quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Seminário debate o impacto das normas técnicas no mercado brasileiro e externo


Evento, promovido pelo Comitê de Tratores, Máquinas Agrícolas e Florestais (ABNT/ CB-203) e ABIMAQ em conjunto com diretoria de Tecnologia da entidade, evidenciou a influência dos requisitos técnicos na comercialização dos produtos no Brasil e no exterior, além de reforçar a necessidade de aumentar a participação brasileira nas discussões das normas

“Observamos que as normas têm um impacto tão relevante nas questões de apoio à exportação, nos incentivos fiscais e tributários”, afirmou Maria Cristina Werle Reguly, gestora do Comitê de Tratores, Máquinas Agrícolas e Florestais (ABNT/ CB-203), durante sua apresentação no seminário ‘O Impacto das Normas Técnicas na Comercialização de Tratores, Máquinas Agrícolas e Florestais’, no dia 07 de novembro, na ABIMAQ, em São Paulo.

Além de expor o trabalho da ABNT/ CB-203, Maria ressaltou a importância do entendimento da norma para que a venda não seja impendida por não atender as exigências regulatórias no comércio exterior. “Ou nos apropriamos do assunto ou perderemos mercado para outras empresas. Uma das possibilidades para ganhar espaço é conhecer as normas técnicas internacionais que se aplicam ao seu portfólio e, com base nessas, projetar e fabricar os produtos”.

Leoni de Souza Leite, chefe de secretaria do ABNT/CB – 203, apresentou a estrutura e a forma de trabalho. Além disso, relatou que desde a fundação do ABNT/CB – 203, em 2013, foram adotadas no Brasil, pelo setor de máquinas e implementos agrícolas, 131 normas ABNT NBR ISO.

Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), comentou que tem ótimas expectativas do cenário agrícola e mencionou que as vendas, em 2018, devem atingir R$ 16,3 bilhões e as exportações US$ 912 milhões. Pedro também abordou as inovações nas máquinas agrícolas e a crescente inserção de tecnologia embarcada (Agro 4.0), como computadores de bordo e sistema de sensoriamento.

Paulo Curti, da Jacto, e Alessandro Silva, da CNHi, falaram da participação do País na normalização internacional de pulverizadores portáteis e de máquinas agrícolas autopropulsadas, respectivamente.

Curti informou que a ABNT apresentou 75 propostas de alteração de normas para pulverizadores, como limites de absorção de produtos químicos nas tiras de sustenção; e peso máximo permitido com motor a combustão. “Participação como essa ajuda elevar o Brasil à categoria de país atuante em normas no exterior e garante que as condições de uso de equipamentos brasileiros e em países de clima tropical sejam consideradas”.

Já Silva compartilhou da mesma opinião do representante da Jacto e acrescentou que a contribuição de todos com sugestões para alteração da norma da ISO - International Organization for Standardization vai facilitar “o projeto de máquinas globais e multiplicar as tecnologias em todas as regiões”, entre outros benefícios. Destacou também a importância das normas técnicas como referência para a elaboração de regulamentos brasileiros.

Antonio Carlos Avancini, Auditor Fiscal do Trabalho, abordou ‘Inspeção e Acidentes com Tratores, Máquinas Agrícolas e Florestais no campo’ e expôs que é importante um trabalho sério e bem feito no sentido de cuidar da saúde do trabalhador para evitar acidentes, como do eixo cardã, que é o mais comum. “É importante que as instituições, não só o governo, debatam itens específicos para oferecer mais segurança aos agricultores”. As normas técnicas definem, entre outros, as boas práticas relacionadas com segurança do usuário.

Thomas Ulbrich, da VDMA no Brasil (Associação Alemã de Máquinas e Equipamentos), fez apresentação sobre Certificação na Comunidade Europeia (Marcação CE). “O Brasil precisa olhar o que está acontecendo no mundo com relação as normas técnicas, buscar aproximação com associações de outros países para conhecer o trabalho deles sobre o assunto, além disso, as empresas precisam dar mais valor ao tema designando profissionais preocupados em atender aos requisitos técnicos de segurança das máquinas”. 

Mari Tomita Katayama e Djair Vitoruzzo, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), ministraram palestra ‘Diretrizes para conseguir a Marcação CE e Certificação RoHS’.

O Programa de Apoio Tecnológico à Exportação (PROGEX) e Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) foram citados por Mari. Nessa oportunidade foram mostrados programas para ajudar as empresas brasileiras na adaptação dos produtos às exigências da normas técnicas e certificações internacionais.

Vitoruzzo explicou que RoHS prescreve critérios e requisitos legais sobre a restrição de substâncias perigosas na qualificação de produtos na União Europeia. “A diretiva adotada tem o objetivo de reduzir as substâncias potencialmente perigosas contidas nos equipamentos elétricos e eletrônicos, reduzindo também os riscos para a saúde, o ambiente e garantir a reutilização segura, reciclagem ou recuperação dos refugos”.

Considerando que as máquinas agrícolas estão com cada vez mais eletrônica embarcada, a atenção para o RoHS é fundamental.

Reinaldo Wacha, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia  (Inmetro), citou site da entidade (www.inmetro.gov.br/barreirastecnicas) com o intuito de apoiar as pequenas e médias empresas brasileiras na superação dos obstáculos técnicos nas exportações por meio de informação. “Todos os serviços são online, gratuitos e customizados para o exportador”.

“O seminário foi excelente, com palestras de alto nível ministradas por excelentes profissionais. Foi possível constatar a grande influência que o atendimento de normas técnicas exerce no comércio brasileiro e internacional de Tratores, Máquinas Agrícolas e Florestais. Além disso, foi novamente ressaltada a importância da participação brasileira nas discussões normativas internacionais. O objetivo de promover a difusão do conhecimento e compartilhar experiências foi plenamente alcançado”, concluiu Maria Cristina Werle Reguly.

HOMENAGEM

Durante o evento, Ila Maria Corrêa foi homenageada com uma placa entregue por Maria Cristina Werle Reguly e Leoni de Souza Leite pela dedicação e empenho nas tarefas realizadas na Comissão de Estudos de Tratores Agrícolas e Ensaios Comuns por 36 anos. “Gratificante eu saber que meu trabalho foi percebido e reconhecido por todos. Saio com a certeza de que a atividade de normalização será conduzida por pessoas muito comprometidas”.

SAIBA MAIS

Para mais informações das apresentações solicitar pelo e-mail: cb-203@abnt.org.br

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

SINDESAM toma posse no Conselho Estadual de Saneamento


Estela Testa participará das atividades do CONESAN no período de 2019/2020

Durante a 8ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Saneamento (CONESAN), realizada no dia 06 de novembro, no Salão dos Pratos do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, Estela Testa, presidente do Sistema Nacional das Indústrias de Equipamentos para Saneamento Básico e Ambiental (SINDESAM), assumiu cadeira titular na entidade a fim de contribuir para a definição e implementação da política de saneamento básico do Estado de São Paulo. 


Para Estela, fazer parte do conselho será importante a fim de articular e completar as ações de meio ambiente, recursos hídricos e desenvolvimento urbano com foco na cooperação entre estado, municípios e a sociedade civil. "Eu estou muito animada e disposta a enfrentar mais esse desafio instigante para ajudar no progresso da capacidade tecnológica, financeira e gerencial dos serviços públicos de água tratada, coleta e tratamento de esgoto com vistas à universalização no sentido de contribuir para a melhoria das condições de saúde e da qualidade de vida da população da região", afirmou Estela.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Presidente do SINDESAM debate futuro do setor de saneamento básico



Estela Testa participou de mesa que tratou do tema ‘Oportunidades de um legado ao Brasil e a MP 844/18’

Com o objetivo de debater caminhos, oportunidades de ampliação dos investimentos nos serviços de água e esgoto e propostas, como a Medida Provisória nº 844, Estela Testa, presidente do Sistema Nacional das Indústrias de Equipamentos para Saneamento Básico e Ambiental (SINDESAM), esteve presente no Seminário Saneamento 2019-2022, em Brasília, no dia 07 de novembro. 


No seminário de iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com a Associação Brasileira das Concessionárias de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON), Estela enfatizou que a diretoria do SINDESAN está envolvida no debate sobre a Medida Provisória nº 844, pois afeta diretamente o setor. “As empresas privadas e públicas estão trabalhando no sentido de fazer mais obras devido à MP e isso está mexendo nas vendas de máquinas e equipamentos. Independentemente do andamento da MP desejamos que o governo se mobilize para resolver o problema do saneamento básico no Brasil”.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

ABIMAQ age em defesa da soberania nacional para garantir Conteúdo Local no projeto das corvetas de Tamandaré


Para entidade, a indústria de bens de capital é responsável pela geração e difusão de tecnologias imprescindíveis na melhoria da produtividade da economia, o que é fundamental para soberania nacional por meio da capacidade das empresas nacionais de atender a demanda de máquinas e equipamentos na construção das quatro corvetas classe Tamandaré

Com o intuito de desenvolver oportunidades de negócios para as associadas, a diretoria da ABIMAQ e da Câmara Setorial de Equipamentos Navais, Offshore e Onshore (CSENO) realizam um trabalho para apresentar os potenciais de fornecimento da indústria brasileira aos quatro consórcios que disputam a construção de quatro corvetas classe Tamandaré.

“O objetivo é mostrar aos consórcios que as associadas da ABIMAQ têm total capacidade de atender a demanda de máquinas e equipamentos na construção das corvetas, além de cumprir os requisitos de Conteúdo Local exigidos pela Marinha do Brasil (espera 40%)”, informa Marcos Perez, Superintendente de Mercado Interno da associação.

A primeira ação de aproximação foi a visita às instalações do Estaleiro da Vard Promar, localizado no Complexo Industrial de Suape, no município de Ipojuca, em Pernambuco, no dia 31 de outubro. No encontro, que contou com a presença de Marcos Perez e dos diretores da ABIMAQ Arthur Almeida e Javert Lamartine, foi apresentado o catálogo da indústria de defesa da entidade para Guilherme Coelho, vice-presidente sênior do Vard Promar e a área de engenharia do projeto.

No dia 03 de dezembro, também ocorreu apresentação do consórcio Villegagnon na sede da ABIMAQ, em São Paulo.

Para Arthur Almeida, diretor da ABIMAQ e representante da associação responsável por contatações junto a Marinha do Brasil, essa é oportunidade única para os associados da entidade demostrarem seus produtos, pois não há outra data prevista para uma próxima compra. “É possível fazer o projeto com máquinas e equipamentos nacionais podendo exceder 50% de Conteúdo Local, mas para que isso ocorra vamos precisar que a Marinha pressione os consórcios a fim de defender a indústria nacional”.

“A diretoria da ABIMAQ e da CSENO continuará convocando os representantes dos quatro consórcios envolvidos no projeto e terá contato direto com a este ramo das forças armadas para mostrar que temos capacidade técnica para fornecer os equipamentos na construção de quatro corvetas classe Tamandaré”, completa Almeida.

Ainda de acordo com Arthur Almeida, a vantagem de se ter equipamentos nacionais é a facilidade com assistência técnica, engenharia e manutenção. “Fazer compra localmente contribuí para que os barcos estejam disponíveis quando a Marinha precisar utilizar, em vez de ficarem parados como vem acontecendo por falta de peças de reposição”.

A 'short list' selecionada pela Marinha é formada pelos consórcios: “Águas Azuis”, “Damen Saab Tamandaré”, “FLV” e “Villegagnon”. Com a decisão, a construção desses navios está entre os estaleiros: Enseada (BA), Oceana (SC), Vard Promar (PE) e Wilson Sons (SP). Os investimentos previstos para construção das quatro unidades são da ordem de US$ 1,6 bilhão.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

ABIMAQ cria Conselho de Mercado da Indústria de Defesa


Com propósito de desenvolver ações de cunho institucional e mercadológico com vistas à maior integração das associadas, promover articulação com órgãos públicos e demais empresas estatais e privadas, a ABIMAQ criou o Conselho de Mercado da Indústria de Defesa.

Viabilizar ações junto aos órgãos do Governo Federal; unificar entidades setoriais e fóruns específicos para debater o desenvolvimento do setor; aproximar e divulgar as associadas como provedoras estratégicas de máquinas e equipamentos para as Forças Armadas; e trabalhar no Poder Legislativo para definir posicionamento da entidade em relação proposições em tramitação no Congresso Nacional são algumas das ações do conselho.

Os trabalhos iniciais do Conselho de Mercado da Indústria de Defesa serão focados nas 13 câmaras setoriais (CSBM, CSDAER, CSENO, CSHPA, CSMAM, CSMGG, CSMR, CSQI, CSTM,, CSVI, SINDESAM, CSMF, CSPEP) e nos dois grupos de trabalho (GT- ARM e GT- GUINDASTES), que terão seus presidentes e coordenadores como membros.

Também farão parte do conselho de mercado representantes de órgão públicos (Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira e os ministérios da Defesa, Relações Exteriores, Indústria, Comércio Exterior e Serviços), e entidades (ABIMDE, AIAB, FIESP, CNI, BNDES e Banco Mundial).

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Diretoria da CSFM tem mandato prolongado


Por meio da Resolução nº 017/2018, a ABIMAQ registrou que a diretoria da Câmara Setorial de Ferramentarias e Modelações (CSFM) teve a prorrogação do seu mandato por mais um ano, devendo expirar em 11 de novembro de 2019.

Composição da diretoria:

Presidente: Paulo Sergio Furlan Braga.

Vice-Presidentes: Alexandre Fix, Laercio Domingos, Paulo Haddad, Sansão Silva.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Oportunidades de negócios no setor de petróleo e gás são apresentadas na ABIMAQ


Durante reunião plenária do Conselho de Óleo e Gás foram debatidos o planejamento para 2019 e a repaginação do conselho com foco na retomada do segmento no Brasil

“Estamos reestruturando o Conselho de Óleo e Gás justamente para que as empresas estejam preparadas no momento da volta dos investimentos resultantes dos leilões iniciados em 2017”, frisou Idarilho Nascimento, presidente Conselho de Óleo e Gás, durante reunião, no dia 5 de outubro, em São Paulo. 

“Existem ainda investimentos previstos de mais de US$ 250 bilhões até 2030, relativos a leilões anteriores a 2017, que só agora vão entrar na fase de desenvolvimento. A essas oportunidades devem ser somadas as demandas decorrentes da nova Lei do Gás, do programa de incentivo à produção de biocombustíveis – RENOVABIO e a retomada das atividades ‘onshore’ – REATE”, completou Idarilho Nascimento.

Nascimento explicou que, com a repaginação do conselho, as associadas da ABIMAQ interessadas em fornecer para o setor estão convidadas a participarem dos encontros a fim de terem visão do mercado, negócios, investimentos, atualização da agenda e informações relacionadas às regulamentações. “A contribuição de todos fará com que tenhamos um entendimento único para tratar com o governo e ou outras entidades do setor no sentido de dar visibilidade nas nossas decisões, atividades e pleitos”.

“Nessa nova fase pretendemos realizar quatro plenárias por ano, intercalando a realização entre Rio de Janeiro e São Paulo, além de conectar com as sedes regionais via transmissão online para aumentar o número de participantes”, acrescentou o presidente do Conselho de Óleo e Gás.

COMITÊS

Alberto Machado, diretor de Petróleo, Gás, Bionergia e Petroquímica da ABIMAQ, informou que, com a restruturação, serão criados os comitês temáticos nas áreas de tributos, regulamentação e ambiente de negócios (mais informações abaixo). “O objetivo de criá-los visa promover o fluxo de informações do ambiente de negócios, dar maior representatividade e visibilidade às ações da entidade, melhorar a qualidade dos serviços prestados e traduzir melhor o pensamento sobre cada assunto específico”.

Machado explica que os comitês poderão contar com a participação de representantes de áreas específicas de empresas associadas, de especialistas externos e de outras entidades. “Vamos promover ações no sentido de agregar valor às associadas da ABIMAQ”.

HISTÓRIA

José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, lembrou que o Conselho de Óleo e Gás foi criado em 1999 no sentido de dar continuidade às ações realizadas no comitê de negociação com estatais depois das privatizações em 1998. “A história desse conselho é bonita. Desde o início convidamos toda a cadeia produtiva, além dos fabricantes de máquinas e entidade representativas. Por meio dele foi possível nos associar na Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP). Tivemos conquista recente como isonomia tributária do setor com a edição do novo Repetro. Neste ano, vamos continuar a luta em prol do segmento”.

Saiba mais

Para mais informações sobre as condições para participar dos comitês do Conselho de Óleo e Gás, contatar: cog@abimaq.org.br / (21) 2262-5566

Saiba quais temas serão tratados em cada comitê:

Tributário

Análise de projetos de lei, decretos, medidas provisórias, atos no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), instruções normativas, consultas públicas e novas iniciativas.

Legislação e Regulamentação

Estudo de projetos de lei, decretos, medidas provisórias, instruções normativas, consultas públicas, audiências públicas e novas ações.

Comitê Ambiente de Negócios e Competitividade


Coleta, tratamento e disseminação de Informações, além de consulta de projetos de lei, medidas provisórias, consultas públicas, audiências públicas e novas iniciativas.

Ressaltando que os participantes dos comitês vão se reunir com autoridades e representantes de entidades, participar de eventos e delegações e relacionar com cliente e demais atores do setor de óleo e gás.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Empresas do GT-MAV expõem soluções tecnológicas em evento de inovação


Tendências nas áreas de engenharia, tecnologia, manufatura 4.0 e mobilidade foram alguns dos tópicos debatidos na ação promovida pela Ford da América do Sul


Convidada por ser pioneira na implantação e no incentivo da Indústria 4.0, a ABIMAQ participou da Primeira Semana de Inovação da Ford da América do Sul, no dia 27 de setembro, na cidade de Camaçari, na Bahia. O objetivo do evento foi incentivar a busca de soluções inovadoras para a competitividade da indústria, com foco principalmente na experiência do usuário.

Na ocasião, as empresas Pollux, Siemens, B&R Automação, SPI Integradora, Yaskawa e Schneider Electric, pertencentes ao Grupo de Trabalho de Manufatura Avançada (GT-MAV), apresentaram seus cases das novas tecnologias para a indústria automobilística.

Além de cases internos, a programação incluiu temas como novos materiais de engenharia, fontes alternativas de energia, big data, conectividade, inteligência artificial e assuntos voltados à formação do profissional no futuro, com a participação de executivos e representantes de empresas parceiras da Ford.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Os impactos das mudanças tecnológicas na indústria são abordados na reunião da CSQI


4ª revolução industrial, indústria 4.0, tendências tecnológicas, cloud computing, big data, inteligência artificial, machine learning e robôs colaborativos foram alguns dos assuntos apresentados por Álvaro Luiz Massad Martins, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), durante reunião da Câmara Setorial de Máquinas, Equipamentos e Instrumentos para Controle de Qualidade, Ensaio e Medição (CSQI), no dia 27 de setembro, na sede da ABIMAQ. 

Para Martins, as novas tecnologias vêm transformando a forma como as organizações trabalham e interagem com seus clientes. “A velocidade da evolução tecnológica nos dias de hoje é muito grande e vem tornando a Tecnologia da Informação (TI) fator estratégico para o sucesso dos negócios, levando as empresas a gastos cada vez maiores em busca da tão falada transformação digital. No entanto, a TI deve ser vista como meio para ajudar na estratégica do negócio e não como fim”.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Indústria 4.0 e Manufatura Aditiva são temas da reunião da CSMIAFRI


Nas apresentações foram destacadas a importância da cultura da inovação nas empresas e benefícios do método de otimização topológica

‘Indústria 4.0 – Como preparar sua empresa para essa revolução’ e ‘Otimização do design para Manufatura Aditiva, Impressão 3D’ foram os assuntos apresentados por Paulo Roberto Santos, da Zorfatec, e Leandro Garbin, da Virtual CAE, respectivamente, durante reunião da Câmara Setorial de Máquinas para a Indústria  Alimentícia, Farmacêutica e Refrigeração Industrial (CSMIAFRI), no dia 10 de outubro, na sede da ABIMAQ, em São Paulo.

Paulo Roberto Santos enfatizou que a Indústria 4.0 trará benefícios para as empresas que compreenderem o que ela significa e estabelecerem uma estratégia de longo prazo. “Organização sem cultura de inovação e estratégias não avança na Manufatura Avançada”.

Santos realçou que o aumento de eficiência no trabalho (de 10 a 25%) e a redução dos custos de manutenção (entre 10% a 40%) e do consumo de energia (em torno de 10 a 20%) são as principais vantagens da adoção da Indústria 4.0. “Fábricas inteligentes representam melhoria contínua, eficiência de processos, big data, digitalização, automação industrial, investimentos em tecnologia, gestão e análise de dados”.

Definição de estratégia 4.0, realização de projeto piloto, definição de recursos, conhecimento dos dados, digitalização e criação de ecossistema de inovação foram algumas das dicas do especialista da Zorfatec sobre as etapas para implantação do projeto da indústria do futuro nas empresas.

FUTURO DO MERCADO INDUSTRIAL
Leandro Garbin explicou que o método de otimização topológica (TOM) é um procedimento numérico utilizado para esculpir a melhor distribuição de material de uma estrutura em um determinado espaço de design, para um determinado conjunto de cargas e condições de contorno, com o objetivo principal de reduzir massa dos componentes. “O mapeamento da densidade para a fração de volume na criação de estruturas em formato ‘lattice’ e ‘overhang angle’ como filtro na otimização topológica são algumas das restrições de otimização da Manufatura Aditiva”.

Obtenção de geometrias complexas, com alta eficiência mecânica (baixo peso), customizadas para cada aplicação são alguns dos benefícios da otimização topológica e Manufatura Aditiva.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Aplicação do aço é debatido na reunião do Conselho de Metalurgia e Mineração


No intuito de mostrar as diferenças na utilização do aço inox e do carbono no setor de mineração, Paulo Henrique Alves e Bruno Mambrini, da Aperam Shouth America, participaram da reunião do Conselho de Metalurgia e Mineração, no dia 26 de setembro, na sede da ABIMAQ, em São Paulo. 


Os especialistas informaram que a durabilidade do aço inox é maior do que do carbono. “Por exemplo, no escoamento de água no lavador de minério o desgaste do carbono 1045 ocorre após um mês (3,5 mm) enquanto que do inox 410 leva 13 meses (3,2 mm). No vagão de trem para o transporte de minério de ferro a vida útil do carbono patinável é de sete anos e do inox 410 é de 21 anos”.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Conselho de Saneamento Ambiental debate futuro do setor durante reunião na ABIMAQ


Especialistas analisaram o desenvolvimento e investimentos da área no âmbito político nas esferas estadual e nacional

“Saneamento está diretamente ligado ao desenvolvimento do país”, frisou Rogério de Paula Tavares, diretor da AEGEA Saneamento, na reunião do Conselho de Saneamento Ambiental, no dia 09 de outubro, na sede da ABIMAQ, em São Paulo. 

Tavares citou os benefícios da expansão e do acesso às redes de água e esgoto. “O investimento no setor eleva a produtividade do trabalho afetando o nível de renda das famílias; reduz a incidência de doenças e consequentemente aumenta a qualidade de vida da população; melhora o desempenho escolar com efeitos duradores no mercado de trabalho; gera empregos, renda e impostos durante o período de operação de uma obra; e tem a valorização ambiental, o que implica no crescimento da capacidade de geração de renda em várias atividades, em especial no turismo”.

O diretor da AEGEA expôs que os investimentos em saneamento reduziram. “De acordo com o Banco Mundial, o Brasil investe hoje 0,18% do PIB em saneamento. Na criação do Plano Nacional de Saneamento (Planasa), girava 0,36%”.

Rogério de Paula Tavares mencionou estudo do Planasa que expõe a necessidade de empregar R$ 303 bilhões em 20 anos para que todos os brasileiros tenham acesso à água tratada e coleta do esgoto. “Os níveis de investimento em saneamento no Brasil são muito inferiores à necessidade para universalização, mesmo com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”.

EFICIÊNCIA

“Quantos desses R$10 bilhões/ano foram gastos em obras que não operam corretamente ou sequer foram concluídas”, questionou Jerson Kelman, professor de Recursos Hídricos da COPPE-UFRJ. Ele acrescentou que a participação do setor privado no saneamento pode ser uma alternativa para aumentar o aporte de capital e melhorar a gestão das obras.

Kelman afirmou que a obra de transposição do Rio São Francisco não pode se transformar num elefante branco por inadequada operação e manutenção. “Não podemos deixar nas costas da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF) para encontrar a solução. É preciso incentivar a utilização de técnicas de irrigação mais eficientes, tanto na própria bacia do São Francisco, quanto na região receptora, para que haja água para todos. Além de concluir que as adutoras possam levar água para onde as pessoas moram e trabalham”.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

CSGIN realiza seminário ‘Produtividade para longevidade: os caminhos para desenvolver as academias no Brasil’


Evento abordou pleitos do setor, como isenção de impostos para produção de máquinas e equipamentos para atividade física e reforçou a importância de exercícios para a saúde

 “Resolvemos fazer esse primeiro encontro para debater o assunto saúde. A ideia é buscar conteúdo nos eventos e fazer com que sejam multiplicadores dos temas relevantes do nosso setor”, explicou Gilson Conceição Carvalho, presidente da Câmara Setorial de Equipamentos para Ginástica (CSGIN), na abertura do seminário, no dia 27 de setembro, em Brasília.

Carvalho ressaltou que o setor é penalizado com uma cota de insumos maior do que deveria ter. “Hoje pagamos 20% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de equipamentos para ginástica. Um dono de academia paga de 15,5 a 27% de tributos para manter seu negócio. Ou nos unimos ou vamos perder espaço para mercado externo, além dos 70% que já perdemos desde 2013 com a crise econômica do Brasil”.

Eduardo Galvão, professor de Políticas Públicas do IBMEC DF e gerente de Relações Governamentais da ABIMAQ, destacou que desonerar equipamentos é cuidar da saúde e diminuir gastos públicos. “Na atualidade, paga-se mais impostos em equipamentos para ginástica do que cigarros (15%)”. 

Galvão acrescentou que os gastos públicos podem se tornar insuficientes para a demanda crescente. “Investimento em prevenção, como a atividade física, pode ser uma solução para a questão da redução de custos da saúde individual e para o problema de política pública no Brasil”.

Fabio Padilha, mestre em Educação Física pela UFES e CEO do Capital Fitness, afirmou que o Brasil precisa incentivar a produção de toda a cadeia do fitness, o consumo saudável e reduzir os tributos na compra de equipamentos com a finalidade de gerar mais empregos e os impostos justos que o País precisa.

Jorge Brito, professor formado pela Australasian College Of Natural Teraphies de Sydney e especialista em treinamento funcional, frisou que promover ações no sentido de incentivar a prática de atividade física vai ajudar a diminuir a ida da população aos hospitais, conscientizar quanto à alimentação e ter argumentos com o governo para diminuir os tributos das máquinas tanto fora como dentro da academia.