sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Perspectivas e ações para retomada da indústria pós-pandemia são debatidas por representantes da PwC

Webinar contou com participação de mais de 400 expectadores 

Como será a retomada das indústrias no ‘novo normal’? Quais desafios? Como vamos sair da crise? E os cenários de curto e médio prazo? Esses e outros questionamentos foram analisados em live promovida pela ABIMAQ com representantes da consultoria PwC Brasil, no dia 06 de julho.



A abertura da webinar foi feita por José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, e José Menghini, Sócio da PwC Brasil e membro do Conselho Superior da ABIMAQ. 

Marcello Mussi, Sócio da consultoria estratégica da PwC Brasil, analisou a situação da economia com enfoque na indústria. Ele mostrou três cenários possíveis de impacto e de retomada. 

Um deles é o V que tem o período de lockdown limitado a um mês, impacto de choque na economia como um todo seguido por recuperação rápida e completa e queda moderada do PIB de 5,5%. 

Já o U, o período de lockdown é de até 2 a 3 meses, apresenta uma recessão sustentada com retorno ao nível anterior do PIB após vários trimestres e queda severa do PIB de 8,5%. 

E por último, o cenário L que tem período de lockdown até o final de agosto, impacto drástico na economia e recessão prolongada, ameaças ao sistema monetário financeiro e queda drástica do PIB de 11%. “Serão necessários de 3 a 6 anos de crescimento para recuperar a queda do PIB de 2020. A “cura econômica” pode levar 4 anos”. 

Para Mussi, o Brasil dificilmente sairia do cenário V porque a máquina da economia brasileira é pouco lubrificada, é burocrática, capital caro e tem muita dificuldade para investimento, ou seja, uma máquina difícil para retomar. 

Marcello Mussi expôs que a PwC Strategy& acredita que existem cinco dimensões (1. vendas e distribuição, 2. produção e logística, 3. força de trabalho, 4. investimentos e fluxo de caixa e 5. impactos econômicos, políticos e sociais) que devem ser analisadas para avaliar os impactos do Covid-19. “Cada uma destas cinco dimensões estratégicas terão impactos importantes na operação das empresas. No entanto, alguns setores como indústrias de transformação, saúde, educação e turismo, serão mais afetados que outros”. 

Segundo Mussi, a estratégia correta para retomada deve ser calibrada de acordo com a sensibilidade do setor. “Cada uma deve observar seus impactos previstos para definir a melhor estratégia de recuperação pós-Covid. Com base em nossas plataformas estratégicas propomos que as empresas observem 5 prioridades em seus negócios: rever eficiência operacional, reforçar a estratégia, expandir diferenciais, moldar a cultura e otimizar custos. Setores resilientes devem manter sua estratégia e focar em sua transformação de longo prazo. Segmentos com retomada longa devem ter seus líderes capturando oportunidades orgânicas e inorgânicas. Áreas com alto impacto no caixa vão precisar de excelência na gestão de caixa. Já setores altamente impactados e retomada lenta devem rediscutir a visão estratégica fim a fim”. 

Mussi reforçou que a retomada das empresas, cada uma alavancando suas prioridades, deve acontecer em três ondas (imediata, médio prazo e longo prazo). “Para superar a crise atual, é necessário um sólido controle sobre caixa e liquidez, produzindo insights que tornem a tomada de decisões eficazes e as operações financeiras estáveis para, depois, se reposicionar e transformar sua organização”. 

Perspectivas e ações para a retomada do setor

Leonardo Dell’Oso, sócio líder de Deals da PwC Brasil, colocou que a continuidade dos negócios requer foco na gestão financeira e manutenção das fontes de recursos. “Para isso, a empresa deve incluir gestão e preservação de caixa; reestruturação financeira e captação de dívida; venda de ativos não essenciais; otimização tributária; busca de investidor (fusões e aquisições); e preparação para recuperação judicial. 

Com relação as fusões e aquisições, Dell’Oso disse que o processo é complexo, extenso e multidisciplinar exigindo a coordenação das diversas atividades simultaneamente. “É necessário planejamento societário e tributário ao longo de todo o processo; foco deve ser sempre a geração de valor aos sócios; avaliar os impactos contábeis, financeiros e tributários na empresa investidora; e pensar na preparação, estratégia e plano de trabalho”. 

De acordo com Leonardo Dell’Oso, no pós-crise espera-se crescente movimento inorgânico das empresas para fusões e aquisições devido à necessidade de sua sobrevivência, recomposição de caixa, escassez de crédito ou crédito muito caro, Real desvalorizado, taxa de juros nos investimentos em baixa histórica, Fundos de Private Equity (investimento) muito capitalizados, queda significativa no valor dos negócios e alta liquidez no mercado –incentivos governamentais”.

RETORNO DAS ATIVIDADES

Norberto Tomasini, sócio da PwC Brasil e especialista em sistemas de soluções digitais, afirmou que a retomada de atividades no período de recuperação pós- pandemia é afetada por seis áreas de resposta: instalações físicas, força de trabalho, gestão de crise e operações, tecnologia e cyber, finanças e Liquidez, clientes e marca. “Além disso, devemos responder requisitos como informações geolocalizadas, controle de protocolos de saúde em larga escala, mecanismo de rastreamento focado por vigilância ativa altamente proativa, resposta mais rápida aos relatórios, implantação pronta para escala populacional e sem contato”. 

Tomasini destacou a solução chamada Virtual Health Assistant, que é um aplicativo para monitorar a força de trabalho no mundo pós-Covid por meio do WhatsApp integrado com geotagging (processo de adicionar dados de identificação geográfica para diversos meios de comunicação com a finalidade de fornecer recomendações personalizadas). “Com esse sistema inteligente, os empresários conseguem checar diariamente a situação de saúde dos colaboradores, criar protocolos de atendimento, ter visão do risco trabalhista e comprovar que a empresa está fazendo controle dos trabalhadores e dando condições de atendimento atendendo os protocolos de saúde”.
 

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

A importância do investimento em infraestrutura é abordada na webinar com Arnaldo Jardim

Lei de Concessões, novo marco do saneamento básico, proposta de debênture para investimento em infraestrutura e o papel da indústria para retomada foram alguns dos temas discutidos com Arnaldo Jardim, deputado federal



“A retomada estruturada do crescimento só virá com a mudança do patamar dos investimentos em infraestrutura”, afirmou Arnaldo Jardim, deputado federal, durante Webinar – Covid-19: A Transformação da Economia, promovida pela ABIMAQ e o SINDIMAQ, no dia 20 de julho. O evento online contou com a participação de José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, Estela Testa, presidente do Sistema Nacional das Indústrias de Equipamentos para Saneamento Básico e Ambiental (SINDESAM), e Venilton Tadini, presidente executivo da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB). 

Arnaldo Jardim frisou que nesse contexto atual da pandemia temos um grande desafio de fortalecimento da indústria e da atividade econômica. “Na União Europeia, por exemplo, foram aprovadas cinco diretrizes para a retomada do crescimento: 1) Prioridade na questão da digitalização da economia. 2) Não fechar ao comércio global. 3) Grande esforço para área sanitária e de resíduos. 4) Adotar mais o uso da energia renovável 5) Introduzir definitivamente o conceito da sustentabilidade. Todos esses tópicos vêm de encontro com a pauta defendida pela Frente Parlamentar em Defesa da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMAQ) junto ao Congresso Nacional”. 

O deputado citou que está dialogando com Poder Legislativo a revisão de dois temas. Um deles é o ajuste da legislação da Lei de Concessões que é importante ao permitir Estado e municípios fazerem Parcerias Público-Privadas (PPP’s). O outro é atenção ao funcionamento dos fundos de investimentos em infraestrutura. 

Com relação ao marco legal das concessões e PPP’s, Arnaldo Jardim expôs três conceitos básicos presentes nele. O primeiro é referente ao contrato vivo com prazo variável ao qual foi pedido o aumento de 30 anos para 50 anos no seu reequilíbrio econômico e financeiro. O segundo é poder concedente para construir a proposta de concessão e fiscalizar o contrato para sua execução, ou seja, evitar a superposição de atribuições o que é um convite ao conflito que traz insegurança e até mesmo a sua judicialização. O terceiro é a simplificação e a desburocratização dos contratos.

Estela Testa ressaltou que as 100 empresas do setor estão eufóricas por causa da aprovação do marco legal do saneamento básico. “Nós entendemos que muitos desses investimentos vão passar pela Lei das Concessões, então é interessante estarmos participando desses novos projetos que vão existir até 2033”. 

Projeto de Lei 2646/20

O parlamentar acrescentou que foi apresentado para a Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 2646/20 que cria um novo instrumento financeiro, chamado de debêntures de infraestrutura, para financiar projetos nas áreas de infraestrutura e de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). Ele explicou que com a provação da medida poderão emitir as debêntures de infraestrutura as concessionárias de serviço público, como companhias de telecomunicação e energia elétrica, e sociedades de propósito específico (SPEs), ou seja, são destinadas a investidores institucionais, como fundos de pensão, diferentemente das debentures incentivadas, que tem o foco nas pessoas físicas. Além disso, a companhia emissora das novas debêntures receberá incentivo fiscal, diferente das debêntures incentivadas, em que o benefício é dado ao investidor que compra os títulos emitidos.

“O Projeto de Lei 2646/20 caminha paralelo com a proposta da nova Lei Geral de Concessões é e importante alternativa para ajudar na retomada do crescimento da economia brasileira”, completou Arnaldo Jardim. 

Venilton Tadini também concordou que recuperação deve ser pelo investimento. “Ela ocorre quando existe reversão de expectativas por meio do investimento do Estado. É preciso que tenhamos clareza num projeto de desenvolvimento aonde o investimento público tem sim um papel fundamental, principalmente numa recessão que estamos vivendo, e não esperar do setor privado em um prazo relativamente curto retome o investimento, pois o empresário está ainda ‘lambendo suas feridas’ no ajuste da crise”. 

Projeto de Lei Complementar 459/2017

O presidente executivo da ABDIB pediu para Arnaldo Jardim verificar sobre o Projeto de Lei Complementar 459/2017 (esclarece procedimentos para operações de securitização da dívida tributária renegociada dos entes públicos). “Sua aprovação poderia gerar de R$ 30 a 40 bilhões de receita do governo federal. 

O deputado disse que é importante a manifestação de associações, como a ABIMAQ e a ABDIB, para propor a prioridade na votação do PLP 459/2017 ou outras medidas essenciais para a indústria juntos as lideranças da Câmara e do Senado.

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Avanços e obstáculos para a Mineração do Futuro são abordados em evento com participação da CSCM


Live contou ainda com a participação de representantes da FIEG, FIEB, FIEMG e FIEPA, além do Flávio Ottoni Penido, diretor presidente do IBRAM 



Rodrigo Franceschini, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos para Cimento e Mineração (CSCM) da ABIMAQ, participou no dia 16 de julho do painel: Avanços e obstáculos para a Mineração do Futuro da live e-Mineração, organizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).

Franceschini expôs que o Brasil tem uma representatividade mineral muito forte, mundialmente falando, mas que ainda precisa fazer alguns ajustes para ter um status mineral forte. “É necessário que as mineradoras tenham uma visão mais ampla, não só da porta para dentro, mas também da porta para fora, olhando as comunidades. Além disso, as empresas do setor precisam de tecnologia de processamento mineral. Apesar de boa parte delas terem, mas ainda tem mineradoras no Brasil que possuem um parque instalado desatualizado, tecnologicamente falando, e isso impede que o Brasil se torne uma potência mineral’. 

O presidente da CSCM ressaltou que a indústria de máquinas e equipamentos é apoiadora da mineração. “É uma simbiose muito importante que precisa ser preservada. Então, à medida que a mineração cresça e não olhe só da porta para dentro, mas traga consigo da porta para fora, ou seja, olhar a sociedade, a questão ambiental e a cadeia de fornecedores, isso sim vai trazer autonomia para o Brasil e a independência estratégica, ajudando inclusive a reduzir as desigualdades sociais no país e facilitando para que as empresas possam, não só ficar aqui na região sudeste, mas que elas possam estabelecer bases nas demais regiões do país”.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Ações para retomada da economia são ressaltadas pelo presidente do BNDES

O trabalho do BNDES frente à pandemia e para saída da crise, além do seu papel no novo formato de financiamento e garantias às exportações foram alguns dos temas abordados por Gustavo Montezano e equipe do banco na webinar promovida pela ABIMAQ e o SINDIMAQ 


“O crédito às empresas não flui de forma satisfatória, mas ainda que a concessão de empréstimos fosse suficiente, apenas ajudaria as empresas a fazer a travessia, mas não criaria demanda. A única medida que está ajudando é o auxílio emergencial que, com todas suas dificuldades, está sustentando um mínimo de demanda. Entretanto, este auxílio irá acabar, ou será fortemente reduzido, o que eliminará, a curto prazo, seus efeitos. As falências e recuperações irão se multiplicar e muitos pequenos negócios irão desaparecer. Os estragos, no setor produtivo e nos empregos, serão equivalentes aos de um país que perdeu a guerra”. Assim João Marchesan, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ e do SINDIMAQ iniciou a webinar com Gustavo Montezano, presidente do BNDES, realizada no dia 15 de julho. 

Participaram ainda do evento online José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, e equipe técnica do BNDES representada por Ana Costa, Marcelo Porteiro e Bruno Aranha. 

Ao ser questionado como o BNDES pode ajudar as empresas e a economia brasileira na retomada, Gustavo Montezano disse que o banco está trabalhando com três linhas de ação. A primeira é o teto de gastos. A segunda é a redução de Custo Brasil que deve passar pelas reformas administrativa e tributária. A terceira é a pauta de infraestrutura. 

Para Montezano, pensando a longo prazo a retomada do crescimento passa pela melhoria da infraestrutura, como a agenda do gás, do saneamento, reforma do setor elétrico, enfim uma série de agendas de reconstrução de infraestrutura e que vai puxar a atividade econômica junto com a construção civil. "E nessas agendas de infraestrutura atuamos em duas frentes complementares. Uma ter a possibilidade de financiar projetos por 25 anos com a nossa garantia de segurança para qualquer cenário. A outra é apoiar o governo federal e estadual na estruturação de seus projetos de infraestrutura”.

O presidente do BNDES ressaltou que em termos de política econômica e pública o governo migrou o foco de subsídio e incentivo fiscal da grande empresa para micro, pequeno e médio empresário. Ele também apresentou alguns números dos programas que o governo está colocando em prática. “O Pronampe, que é um programa de financiamento a microempreendedor com garantia de 100% da união, recebeu R$ 16 bilhões de orçamento. O programa emergencial de suporte ao emprego foi disponibilizado R$ 34 bilhões. O de acesso ao crédito emergencial foram colocados R$ 20 bilhões. Também foi concedido mais R$ 5 bilhões de crédito para o Programa Emergencial destinadas às micro, pequenas e médias empresas via empresas âncoras.   

Outro tema abordado foi quando o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) estará funcionando para as empresas. Montezano expressou que está na fase de aprovação. “A nossa expectativa é que seja aprovado no Senado nos próximos dias e depois vai à sanção presidencial. Quando aprovado, o FGI terá potencial de girar R$ 100 bilhões de crédito para micro, pequenas e médias empresas. Nós acreditamos que esse produto veio para ficar e possivelmente será usado no futuro como questão de política pública, pois melhora o risco da operação e faz aumentar a competição bancária”.

COMÉRCIO EXTERIOR

Quando perguntado como o BNDES pode apoiar as empresas na exportação, Montezano expôs que o Banco está participando de uma discussão sobre a reforma do sistema oficial de financiamento e garantias à exportação --  discussão esta liderada pela Secretaria Executiva da Camex com a participação de outros órgãos do poder executivo – e que tem o objetivo de reformatar a política e a máquina de financiamento e seguro de crédito para exportação. “Nós entendemos que sem um apoio oficial, os empresários encontrarão grandes desafios para competir internacionalmente. É necessário tornar o processo mais eficiente e adequado para o exportador brasileiro. Ainda não temos um modelo final, mas o objetivo e concluir essa revisão ainda este ano. 

Sobre o BNDES assumir o papel de gestão de seguro ao crédito para exportação no lugar da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), Montezano relatou que há uma possibilidade e que o Banco tem interesse em sua estratégia de atuar mais em seguros e fianças para o mercado internacional.

Máquinas 4.O

Marcelo Porteiro mencionou que o Finame Máquinas 4.0 já está operacional, mas que o de Serviços Tecnológicos 4.0 houve postergação da sua entrada por causa de decisão de priorização de colocar diversos produtos para o enfretamento da crise e das medidas emergenciais. “O Serviços Tecnológicos 4.0 já está novamente priorizado e muito em breve estaremos ofertando, pois entendemos a sua importância”.

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

ABIMAQ se reúne com Paulo Guedes, José Barroso Tostes Neto e Walter Souza Braga Netto

Reforma tributária e o aumento do Reintegra foram os principais temas abordados nas reuniões 

Com participação de entidades do setor industrial e José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, foi realizada, nos dias 10, 16 e 17 de julho, reuniões com Paulo Guedes, ministro da Economia, José Barroso Tostes Neto, Secretário Especial da Receita Federal do Brasil, e Walter Souza Braga Netto, ministro da Casa Civil da Presidência da República. Também estavam presentes na videoconferência de Paulo Guedes membros do Ministério da Economia composto por Carlos Da Costa, Secretário Especial de Produtividade e Competitividade, Daniella Marques, Chefe da Assessoria Especial e Gabriela Valente, Chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social. 

Segundo Velloso, Paulo Guedes e José Barroso Tostes Neto informaram que a proposta do governo para a reforma tributária será dividida em quatro etapas: 

1) Na data ele mencionou que a primeira seria enviada ao Congresso Nacional iria incluir a união do PIS com o COFINS em um IVA federal. Será um Projeto de Lei e não Projeto de Emenda Constitucional – PEC com transição imediata após sua aprovação. 

2) A segunda etapa do projeto será a transformação do IPI em um imposto seletivo, ou seja, será um imposto sobre o consumo de bens, visando inibir o consumo de produtos como cigarros, bebidas alcoólicas, entre outros que fazem mal à saúde. Em outras palavras, o IPI desaparece como é hoje e transforma-se em imposto monofásico com incidência em poucos produtos ou serviços. A alteração seria feita por lei ordinária e, portanto, não necessita de uma PEC;

3) A terceira etapa será a alteração do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ). Esse imposto deve desaparecer ou ter alíquota reduzida, e em contrapartida seria criado o Imposto sobre Dividendos. O IRPF deverá ter mais alíquotas, com impostos superiores aos atuais 27,5% para quem tem salários maiores. A ideia do governo é acentuar a progressividade do imposto. Para as rendas baixas será criado um IRPF negativo como forma de programa social batizado de Renda Brasil. Os valores das faixas ainda não foram definidos;

4) A quarta etapa será a mais polêmica, pois incluirá a proposta de desoneração da folha de pagamento, ou seja, eliminar ou diminuir a alíquota do INSS dos 20% sobre a folha mediante a criação do imposto ou contribuição sobre transições digitais. 

Quando questionado por Velloso como será a base arrecadatória ou o fato gerador do imposto, o ministro da Economia respondeu que ainda não pode responder a esta indagação.

O presidente executivo da ABIMAQ apontou na reunião o equívoco da não alteração do ICMS e do ISS uma vez que, em sua opinião, são impostos ruins. “O ICMS tem 27 legislações diferentes, é complexo, com várias alíquotas, seus créditos são físicos e não financeiros, geração de créditos com grandes dificuldades de serem efetivamente creditados, cobrança na origem e não no destino, o que abre margem para ‘guerra fiscal’. Isso sem falar que onera investimentos e exportações entre outros sérios problemas. Já o ISS também é ruim, pois é regressivo, cumulativo, onera exportações e investimentos. São impostos injustos”.

Velloso disse que na reunião foi colocada a insatisfação pela proposta inicial do Imposto ou Contribuição sobre Transações Digitais, pois poderá ser regressivos e/ou cumulativos. “Deixamos claro que o Brasil não aguenta mais o aumento da carga tributária, além de concordar com o governo que é um erro tributar o emprego porque decisão como essa poderá agravar ainda mais o desemprego e a informalidade. Já sobre a desoneração da folha manifestamos o apoio para que ela seja desonerada total ou parcialmente mais adiante”. 

NOVO TRIBUTO 

Com relação a criação de um novo tributo foi sugerido ainda que ele permita créditos. “As empresas formais que recolherem tributos federais como o IVA ou IBS teriam direito a créditos dos valores recolhidos na Contribuição de Transições Digitais. Já os demais contribuintes que não tiverem créditos seriam taxados por alíquota cheia. Deixamos claro que o importante é não haver cumulatividade e assim garantir a desoneração dos investimentos e exportações bem como as vendas para setores incentivados ou que gozem de regimes especiais, como de óleo e gás com o Repetro”, explicou Velloso. 

Para o presidente executivo da ABIMAQ, a criação deste tributo será de difícil aprovação no Congresso. “Lembramos que foi uma ‘sugestão’ nossa na reunião, pois não há como negociar com o governo algo que não tem esboço”. 

Velloso acredita ainda que o projeto da PEC 45 da Câmara Federal com melhorias contidas na PEC 110 do Senado Federal deve avançar.

REINTEGRA 

Paulo Guedes e José Barroso Tostes Neto sinalizaram na reunião ser contra qualquer melhoria no Reintegra. Eles justificaram que falta espaço no Orçamento da União, de não ter apresentação de novas receitas para fazer frente ao benefício e que trará risco de painel na OMC – Organização Mundial do Comércio contra o Brasil. 

“Contra argumentamos – explicou Velloso - que consideramos serem equívocos as afirmações de ambos. Os três argumentos são fracos, pois o Reintegra nada mais é do que a restituição de resíduos tributários que, indevidamente, são pagos e não restituídos ao exportador. Também se equivoca ao falar em risco na OMC porque vários países se utilizam deste dispositivo. Para ilustrar informamos que a China restitui 13% em ‘dinheiro vivo’ aos exportadores de máquinas e equipamentos (eram 17% até 2018). Saímos da reunião com a opinião de que será muito difícil que o governo mude de opinião. A saída será levar o tema ao Congresso e propor um Projeto de Lei. Estamos trabalhando na Coalizão Indústria”, esclareceu Velloso. 

CASA CIVIL 

Na reunião com Walter Souza Braga Netto, ministro da Casa Civil da Presidência da República, realizada no dia 10 de julho, também foi tratado temas como situação atual e perspectivas dos setores que compõem a Coalizão Indústria, Custo Brasil, e a questão dos problemas de acesso ao crédito das indústrias. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Ronaldo Ferraz Cury é reeleito presidente da CSMPAN


Com o apoio dos vice-presidentes Antonio Marco Tafaro (Brasforno), André Luiz Rosa Rezende (Pratica Klimaquip), Edinael Magalhães (Titã Eletrocomerciais), Francisco Fornasaro Neto (Top Taylor), Gilberto Poleto (Bralyx), Paulo Roberto Cavalcante (Pman) e Wolnei Garrido (Finamac), Ronaldo Ferraz Cury (Topema) liderará a CSMPAN nos próximos dois anos. Em entrevista ao Informaq, ele expõe o plano de trabalho da câmara, avalia gestão anterior e analisa situação do segmento na pandemia. Confira:



Como você analisa o atual momento do segmento?

Nosso setor foi o mais afetado pela crise do Covid-19, pois vendemos para bares, restaurante e hotéis. Mesmo com o delivery, esses segmentos não conseguem chegar no azul, o que complica para qualquer investimento. A exceção na área de food service é as vendas para supermercados.

Nesse momento de crise, não poderia deixar de mencionar o enorme apoio da ABIMAQ com a câmara no que diz respeito as ações com o governo para superarmos essa pandemia. Em especial cito a prorrogação da Medida Provisória 936 que foi convertida na Lei nº 14.020/2020 (amplia acordos de redução de jornada e salário, além da suspensão de contrato) porque dará um folego maior para os bares, restaurantes e hotéis, e por consequência irá ajudar as empresas da CSMPAN. (mais informações em matéria na páginas 10 e 11).
 
Quais ações pretende realizar no biênio 2020-2022 em prol das associadas?

Para o próximo biênio o nosso foco será sair da crise e voltarmos a crescer. Com os novos vice-presidentes de diferentes setores do food service tenho a certeza que o trabalho da câmara será muito facilitado.

Além disso, estamos focados em trazer mais empresas para nossa câmara. Também pensamos em realizar alguns Road Shows, isso claro, quando a pandemia passar. 

Pretendemos continuar trazendo palestrantes de diversas áreas para aprimorar o conhecimento de todos, estreitar ainda mais os laços da CSMPAN dentro da ABIMAQ, afinal somos novos e viemos da ABIEPAN - Associação Brasileira das Indústrias de Equipamentos, Ingredientes e Acessórios para Alimentos (surgiu em 1988 e em 2018 fez parceria com a ABIMAQ ao qual foi criada a CSMPAN). 

Mesmo com a pandemia conseguimos renovar convênio do projeto exportador com a Apex-Brasil no dia 17 de julho. O convênio terá duração de dois anos e as ações aprovadas contemplam a participação em feiras internacionais, rodadas de negócios no Brasil e no exterior, projeto comprador, capacitações na Comex para certificações internacionais e estudos de mercado. 

Como avalia gestão anterior e o trabalho da ABIMAQ?

A nossa primeira gestão foi muito empolgante. Fomos recebidos por todos da ABIMAQ de braços abertos. Nunca uma mudança tão grande é fácil, mas conseguimos fazê-la sem problemas.

A ABIEPAN é uma associação de mais de 30 anos que precisava desse empurrão. Hoje conseguimos interagir com os associados da ABIEPAN e da CSMPAN de forma simples e transparente. Essa união foi boa para todos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

ABIMAQ se reúne com o Secretário Especial Carlos da Costa e apresenta sugestões para o enfrentamento da crise


Reunião abordou os impactos das medidas adotadas pelo governo na busca de soluções para superar a conjuntura imposta pelo Covid-19

“Para a indústria de máquinas e equipamentos o pior já passou, que foi o mês de abril. Agora a tendência é de crescimento em todos os meses em comparação ao mês anterior, mas infelizmente não em relação ao ano anterior. A queda certamente será menor do que a antevista no início da pandemia, quando era prevista uma perda bem maior” ressaltou José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, em reunião online com Carlos Da Costa, Secretário Especial da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (SEPEC) do Ministério da Economia, realizada no dia 9 de julho.

Velloso sugeriu aumentar de 2 a 3 meses a possibilidade de as empresas usarem o lay-off ou a redução de jornada. “Embora vários setores estejam saindo da crise ou até mesmo não a enfrentaram, o que percebemos é que não existe uma homogeneidade no segmento, ou seja, existem empresas que ainda estão em uma situação muito ruim”. 

Carlos Da Costa informou que desde o início da crise, provocada pela pandemia, a tendência da SEPEC é ter medidas transversais e que a prorrogação das medidas trabalhistas – layoff e redução de jornada, sugerida pela ABIMAQ, é uma delas.

Da Costa referiu-se ainda sobre o Decreto que, naquele momento, estava para ser publicado.  (vide destaque abaixo).

MERCADO EXTERNO

Patrícia Gomes, diretora executiva de Mercado Externo, também presente ao encontro, disse que o governo precisa ter um olhar cuidadoso voltado para a área de defesa comercial pensando em dois aspectos: na imposição e na revisão de medidas. “Os processos de defesa comercial são extremamente longos, caros e de elevada complexidade. As empresas de setores fragmentados, como as da indústria de máquinas e equipamentos, têm muitas dificuldades em fazer uso dessas medidas”. Por outro lado, o setor é impactado por medidas antidumping em seus insumos, causando distorções na economia. Para minimizar o impacto, utiliza-se o processo de interesse público, que também é técnico, o que exige dados e informações para amparar a decisão do poder executivo. Neste ponto, o interesse público precisa ser preservado e fortalecido, para não alocar ônus nos demais elos da cadeia produtiva e a sociedade. 

No dia 14 de julho, o governo publicou o Decreto que prorroga por dois meses a suspensão dos contratos de trabalho e por mais um mês a redução de salários e carga horária de funcionários de empresas privadas.

O texto regulamenta a Lei 14.020, de 2020, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada no dia 7 de julho pelo Presidente da República Jair Bolsonaro, e que instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Importância da Reforma Tributária é destacada pela Coalizão Indústria para o presidente da Câmara dos Deputados


Agenda de Competitividade, Custo Brasil e Desoneração da Folha foram outros assuntos tratados na reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e os deputados federais Aguinaldo Ribeiro, Baleia Rossi e Marcelo Ramos

Representantes das associações que compõem a Coalizão Indústria participaram no dia 14 de julho, em Brasília, de reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e os deputados federais Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) - relator da Comissão Especial da reforma tributária, Baleia Rossi (MBD-SP) - autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 45/2019) que trata da Reforma Tributária, e Marcelo Ramos (PL-AM). 

Segundo os deputados, a Câmara retomaria as discussões da Reforma Tributária, o que ocorreu no dia 16 de julho, com uma sessão da Comissão Especial da Câmara Federal, presidida pelo deputado Hildo Rocha (MDB-MA), que discutiu a retomada dos trabalhos da Reforma Tributária (PEC 45/2019). 

Por outro lado, no Senado Federal, as agendas para discutir o tema ainda não foram retomadas. Neste ponto, o presidente executivo da ABIMAQ, José Velloso, expôs a sua preocupação em um maior atraso nas discussões. O presidente da Câmara, Rodrigo Maio, e o deputado Baleia Rossi informaram que não haverá prejuízo ao tema, uma vez que, em um segundo momento, os relatórios das propostas da reforma tributária (PEC 45/201, da Câmara, e PEC/110/2019, do Senado) serão unificados. 

RELATÓRIO DA REFORMA TRIBUTÁRIA

Os deputados explicaram que, de forma geral, o novo imposto sobre o consumo - IBS ou IVA - será a união do PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS, ou seja, como está na proposta da PEC 45/2019. Estão presentes na proposta de reforma, crédito financeiro, tributação no destino, desoneração dos investimentos e das exportações. O período de transição deve ser reduzido para 5 anos, sendo 1 ano para testes. Neste período de transição e testes, o IPI, PIS e COFINS já seriam aplicados em regime normal, ficando o período de transição apenas para o ICMS e ISS. A administração do novo imposto será feita pela Receita Federal. 

Segundo Velloso, os deputados informaram que o setor agrícola já teria aderido à proposta, tendo ficado poucas questões a serem resolvidas. O setor de serviços, por sua vez, ainda pode apresentar dificuldades. Para isso, foi realizado um estudo mostrando que todos os serviços que estejam em cadeias produtivas não sairão perdendo, pois haveria crédito na etapa posterior. Aproximadamente 1/3 do setor continuaria com problema de aumento de preços expressivos por conta da incidência do novo imposto. Para resolver, alguns serviços serão considerados essenciais como escolas, hospitais, médicos, transporte coletivo, entre outros. Por sugestão da ABIMAQ, esses setores precisam ser definidos na constituição, sob pena que venham a ser ampliados, provocando novamente assimetrias. 

De acordo com os parlamentares, a partir de agosto, os debates da reforma tributária serão intensificados, a fim de encaminhamento para votações na Câmara e no Senado ainda em 2020.

Competitividade e Custo Brasil

Na reunião foram entregues os estudos sobre “Custo Brasil” e a Agenda de Competitividade para o País, além de uma lista de 28 matérias importantes, como Medidas Provisórias, Projetos de Leis e alguns Marcos Regulatórios. 

Desoneração da Folha

Os membros da Coalizão Indústria entregaram um manifesto assinado por 38 entidades setoriais sugerindo a derrubada do veto presidencial aos artigos 33, 34 e 36 do PLC 15/2020 sobre a desoneração da folha de pagamento. “Argumentamos a importância da preservação de postos de empregos formais e que os argumentos da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que a manutenção da desoneração da folha feriria a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Constituição (Reforma da Previdência) não tem fundamento na legislação vigente”, comentou Velloso. Aproveitamos para entregar uma nota técnica demonstrando a legalidade da medida e a defesa da prorrogação do prazo da vigência da desoneração da folha.

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Comissão de Estatísticas da CSMR tem nova coordenadora

A Comissão de Estatísticas de Máquinas Rodoviárias da ABIMAQ contará com a coordenação de Francis Aching, da CNH Industrial, e vice-coordenação de Lucas Sanches, da John Deere, no próximo biênio 2020/2022.

A decisão foi comunicada no dia 16 de junho, durante reunião do grupo, que tem como principal objetivo discutir os dados estatísticos do setor de máquinas rodoviárias e traçar estratégias para as empresas associadas à Câmara Setorial de Máquinas Rodoviárias (CSMR).

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

ABIMAQ age para reverter veto da desoneração da folha de pagamento no Congresso Nacional


O Presidente da República Jair Bolsonaro sancionou no dia 07 de julho a Lei de conversão da PLV 15/20 - MP 936, convertendo na Lei nº 14.020/2020 que institui o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda. No entanto, vetou artigo que trata do adiamento por um ano da reoneração da folha de pagamentos. Para reverter decisão, as associações impactadas estão articulando com parlamentares a derrubada do veto fundamentando que medida é essencial à preservação do emprego em meio a crise sanitária e econômica decorrente da pandemia do Covid-19

“O adiamento da reoneração da folha até 31/12/21 é uma medida imprescindível à preservação de estruturas produtivas que abrangem cerca de 6 milhões de empregos formais diretos, aos quais se somam milhões de postos de trabalho em suas redes de produção. A sua suspensão em meio à atual crise seria insuportável para esses setores e acarretaria consequências drásticas para os seus trabalhadores, empresas, consumidores e para o próprio Estado. Assim, pleiteamos a urgente reversão deste veto pelo Congresso Nacional”. 

Esse é um trecho de documento preparado por cerca de 38 entidades e enviado para parlamentares explicando a importância da desoneração da folha de pagamento para a manutenção dos empregos. “Uma desoneração nesse momento da maior crise econômica da história deve gerar desemprego de 500 mil até 1 milhão de pessoas nos 17 setores impactados pela decisão. Juntos, eles empregam cerca de 12 milhões de trabalhadores, diretos e indiretamente”.

Além disso, o material mostra que o risco de descumprimento da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), uma das justificativas para o veto, não procede. “A desoneração da folha não é renúncia fiscal, pois os setores continuam pagando impostos e contribuições. Além disso, não cabe dizer que é medida estranha, como na justificativa dada pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, porque não é. Não cabe utilizar o artigo 14, uma vez que a lei complementar 173 afastou a obrigatoriedade de usar a Lei de Responsabilidade Fiscal durante o estado de calamidade”. 

Velloso explicou ainda que a forma de incidência, a chamada CPRB (Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta), não é novidade porque ela existe na prática desde a Lei nº 12.546 de 14 de dezembro de 2011 para substituir os 20% da contribuição patronal para a Previdência Social, incidente sobre a folha de pagamentos, no sentido de minorar os efeitos da crise econômica deflagrada em 2008. “Essa medida foi baseada no art. 195 da Constituição Federal permitindo o custeio da previdência social pelo empregador seja feita por meio de contribuição calculada sobre o total da folha ou da receita bruta”.

MOBILIZAÇÃO 

Além de documento enviado para senadores e deputados com o apoio de associações, a ABIMAQ também fez contato direto com vários parlamentares por meio do auxílio da Frente Parlamentar em Defesa da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMAQ) representado pelo seu presidente, o deputado Vítor Lippi. “Falei com Marcos Pereira e Baleia Rossi que estão totalmente conosco e já se manifestando para a derrubada do veto da desoneração. O ambiente no Congresso Nacional está bastante favorável para o governo retroceder da decisão. Enfim está indo tudo bem, mas vamos continuar a mobilização para garantir essa questão muito importante neste momento”. 

Outro retorno para Lippi foi do deputado Carlos Sampaio, líder do PSDB. “Estou cuidando pessoalmente. Já falei com o deputado Lucas Redecker, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, ambos sinalizaram que vão trabalhar para a derrubada do veto da desoneração. Estamos todos empenhados na mesma causa”. 

A ABIMAQ representada por José Velloso e Walter Filippetti, além de membros da Coalizão Indústria, também se reuniu, em Brasília no dia 14 de julho, com Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, e os deputados Aguinaldo Ribeiro, Baleia Rossi e Marcelo Ramos. “Entregamos o manifesto assinado por 38 entidades sugerindo a derrubada do veto presidencial dos artigos 33, 34 e 36 do PLC 15/2020 e nota técnica da ABIMAQ demonstrando a legalidade da medida de prorrogação da desoneração da folha. Argumentamos ainda a importância da preservação de postos de empregos formais. Além disso, comentamos que os argumentos do ministro Paulo Guedes e da PGFN de que a manutenção da desoneração feriria a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Constituição da reforma da Previdência não tem fundamento na legislação vigente”, relatou Velloso. 

O mesmo tema também foi tratado em reuniões por meio de videoconferência com Paulo Guedes, ministro da Economia, no dia 17 de julho, e com José Tostes, Secretário Especial da Receita Federal, no dia 16 de julho. 

Confira algumas das outras alterações trazidas pela Lei 14.020:

- Empregada gestante que tiver seu contrato de trabalho reduzido e/ou suspenso, a garantia de emprego decorrente dessas medidas terá início a partir do término do período de garantia gestacional;

- As medidas poderão ser implementadas por acordo individual escrito ou negociação coletiva:

- Com salário igual ou inferior a R$ 2.090,00, no caso do empregador ter auferido no ano calendário de 2019, receita bruta superior a R$ 4,8 milhões;

- Com salário igual ou inferir a R$ 3.135,00, no caso do empregador ter auferido no ano calendário de 2019, receita bruta igual ou inferior a R$ 4,8 milhões;

- Portadores de diploma de nível superior e salario igual ou superior a R$ 12.202,12;

- Para empregados não enquadrados nas hipóteses acima, só poderá ser negociado de forma individual:

- Redução de jornada e salário de 25%;

- Quando o acordo de redução de jornada e salário e/ou suspensão temporária não resultar diminuição do valor total recebido mensalmente pelo empregado, incluídos nesse valor o BEm, a ajuda compensatória mensal e em caso de redução de jornada e salário o valor pago pelo empregador pelas horas trabalhadas;

- Aposentados, somente quando além do enquadramento em uma das hipóteses acima, houver o pagamento pelo empregador, de ajuda compensatória mensal, de no mínimo o valor do BEm que receberia se não fosse aposentado, e no caso da suspensão que o empregador tenha a obrigação de arcar com os 30% do salário como ajuda compensatória, ele arque com aquele valor acrescido do BEm a que teria direito;

- Durante o estado de calamidade pública é vedada a dispensa de pessoa com deficiência;

- Do fato do príncipe: a lei prevê que não se aplica o disposto no artigo 486 da CLT, ou seja, não ficará à cargo do Poder Público o pagamento de indenizações decorrentes da paralisação temporária ou definitiva das atividades determinadas pelo Poder Público (artigo 29);

- Prorrogação por mais dois meses da suspensão dos contratos de trabalho e por mais um mês da redução de salários e carga horária de funcionários para todas as empresas que já a utilizaram pelo prazo inicial estabelecido na MP, que foi de 60 dias para suspensão e de 90 dias para a redução de jornada e salário. 

REPERCUSSÃO NA IMPRENSA

Para mostrar o posicionamento contra a decisão do veto da desoneração da folha de pagamento, a ABIMAQ realizou uma série de entrevistas para os seguintes veículos: Jornal Nacional (TV Globo), Jornal Hoje (TV Globo), Jornal da Band (TV Band), Jornal da Record (TV Record), BandNews no Meio do Dia (BandNews TV), Rede TV News (Rede TV), Valor Econômico, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, Agência Estado, Agência O Globo, R7, Uol.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Perspectivas e cenários para a indústria do plástico são analisados na live Plástico Brasil no AR

O Projeto Plástico Brasil No Ar é uma iniciativa da feira Plástico Brasil e visa reforçar o propósito da feira de contribuir com o fomento do mercado do plástico e aproximar os grandes nomes do segmento. O debate ocorrerá quinzenalmente no canal do YouTube da Plástico Brasil com temas relacionado ao setor, expectativas, tendências, entre outros 

Com as participações de José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, Amilton Mainard, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para Indústria do Plástico (CSMAIP) da ABIMAQ, Ciro Marino, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), e Liliane Bortoluci, diretora Feira Plástico Brasil, foi realizada, no dia 23 de junho, a primeira live do Projeto Plástico Brasil No Ar. A feira ocorrerá de 22 a 26 de março de 2021 no São Paulo Expo. 

Com relação as expectativas econômicas para o setor do plástico em 2020, Marino expôs que a indústria química é heterogênea e por isso o comportamento é bastante diversificado. “Se nós pegarmos, por exemplo, os setores que hoje têm contribuído fortemente no combate à pandemia, que são a parte de embalagens alimentícias e medicamentos, entre outras, nós temos uma linha de produtos que tem sido extremamente demandada com sua produção operando a plena carga para atender esses segmentos. Por um outro lado, nós temos alguns segmentos, como do turismo e da indústria automotiva. Essas indústrias estão numa situação muito ruim, praticamente paradas.

Mainard explicou que o setor de máquinas vinha de recuperação desde a crise de 2014. “Em 2019 foi o primeiro ano em que realmente os números foram bastante satisfatórios. Agora, infelizmente em 2020, que tinha tudo para ser um ano ainda muito melhor fomos acometidos por essa pandemia. Hoje, na média, o segmento deve ter queda de 30%, o que não é de todo ruim. No entanto, os investimentos que dependemos para fazer essa movimentação estão muito fracos. Mas as perspectivas de médio prazo está em compasse de espera”. 

Velloso comentou que era esperado crescimento de 10% do setor de máquinas em 2020. “Porém, com a pandemia, agora estamos numa projeção de uma queda de 10% no ano. Mas estamos otimistas para que 2021 seja o ano da retomada do crescimento e dos investimentos na indústria brasileira e a Plástico Brasil deve ocorrer exatamente neste momento”. 

EXPECTATIVAS

Sobre as expectativas da Plástico Brasil ser instrumento para apoiar a retomada da economia, Liliane disse que a feira contribui  para o desenvolvimento econômico do Brasil por sua capacidade de receber autoridades governamentais para abordar os pleitos que tanto o setor precisa, destacar a questão da sustentabilidade, passar uma mensagem técnica para o visitante, além dos  exportadores e fabricantes de máquinas nacionais fazendo um cross de tecnologia. 

Na opinião de Marino, a Plástico Brasil é uma oportunidade não apenas na avaliação e atualização tecnológica do ponto de vista de transformação e equipamentos em si como também nos produtos, nas matérias-primas que são utilizadas nos diversos fins. “Então eu acho que a feira pode catalisar isso sim, logicamente de aproximar socialmente os participantes dessa indústria e criar um ambiente que possa fazer uma melhor divulgação com a finalidade do crescimento do setor”.

Para Mainard, março de 2021 vai ser uma época especial para essa retomada. “Pois até lá nós vamos ter tempo suficiente para entender a Covid-19. As empresas vão estar prontas para atender essa demanda que está represada, mas que a partir de janeiro ou fevereiro vai começar a explodir. Aliás, nós fabricantes de máquinas temos que estar preparados para colocar dentro do pavilhão equipamentos que sejam eficientes em energia e tenham a linguagem atual da 4.0 à disposição do transformador, do cliente no geral e de todo o usuário do plástico. Eu estou confiante que vai ser o início da retomada”. 

“Nós nos comprometemos que em março de 2021 faremos um grande evento tecnológico trazendo o que tem de mais moderno em termos de tecnologia no mundo e no Brasil, além de ser uma feira de esclarecimento para o público que o plástico ao invés de vilão é na verdade a solução para a maioria dos problemas que a terra tem, ou seja, que é de preservar seus recursos naturais e reciclar aquilo que é usado na indústria de consumo não durável”, finalizou Velloso. 

SUSTENTABILIDADE 

Para o presidente da CSMAIP, nem tudo está perdido quando é falado do plástico. “Um pouco antes da pandemia o plástico era o vilão. Hoje, esse cenário já mudou um pouco. Atualmente ele tem um papel muito importante, o de salvar vidas”.  

Mainard acredita que é necessário conscientizar a população e haver uma política pública voltada para a reciclagem e reaproveitamento. “O plástico tem uma vida longa desde que nasce até o seu final. Ele é inesgotável. Agora, nós temos que saber utilizar. A iniciativa privada tem que entrar na economia circular, a mídia tem que discutir com as autoridades e com as pessoas que conhecem do assunto. Nós temos que nos unir”.

Velloso ressaltou que a ABIMAQ, junto da ABIQUIM, fará um trabalho forte junto às autoridades para institucionalizar o descarte do plástico e fazer com que a economia circular seja fonte de emprego e renda para populações carentes. “Sem contar a questão da preservação do meio ambiente. Inclusive a feira Plástico Brasil terá um espaço para esse tema”. 

Marino comentou que na questão ambiental a ABIQUIM tem um programa chamado Atuação Responsável. “Nós temos um comitê específico para cuidar de sustentabilidade e trabalhar no tripé, ou seja, meio ambiente, questões sociais e econômicas. Então, nós temos que atuar sempre de uma forma bastante ampla, com base nesse tripé para ter sucesso no médio e no longo prazo. Além disso, temos trabalho bastante forte apoiando o fórum Por Um Ar Mais Limpo e o programa de Palet Zero, que reduz a emissão voluntária ou involuntária para o meio ambiente de Palets”.

Para conferir a agenda das próximas lives acesse a página da Plástico Brasil

Site: www.plasticobrasil.com.br

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Conselho de Metalurgia e Mineração realiza reunião


Cenário e perspectivas do aço e metalurgia, fundo de capital para apoio a projetos de mineração no Brasil e agregação de valor nos produtos do segmento de mineração foram alguns dos assuntos debatidos

Com apresentações de representantes da Usiminas, BNDES e da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (CODEMGE), o Conselho de Metalurgia e Mineração realizou reunião online no dia 3 de junho. 

Rinaldo Machado de Almeida, diretor comercial da Usiminas abordou o tema ‘Cenário e Perspectivas do Aço e Metalurgia’. “Na siderurgia mundial teremos forte queda da produção de aço diante do colapso da demanda. Mesmo nesse contexto, continuará forte alta no custo das matérias-primas devido à desvalorização do Real. A retomada da atividade se iniciou em mercados como a China. Contudo, permanecem dúvidas sobre a velocidade e a consistência da retomada”.

Com relação ao mercado brasileiro, Almeida disse que o país ainda sente os efeitos da mais longa e uma das mais profundas recessões da história. “Os impactos no curto prazo nas cadeias consumidoras foram agudos. Com a retração já registrada no PIB Brasileiro (é esperada queda de 6,3% neste ano), a volta aos patamares pré-crise foi postergada”.

Pedro Dias, gerente setorial do Departamento de Indústrias de Base e Extrativa (DEBASE) do BNDES, fez apresentação sobre a iniciativa do fundo de capital para apoio a projetos de mineração no Brasil. “O objetivo do programa é atrair novos investidores e fortalecer os investimentos nas empresas de mineração no Brasil. O BNDES poderá ter participação de até 25% da proposta”.  

Germano Fehr, presidente do Conselho de Metalurgia e Mineração, perguntou para Dias se tem possibilidade de o BNDES estruturar fundo de investimentos para o setor de mineração. Dias respondeu que a iniciativa está indo nessa direção. 

Renato de Souza Costa, diretor de Mineração, Energia e Infraestrutura da CODEMGE, expôs que caminhar na cadeia produtiva para agregação de valor dos produtos do segmento de mineração é uma forma de geração de riquezas, operação sustentável, aumento da receita de impostos (município, estado e governo federal), crescimento de empregos, geração de conhecimento, tecnologia e inovação.

Para Costa também é importante se atentar para o aproveitamento de subprodutos, como da magnetita que vem do rejeito da produção de nióbio (rico em óxido de ferro) para produção de pelota para siderurgia. Além disso, o desenvolvimento de rota tecnológica para processamento de minério marginal de fosfato visando à produção de fertilizantes. “Isso sem falar do aproveitamento econômico de minerais de reservas de elementos de terras-raras (ETRs), que inclui xenotímio, monazita, bastnaesita e argila iônica”.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Pesquisa da ABIMAQ revela que as dificuldades no acesso do capital de giro prevalecem


“Essa é a terceira edição da sondagem ‘Impacto da pandemia da Covid-19’, realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) na semana do dia 19 de junho a 30 de junho, junto aos seus associados. Desta vez procuramos reunir informações sobre status da carteira de pedidos, atividade produtiva, faturamento e exportação da indústria brasileira de máquinas e equipamentos e também relacionadas às fontes de recursos utilizadas para fazer frente à crise”, explica José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ. 

Com relação ao impacto da pandemia na atividade produtiva, a pesquisa revelou que apenas 25,5% das empresas estão com atividades paralisadas. Entre os motivos estão: interrupção por iniciativa própria (15,7%) e suspensão das atividades por força da lei (9,8%).

Entre as empresas que estão operando, a maioria informou estar atuando com estrutura produtiva reduzida (30,4%). A maioria, 44,1% das fabricantes disseram estarem trabalhando normalmente. “Observa-se que parte importante das empresas com atividades paralisadas na primeira sondagem já teve sua atividade normalizada”, ressalta Velloso. 

Nos próximos 60 dias, se mantido o atual cenário, 64,1% das empresas manterão suas atividades e 26,2% aumentarão. “Isso significa que 90,3 % das empresas pretendem estar em atividade nos meses de julho e agosto”, destaca presidente executivo da ABIMAQ. 

Segundo a sondagem, a falta de carteira de pedidos e ou sua redução prejudicou a atividade das empresas de máquinas e equipamentos. Mas os impactos no encolhimento da atividade vieram também do desabastecimento de insumos e componentes utilizados no processo produtivo. “É necessário ficar atendo a esses desequilíbrios de mercado, o setor de máquinas e equipamentos está presente nas cadeias mais essenciais do país. Na cadeia de alimentos, por exemplo, o setor oferece as mais altas tecnologias de irrigação, plantio, colheita, armazenamento de grãos, processamento e embalagem de alimentos e bebidas. É preciso, portanto, garantir que todos os elos estejam rígidos para que o país não sofra com qualquer tipo de desabastecimento”, alerta Velloso. 

FATURAMENTO

Sobre o faturamento, a pesquisa identificou que apenas 22,3% das empresas fabricantes de máquinas e equipamentos registraram queda seu faturamento durante do mês de junho. Em relação ao mês de maio de 2020 a perspectiva de novo crescimento, desta vez de 4,6%. Em relação ao faturamento realizado em 2019, portanto anterior à pandemia da covid-19, a expectativa de redução de 13%. 

Para os próximos meses (julho, agosto e setembro), o número de empresas que espera recuperação do faturamento é grande (90%), mas a níveis inferiores aos observados em 2019. Na comparação com o mês anterior, em média a expectativa é que em julho o crescimento seja de 4,5%, agosto deve registrar pequena contração (-0,7%) e setembro crescimento de 6,2%. “Este cenário vem refletindo em adiamento e cancelamento de projetos de investimento o que impactará no faturamento das empresas de máquinas e equipamentos ao longo deste ano”, relata Velloso. 

MÃO DE OBRA 

Perguntado para as empresas sobre as estratégias a ser adotada a fim de conservar o emprego durante o mês de julho, a maioria informou ter disposição em manter a atividade normalmente (73,9%). Já 10,4% disseram pretender reduzir de jornada,6,6% conceder férias e 3,3% utilizar banco de horas. Apenas 1,3% das indústrias informaram terem a intenção de demitir durante o mês de julho e 0,6% adotar lay-off. “É preciso atenção a este tema porque o quadro de contaminação tem se alterado rapidamente e forçado regiões e setores a revisarem emergencialmente suas estratégias de atuação”. 

Para o presidente executivo da ABIMAQ, esta é uma crise sem precedentes, que vem atacando a economia em muitas frentes, mas o emprego e a renda precisam ser preservados. “É necessário apoio financeiro mais intenso às indústrias nacionais para que elas possam preservar sua mão de obra e ficarem preparadas para voltar aos negócios o mais rápido possível quando a crise acabar”, afirma presidente executivo da ABIMAQ”. 

CAPITAL DE GIRO

Entre as empresas fabricantes de máquinas e equipamentos, 57,7% disseram que precisam de recursos do sistema financeiro para cumprir suas obrigações com fornecedores, governo, salários e bancos. Mas, apenas 23% fizeram uso de capital de giro adquirido neste mercado durante o mês de junho. 

Entre as indústrias que procuraram e não conseguiram o acesso ao crédito, os motivos alegados foram: linhas de financiamentos estavam com taxas de juros elevadas (27,6%), excesso de exigência de garantias (22,4%), excesso de burocracia (20,7%) e período de carência curto (3,4%). 

Segundo presidente executivo da ABIMAQ, o capital de giro, até o momento, continua como a maior deficiência das indústrias. “A liquidez que foi oferecida pelo Tesouro ao sistema financeiro ainda está empoçada, o pouco recurso que fluiu ao setor produtivo vem a taxas que a indústria tem poucas condições de assumir”.

CARTEIRA DE PEDIDOS

A prévia do mês de junho indica crescimento na carteira de pedidos da indústria de máquinas e equipamentos de 3,2% contra queda de 5,7% registrada em maio. A carteira de pedidos prevista para o mês de junho será suficiente para suprir a atividade por 9,5 semanas, ou pouco mais de dois meses. Para 17,6% das empresas houve adiamento dos projetos unilateralmente por parte do cliente, que resultou numa redução de 12% da carteira destas empresas. Para 11,4% houve cancelamento de pedidos, neste caso o corte foi de 5,1% da carteira.

“Nosso setor atende às diversas atividades da economia, com isso os impactos da pandemia vêm ocorrendo de forma bastante irregular. Os segmentos que atendem à indústria de bens de consumo não durável, que são as máquinas para alimentos, para embalagens e plásticos estão com bom desempenho, mas os que atuam com a indústria de transformações e especificamente com a indústria automobilística que encolheu ao redor de 80% tem enfrentado uma desaceleração importante. Este quadro exige um olhar atento para todas as direções para que nenhuma atividade fique desassistida”, completa Velloso.