economista e analista de Políticas e Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apresentou uma pesquisa sobre a indústria 4.0 no Brasil. 

O levantamento realizado com 2.225 empresas identificou que menos da metade delas utiliza uma das 10 tecnologias digitais (48%). O baixo conhecimento é um dos entraves à utilização.  Entre as pequenas empresas, o desconhecimento é maior (43%) e o uso menor (25%). Nas indústrias de médio e grande porte, respectivamente, o índice de conhecimento é de 53% e 67%, enquanto que o percentual de utilização é 42% e 63%. 

Bruno Soares, coordenador de Manufatura Avançada da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), apresentou a necessidade da elaboração de diretrizes para políticas e estratégias para o desenvolvimento da indústria 4.0 no Brasil. 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Subsecretário de Mineração participa de reunião da CSCM


Segurança de barragens de mineração foi o assunto apresentado por José Jaime Sznelwar às associadas da Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos para Cimento e Mineração


“Fazem-se necessárias ações direcionadas e eficazes para tratar da segurança de barragens de mineração no Brasil”. Essas foram as palavras de José Jaime Sznelwar, subsecretário de Mineração da Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, durante a reunião da Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos para Cimento e Mineração (CSCM), no dia 30 de junho, na sede da ABIMAQ.   

Sznelwar apontou as seguintes necessidades para minimização de risco de barragens de mineração e da indústria de transformação mineral:  

- Elevar o patamar tecnológico das empresas de mineração; 

- Aprimorar o monitoramento das barragens;

- Difundir os processos de tratamento mineral a seco e/ou com a utilização de quantidades menores de água;

- As pequenas minerações necessitam de um acompanhamento e apoio técnico mais efetivo.

União 

Para o subsecretário, a abertura de diálogo entre a secretaria e as empresas é de grande valia. “Os fabricantes de equipamentos fazem parte da cadeia produtiva de mineração. Sem fabricantes, não existe atividade mineral”. 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Reúso da água é tema de reunião do Conselho de Saneamento Ambiental

Desafios para política nacional de recursos hídricos foi um dos assuntos destacados por especialistas

Para discutir sobre a importância do reúso da água, Percy Baptista Soares Neto, coordenador da Rede de Recursos Hídricos da Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), João Paulo Papa, deputado federal, Mônica Porto, secretária adjunta da Secretaria de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, e Alceu Segamarchi Júnior, secretário nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, participaram da reunião do Conselho de Saneamento Ambiental, no dia 11 de julho, na sede da ABIMAQ. 

Para Neto, fazer a informação circular e alinhar posição são os desafios para uma política nacional de recursos hídricos: “É preciso criar quadros de referência comuns e mudar a imagem frente à questão ambiental em um setor heterogêneo”.

Já Mônica espera que a norma sobre o reúso da água seja a primeira de uma sequência: “É necessário que tenha uma atuação mais regulamentada e sirva de um piloto de teste, inclusive para a questão de operação de custo, das dificuldades de implementação da norma, entre outras ações”.

Providências 

Júnior relatou que a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental contratou uma consultoria que vai cuidar da questão do reúso da água. 

Papa frisou que o tema reúso é da maior relevância na câmara. “Nós estamos debruçados sobre o assunto e com disposição suficiente para avançarmos naquilo que for necessário”. 

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Oportunidades de negócios são apresentadas em reunião do Conselho de Óleo e Gás

Associadas puderam conhecer as potencialidades oferecidas no município de Três Lagoas (MS)

Com as presenças de André Milton Denys Pereira, secretário de Desenvolvimento Econômico de Três Lagoas (MS), e de Pedro Celestino, presidente do Clube de Engenharia, o Conselho de Óleo e Gás realizou, no dia 13 de julho, reunião ordinária, na sede da ABIMAQ.

Na ocasião, Pereira apresentou às associadas oportunidades de negócios no município de Três Lagoas (MS). Ele citou que na cidade existe uma política de incentivos fiscais para as empresas que se instalarem na região: “É concedida a redução de 67% a 92% do saldo apurado de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), isenção do Imposto Sobre Serviços (ISS), durante a implantação de qualquer empreendimento industrial, e é entregue uma área para os processos industriais”. 

O secretário pediu apoio da ABIMAQ a fim de ajudar na negociação com a Petrobras para o término da construção da fábrica UFN3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados). A entidade dispôs juntar forças, principalmente política, com o auxílio da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMAQ). 

Clube de Engenharia 

Pedro Celestino enfatizou a importância da retomada da Coalizão Indústria - Trabalho e de pontos colocados no documento intitulado “Compromisso pelo Desenvolvimento”, que foi entregue para Dilma Rousseff, então presidente da República, no fim de 2015. “O Brasil precisa se desenvolver para se manter íntegro. É preciso propor uma aliança ampla que envolva todos os setores do capital produtivo dizendo o que nós queremos”.  

Cesar Prata, presidente do Conselho de Óleo e Gás, disse que a entidade quer reativar o movimento: “Paramos por conta da crise política. Mas, ao retomarmos a coalizão, desejo que a diretoria do Clube de Engenharia faça parte para trazer novas ideias”. 

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Vice-presidente da CSBM é homenageado


Pelo trabalho realizado na Câmara Setorial de Bombas e Motobombas, Wagner Cipolla recebeu placa da diretoria da CSBM

“O Wagner Cipolla, vice-presidente da CSBM, sempre foi um líder na câmara. Conquistou toda nossa confiança e consideração”. Essas foram as palavras de Carlos Walter Martins Pedro, presidente da Câmara Setorial de Bombas e Motobombas (CSBM), durante cerimônia em homenagem a Cipolla, no dia 06 de julho, na sede da ABIMAQ. 

Nelson Reginato do Canto Junior, vice-presidente CSBM, enalteceu a contribuição que Cipolla trouxe à câmara. “Ele foi um dos responsáveis por mover a engrenagem da CSBM. Quebramos uma série de paradigmas e de situações graças ao desprendimento e envolvimento dele”. 
Na ocasião, Wagner Cipolla destacou o aprendizado que teve nos anos que atuou na câmara. “Vou levar todo conhecimento que adquiri com vocês para o resto da minha vida”.

José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, agradeceu ao empenho de Cipolla e abordou sobre as ações que a entidade está realizando para defender o setor de bens de capital.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Diretoria do Grupo de Trabalho para Postos de Serviços toma posse


Meta para o biênio 2016-2018 é buscar o fortalecimento dos fabricantes de máquinas, equipamentos e componente para postos e distribuidoras de combustível

“A nossa missão é lutar pela indústria nacional. É dessa maneira que vamos liderar a mudança de cultura no segmento de postos de serviços e abastecimento”. Com essas palavras, José Fernandes assumiu a coordenação do Grupo de Trabalho de Máquinas e Equipamentos para Postos de Serviços e Soluções de Abastecimento (GT-MEPS), no dia 14 de junho, na sede da ABIMAQ. 

Para Fernandes, o objetivo do grupo é inovar com tecnologia, sistemas e soluções sustentáveis que visem ao crescimento do mercado: “A ABIMAQ vai nos ajudar a profissionalizar esse segmento de maneira ética, correta e técnica com o intuito de defender os interesses do setor”.

Cesar Prata, vice-presidente da ABIMAQ, ressaltou a importância da criação do GT-MEPS: “A formação do grupo é significativa não apenas aos membros que acompanham, mas para a entidade, pois aumentará a representatividade da associação”.

Além de José Fernandes, a diretoria do GT-MEPS será composta pelos vice-coordenadores Lincoln Cesar Dalfre Lourenço, Sérgio Cintra Cordeiro, Hector Trabucco, Carlos Alberto Zeppini e Eduardo Gonçalves. 

Presenças

Itamar Borges, deputado estadual, Luiz Fernando Chaves, do Instituto Ambiental Ong, Cesar Guimarães, do SINDICOM, Celso Guilherme, da FECOMBUSTÍVEIS, Sérgio Andreta, da FIESP, e Genaro Maresca, do SINCOPETRO, participaram da cerimônia de posse do GT-MEPS.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Óleo e Gás: ABIMAQ participa da OTC 2016


Durante o evento, a entidade se reuniu com autoridades e associadas

Cesar Prata, presidente do Conselho de Óleo e Gás da ABIMAQ, representou a entidade em mais uma edição da Offshore Technology Conference (OTC), que ocorreu entre os dias 02 e 05 de maio, no NRG Park, em Houston/Texas, nos Estados Unidos.

Para Prata, o Conteúdo Local, como de costume, foi inadequadamente apontado como um dos  responsáveis pelos insucessos nos empreendimentos em O&G no Brasil: “Esquecem-se que a forte concentração de encomendas nas mãos de poucas empreiteiras, aliada a um gerenciamento ineficaz, gerou os atrasos e os sobrepreços apontados pela Lava-Jato”.

Segundo ele, “lideres do IBP e ANP, no entanto, adotaram expressões cuidadosas para se referirem ao tema.  Mencionaram a necessidade de se  ‘flexibilizar’, ‘evoluir’ ou ‘aprimorar’ as regras de Conteúdo Local, sem afirmarem com clareza o que de fato pretendem”.

Prata afirmou que “ficou nítida a dificuldade de abordarem o assunto, sem declararem intenções de redução ou eliminação das demandas que protegem a todos aqueles que investiram e se instalaram no Brasil,  para atender aos falaciosos planos de investimento da Petrobras e as promessas do governo de manutenção de parte das encomendas no país”.

Reuniões

Durante o evento, Prata se encontrou com os presidentes da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) e do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), além de se encontrar com diretores da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da Petrobras, e de empresas associadas presentes.

A elevação do gás na participação da matriz energética global, a necessidade de foco em produtividade para viabilizar exploração de petróleo, mesmo com o preço baixo do barril, e as regras de Conteúdo Local foram alguns dos temas colocados durante as apresentações no congresso.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Sucesso de Conteúdo Local


Alberto Machado, diretor de Petróleo, Gás, Bionergia e Petroquímica, e Djalma Bordignon, presidente da Câmara Setorial de Válvulas Industriais (CSVI), estiveram na Brasbauer Equipamentos de Perfuração, no dia 31 de maio, para o lançamento da primeira sonda para perfuração de poços de petróleo fabricada no Brasil. 

Na ocasião, os representantes da ABIMAQ foram recebidos por Rolf Pickert, gerente geral da Brasbauer. O equipamento modelo PR 110 T1 com 2.500 m de capacidade de perfuração é fruto da joint venture formada pelas empresas Brasfond Fundações Especiais (brasileira) e Bauer Maschinen GmbH (alemã). 

A sonda atingiu 79,71% de Conteúdo Local, devidamente certificados pela ABS, empresa credenciada pela ANP. “Esse significativo percentual de Conteúdo Local foi alcançado com a participação de mais de 70 empresas nacionais desenvolvidas pela Brasbauer para fornecimento de componentes para a sonda, o que reflete a importância desse desenvolvimento para a indústria nacional”, ressalta Machado.

terça-feira, 12 de julho de 2016

CSVI realiza reunião itinerante


No dia 07 de junho, a Câmara Setorial de Válvulas Industriais (CSVI) realizou a 5ª reunião ordinária na empresa associada Micromazza, na cidade de Vila Flores (RS). 

No segundo encontro itinerante da câmara, estiveram presentes 25 representantes de 17 fabricantes de válvulas que discutiram os seguintes temas: FEIMEC, Conselho de Óleo de Gás, atualização dos dados sobre Custo Brasil, resultados da Agrishow 2016 e situação do setor. 

Após a reunião, os associados foram convidados para visitar a área fabril da empresa.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

NR-12 é tema de reunião com o ministro do Trabalho


No encontro com o ministro do Trabalho e Emprego, a ABIMAQ expôs sobre os danos causados ao setor de bens de capital para atender aos requisitos da norma

Para discutir os gargalos provocados pela NR -12 na atividade industrial, a diretoria da ABIMAQ e membros da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMAQ) foram recebidos por Ronaldo Nogueira, ministro do Trabalho e Emprego (MTE), no dia 31 de maio, em Brasília.

Para José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, a Norma Regulamentadora nº 12 (NR-12) vem provocando distorções e prejuízos ao segmento econômico: “Falta capacitação técnica dos fiscais do trabalho para analisarem o maquinário”.
O consultor da ABIMAQ, Lourenço Righetti, elencou outro problema verificado pela edição da NR-12: “Há uma falta de isonomia da legislação em relação ao maquinário produzido no Brasil e o importado. O governo brasileiro precisa estabelecer um requisito técnico para a liberação da entrada das máquinas trazidas de fora”.  

Segundo Velloso, o imbróglio poderia ser minimizado, caso seja feito um pré-requisito no SISCOMEX (Sistema Integrado de Comércio Exterior) para a liberação do equipamento importado. “Deve também ser colocada em andamento a proposta de criação do comitê interministerial para discutir os itens”. 

NR-12

Para Jerônimo Goergen, presidente da FPMAQ, é preciso haver uma avaliação ampla se o maquinário pode representar grave e iminente risco ao trabalhador. 

A ABIMAQ defende o corte temporal em 2010. Ou seja, as máquinas adquiridas depois de 2010 teriam obrigatoriamente de estar enquadradas na NR-12.  A entidade ainda defende uma revisão da norma. 

O ministro disse que ouvirá todos os setores envolvidos e que, neste primeiro momento, tem como missão harmonizar o ambiente trabalhista.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Seminário de Manufatura Avançada e VI Simpósio Internacional de Excelência em Produtos: Indústria 4.0 – Curto, Médio e Longo Prazo


Complementando o evento Demonstrador de Manufatura Avançada, a ABIMAQ e a VDI, com patrocínio do BNDES, da ABDI, do MCTI/CNPq e da Desenvolve SP, realizaram o seminário.

“A dedicação e a troca de informações de 22 empresas e mais de 150 técnicos fizeram com que fosse possível o desenvolvimento do projeto de Manufatura Avançada”, destacou José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ. 

Wilson Bricio, presidente da VDI-Brasil, destacou a importância do debate para o futuro da indústria brasileira: “Para que possamos atuar com sucesso no competitivo mercado atual, é essencial estar constantemente atualizado sobre as tendências tecnológicas e buscar compreender e atender às demandas de um mundo cada vez mais interconectado”.

João Emílio Padovani Gonçalves, gerente executivo de Política Industrial da CNI, e Jefferson Gomes, diretor regional do SENAI/SC e professor do ITA, ministraram palestra sobre "A situação da indústria no Brasil". Eles ressaltaram os desafios e os impactos com o desenvolvimento e a incorporação da Manufatura Avançada no Brasil. 

Já Rodrigo Custódio, diretor da Prática Industrial da Consultoria Roland Berger (Alemanha), abordou "O crescimento da indústria na Alemanha". Ele expôs a necessidade de intensificar as discussões sobre a Indústria 4.0 e a falta de profissionais qualificados, inclusive das empresas alemãs e americanas. 

Painéis

O Painel 1 tratou da "Indústria 4.0 - Aplicação na prática", com moderação de José Velloso e os painelistas Danilo Lapastini, vice-presidente da Hexagon; Edouard Mekhalian, diretor geral da KUKA Roboter do Brasil; Renato Buselli, vice-presidente da Siemens; Klaus Ellner, supervisor da Volkswagen do Brasil; e Alexander Pictorgros, da Lanxess GmbH.

Já o Painel 2 teve foco na "Indústria 4.0 - Desafios futuros" e foi moderado pelo professor Eduardo de Senzi Zancul, da USP, e teve os painelistas Chris P. Wittke, gerente geral da Mercedes-Benz do Brasil; Hans-Jürgen Klose, diretor da Staufen-Táktica; Paulo Roberto Santos, ?gerente regional de Produtos da Festo Brasil; José Rizzo Hahn, presidente da Pollux Automation; e Bruno Jorge Soares, coordenador de Manufatura Avançada da ABDI.

Ao término do painel, o professor da USP anunciou a aprovação da constituição de uma fábrica do futuro na universidade com objetivo de aprimorar o ensino e a pesquisa do assunto.

Encerramento

Luciano Coutinho, então presidente do BNDES, destacou que é preciso ter uma agenda para a Indústria 4.0 no Brasil: “É necessário estimular o avanço de tecnologias habilitadoras, fortalecer os institutos tecnológicos de ensino para responder ao anseio do setor privado e possuir uma indústria de bens de capital forte e saudável”. 

Coutinho acrescentou que o BNDES quer ser um parceiro de todas as horas no processo da Indústria do Futuro. 

Após a palestra, Coutinho conheceu o Demonstrador de Manufatura Avançada da feira.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Fator Acidentário de Prevenção Previdenciário é tema na ABIMAQ


Mais de 80 profissionais tiveram a chance de tirar suas dúvidas quanto ao seguro contra acidentes de trabalho

Para esclarecer as associadas sobre as mudanças do seguro de acidentes de trabalho e incentivar a melhoria das condições de trabalho e saúde do trabalhador, a ABIMAQ, em parceria com a ABINEE - Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, promoveu a palestra “Fator Acidentário de Prevenção Previdenciário - Gestão e Redução de Custos”, em 10 de maio, na sede da entidade. 

André Saraiva, presidente da ABINEE/SINAEES, destacou a importância da área de relações do trabalho para as empresas: “Não apenas no que tange aos aspectos do cumprimento da lei e da legislação, mas também cria mecanismos para que possamos encontrar formas e meios de gestão aplicada e tornar as empresas mais rentáveis, competitivas e seguras”. 

Paulo Cesar Almeida, coordenador do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), ministrou palestra sobre “O Seguro contra Acidentes de Trabalho no Brasil: RAT (Riscos Ambientais de Trabalho) e FAP (Fator Acidentário de Prevenção)”. 

Almeida também esclareceu a possibilidade de reduzir em até 50% a taxa na folha de pagamento das empresas com menos acidentalidade e do risco do aumento em até 100% do encargo, no caso de estabelecimentos com mais ocorrências acidentárias. 

Marco Antônio Perez, diretor de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do MTPS, abordou “A Caracterização da Natureza Acidentária da Incapacidade para o Trabalho no Brasil: Conceito de Acidente de Trabalho e Nexos Técnicos”. Para ele, o modelo de perícia no Brasil está esgotado e precisa ser repensado. 

quinta-feira, 9 de junho de 2016

ABIMAQ participa de Audiência Pública em Brasília


O objetivo do encontro foi debater a retomada do crescimento econômico e a geração de emprego e renda

“A economia brasileira está doente. Se não soubermos identificar os motivos que ela está doente, nós não conseguiremos resolver os problemas do país”. Essas foram as palavras de José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, durante Audiência Pública, realizada no dia 26 de maio, em Brasília, pela Comissão de Direitos Humanos (CDH).

Para Velloso, há um entendimento de que os problemas do Brasil decorrem dos excessivos gastos públicos e do déficit fiscal crescente: “Existem outros fatores que agravaram a situação econômica do Brasil. Podemos citar, dentre tantos, o sistema tributário, a insegurança jurídica, a educação de baixa qualidade, a infraestrutura deficiente, a legislação capital-trabalho e os juros de agiota”. 

Segundo ele, a retomada do crescimento exige a atuação do governo em várias frentes: “É preciso atacar tanto os problemas estruturais quanto os conjunturais. A superação da crise passa obrigatoriamente pela retomada do crescimento, sendo que as exportações, os investimentos em infraestrutura e a irrigação do capital de giro das empresas são os instrumentos indispensáveis”. 

Para o presidente executivo da ABIMAQ, também é essencial ter uma política cambial que defenda um câmbio competitivo e adote uma taxa de juros de curto prazo neutra em relação à inflação, haja a desoneração total dos investimentos e faça a reforma do ICMS: “A adoção dessas medidas irá reverter as expectativas, permitindo ao Brasil voltar a crescer, o que, rapidamente, sanaria os déficits fiscais, dando fôlego ao país para completar as reformas necessárias e tempo para poder esperar o efeito das ações de médio e longo prazo”.

Agradecimento 

O senador Paulo Paim (PT/RS) ressaltou as contribuições que Velloso trouxe em sua apresentação: “Ele teve a precaução de fazer críticas, ao mesmo tempo em que apontou caminhos para o Brasil sair da crise”. 

Participantes 

Luís Fernando Mendes, economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC); José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST); e Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), também participaram da Audiência Pública.