quarta-feira, 22 de abril de 2020

ABIMAQ realiza 2ª edição do Café da Manhã de Boas Vindas


O objetivo do encontro foi de promover a integração das novas empresas associadas com os gestores da entidade, apresentar a sua estrutura, seus serviços e benefícios, além de ter sido uma oportunidade de networking com outras empresas participantes

“O Café da Manhã de Boas Vindas é para vocês conhecerem nossos executivos e os serviços da ABIMAQ, pois tem muita coisa que podemos ofertar tanto dentro das empresas como fora”, afirmou José Velloso, presidente executivo da entidade, na abertura do encontro empresarial, realizado no dia 12 de março, na sede da associação, em São Paulo.

Velloso citou o Manual do Associado. “Caso sua empresa tenha um problema, eu tenho certeza que no material você vai encontrar informações que lhe ajudarão”. Para acessar o conteúdo: associe.abimaq.org.br/materiais/manual/#p=1.

O evento contou ainda com apresentações de gestores dos departamentos de Mercado Interno, Financiamentos, Mercado Externo, Jurídico, Marketing, Feiras e Eventos, Tecnologia Industrial e de Competitividade, Economia e Estatística. Eles destacaram as ações em andamentos, atividades e eventos realizados, materiais disponibilizados, e quais consultorias são oferecidas aos 1.600 associados. 

O Café da Manhã de Boas Vindas foi finalizado com uma dinâmica entre as novas associadas com representantes de câmaras setoriais, diretores, e gerências de cada departamento da associação a fim de promover a integração e também uma oportunidade para fazer networking com as empresas participantes.

OPINIÃO PARTICIPANTES

Para Claudia Nishikawa, diretora geral da Sunnyvale, o evento foi incrível, pois conseguiu visualizar vários serviços que a empresa pode utilizar. “Foi melhor decisão de ter se associado. Com certeza, a ABIMAQ vai ajudar bastante na parte de comércio exterior porque queremos começar a exportar para América do Sul, então o apoio da associação no sentido de orientar será bem interessante”. 

Claudia acrescentou que o suporte na área de financiamentos tanto para empresa como para cliente também chamou a sua atenção, assim como a realização das Rodadas de Negócios. “Porque não nos associamos antes, apesar da empresa ter 40 anos, foi essa sensação que tive após participar do evento”.

De acordo com Rodrigo Cunha, gerente Nacional de Vendas da Fluke, a reunião foi chave para começar a fazer negócios, saber utilizar melhor os serviços da ABIMAQ, que vai desde uma análise de mercado até uma consultoria jurídica. “As áreas jurídicas, de análise de mercado e de inovação, mas especificamente de manufatura avançada, além de realização de eventos, achei bem interessante, pois vem agregar muito não só para nossa empresa, mas para todos que participam da entidade”.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Diretoria do GT- Energia Solar é definida para os próximos dois anos


No biênio 2020/2022, o Grupo de Trabalho para Desenvolvimento do Setor de Geração de Energia Solar Fotovoltaica (GT- Energia Solar) terá como coordenador Roberto Veiga, da Matsuda Equipamentos Ltda, e vice- coordenador Wagnet Setti, da Weg Equipamentos Elétricos S/A – Motores.

O GT- Energia Solar foi constituído em março de 2017 tendo como principal motivo o desafio de preparar a cadeia produtiva brasileira para a real demanda que o setor terá com a recuperação da economia, além de poder defender os interesses daqueles que investiram e estão investindo no desenvolvimento e capacitação da indústria brasileira.  

sexta-feira, 17 de abril de 2020

‘Técnicas e prática de vendas’ é tema de apresentação na reunião da CSMPAN


As associadas da CSMPAN tiveram a oportunidade de conferir palestra de Marcel Spadoto sobre dicas de atendimento de vendas efetivas

“Quem é o melhor negociador do mundo? Quem planejou e se preparou”, afirmou Marcel Spadoto, fundador e parceiro da iBluezone e professor da Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo (FIA-USP), durante apresentação na reunião da Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos Para Panificação e Food Service (CSMPAN), realizada no dia 4 de março na sede da ABIMAQ, em São Paulo. 

Spadoto expôs que a prospecção e qualificação, pré-abordagem, abordagem, apresentação e demonstração, superação de objeções, fechamento e acompanhamento e manutenção são as principais etapas da venda eficaz. “Para ser agressivo em vendas é muito importante também ter inteligência emocional”. 

O professor da FIA-USP ressaltou que para ter uma postura fechadora é preciso solicitar o pedido, perguntar sobre o fechamento, falar dos benefícios o tempo todo, ser entusiasta e possuir alta energia. “E ainda é essencial transformar as objeções do cliente em negócio”.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Novas diretrizes de inspeção da Petrobras e linhas de crédito para investimento são abordadas nas reuniões da CSAG e CSHPA


Encontros tiveram a presença de representantes da ICV Brasil e da InvestSP

Para apresentar as novas diretrizes de inspeção da Petrobras, Alberto Luiz de Melo Furriel, Gerente Técnico, e Eduardo de Souza Silva, Gerente Comercial e Técnico, ambos da ICV Brasil – Inspeção, Certificação e Vistoria participaram das reuniões das câmaras setoriais de Equipamentos Hidráulicos, Pneumáticos e Automação Industrial (CSHPA), no dia 03 de março, e de Ar Comprimido e Gases (CSAG), no dia 05 de março, todas realizadas na sede da ABIMAQ, em São Paulo.

Os representantes da ICV Brasil explicaram que as mudanças na contratação de bens da Petrobras, em vigor desde 13 de maio de 2019, passaram a exigir do mercado fornecedor o atendimento aos novos requisitos da qualidade de bens em substituição aos requisitos de inspeção de fabricação. “No pedido deverão ser observados o Requisito de Qualidade (RGQ), de aplicação ampla, e os Requisitos Complementares da Qualidade (RCQ), para aplicação no fornecimento de famílias específicas. Estes requisitos e um guia de sua aplicação estão disponíveis no site www.petronect.com.br”. 

Eles listaram os objetivos das novas diretrizes da Petrobras, que inclui menor intervenção da companhia no processo fabril do fornecedor, representando vantagens para ambas as partes; redução dos prazos de atendimento da inspeção; a qualidade de bens da estatal efetuará editorias nos fornecedores com foco no processo fabril e no produto; e os fornecedores que demonstrarem, de forma consistente, um elevado nível de qualidade em seus processos e produtos, poderão ser desobrigados da contratação da inspeção.  

InvestSP

Os representantes da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (InvestSP) Renato de Barros Silva, gerente de Prospecção de Negócios, e Maurício Fonseca Santos, analista de Negócios, expuseram como é o suporte da agência para as empresas que querem investir nas reuniões da CSHPA e CSAG, respectivamente. “Oferecemos apoio na verificação das necessidades do projeto, seleção de áreas adequadas, visita aos locais selecionados, escolha do local do empreendimento, assessoria ambiental, tributária e de infraestrutura’. 

Eles ressaltaram que a consultoria da InvestSP para as empresas gera renda e emprego em São Paulo. “Dos 253 projetos de investimentos anunciados por empresas que contaram com o nosso auxílio foram criados 112.746 empregos diretos e investidos R$ 78,3 bilhões para o início ou expansão das organizações”.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Membros do Conselho de Defesa e Segurança conhecem Parque Tecnológico São José dos Campos


Após reunião ordinária realizada na ABIMAQ Vale do Paraíba no dia 10 de março, que debateu temas como catálogo de defesa, homologação do setor de defesa e conteúdo local no projeto das Fragatas, e participação da ABIMAQ em eventos (EMGEPRON  - Contrato Fragatas) e reuniões no setor de defesa (MD, FIESP, CNI, ABIMDE), membros do Conselho de Defesa e Segurança da ABIMAQ visitaram o Parque Tecnológico São José dos Campos, cujo objetivo é promover ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo visando o desenvolvimento competitivo e saudável das instituições vinculadas.

Entre os laboratórios conhecidos estão o de simulação e sistemas críticos, que oferece serviços de desenho 2D e 3D, simulação computacional, impressão 3D, escaneamento para engenharia reversa e apalpamento para medição. Também o de interferência e compatibilidade eletromagnética, voltado para pesquisa e desenvolvimento de módulos, equipamentos ou produtos de diversas áreas.  Além do Centro de Desenvolvimento em Manufatura, que disponibiliza serviços de fresamento, eletroerosão de corte a fio, furação, mandrilhamento, torneamento, roscamento e corte de matéria-prima.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Agenda regulatória, mercado da mineração, eventos do setor e momento atual são tratados na reunião do Conselho de Metalurgia e Mineração


Representantes de várias entidades de peso e empresas ligadas ao setor participaram da reunião do Conselho de Metalurgia e Mineração, que foi realizada online

Germano Fehr, presidente do Conselho de Metalurgia e Mineração alertou sobre o momento atual da pandemia coronavírus e seus impactos nas empresas, visando ressaltar a importância da união de todos para discussão de soluções e apoio principalmente aos pequenos empresários durante reunião, realizada online no dia 18 de março. A ABIMAQ apresentou os dados conjunturais do setor de máquinas e dados econômicos atuais e suas perspectivas.

Tomás Albuquerque, diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM) apresentou a agenda regulatória que terá 21 temas em cinco eixos temáticos (temas transversais, sustentabilidade, pesquisa, produção e água mineral) que deverão atender as imposições de novas obrigações como, estudos preliminares/ reavaliação das ações, minuta de resolução, processo de controle e participação social, além da análise do impacto regulatório, contribuições, jurídica, institucional e resultado regulatório. “Estamos à disposição. O principal é que vocês participem do processo de elaboração da regulação para que a norma efetivamente cumpra o seu papel dentro desse novo modelo regulatório”.

Albuquerque citou os princípios de boas práticas regulatórias formulados pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que inclui os seguintes tópicos: ação baseada em evidências, seletividade, foco em risco e proporcionalidade, regulação responsiva, visão de longo prazo, coordenação e consolidação, governança transparente, integração de informações, processo claro e justo, promover compliance, e profissionalismo.  

Ele ressaltou que a redução do fator regulatório não impõe diminuição de direitos e nem cria novas exigências, mas pode reduzir burocracia e entraves. “A redução do fator regulatório será concluída até a metade do ano que vem. Isso já vai nos impor uma grande mudança de paradigma”.

MERCADO DA MINERAÇÃO

Luís Maurício Azevedo, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM), expôs os problemas de atratividade da mineração. Um deles é o longo período de crescimento baixo. “O Brasil tem a pior taxa descoberta do mundo em termos de mineração e os motivos são muito simples. Primeiro é que não oferecemos segurança regulatória, e principalmente, os processos tanto em obtenção de títulos como de licenças do País são cinco vezes maiores do que Canadá e Austrália”.

Demora nas reformas e falta de regra claras, ruídos políticos e institucionais, fragilidade do setor público, volatilidade do dólar, crise global e negligenciar a questão ambiental foi mencionado por Azevedo sobre outros obstáculos para o Brasil não receber mais investimentos no setor de mineração.

Ele apresentou as ações que estão sendo realizadas no comitê de mineração da CNI – Confederação Nacional da Indústria, como o assunto de mineração em terras indígenas e Projeto de Lei 550 que estabelece segurança em barragens e destacou a importância de participação de empresas brasileiras no evento realizado no início de março em Toronto no Canadá - PDAC - Prospectors & Developers Association of Canada. A Adimb (Agência para o Desenvolvimento da Indústria Mineral Brasileira) foi responsável pela participação brasileira na convenção PDAC, e além de um estande para divulgação do setor mineral brasileiro, a entidade realizou mais uma edição do Brazilian Mining Day, onde destacou o panorama do setor no Brasil, a recuperação macroeconômica do País, as perspectivas para o setor após a implementação das medidas do programa de revitalização e as oportunidades para exploração mineral no Brasil com a identificação de novos ambientes geológicos.

O professor Roberto Xavier, diretor da ADIMB - Agência para Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira ressaltou os resultados do PDAC e convidou a todos para o próximo evento da Agência, o Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral (Simexmin) que ocorrerá no início de agosto deste ano em Ouro Preto, Minas Gerais.

Rodrigo Franceschini, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos para Cimento e Mineração (CSCM) falou do workshop de mineração que está sendo organizado pela ABIMAQ e convidou todos os participantes para apoiarem a realização do evento.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Reforma Tributária é debatida na reunião das diretorias plenárias


Representante da Confederação Nacional da Indústria expôs a posição da entidade com relação à reforma tributária

“Defendemos um IVA nacional substituindo até cinco tributos (ICMS, PIS/PASEP, Cofins, IPI e ISS) mais o IOF que deve ser extinto”, afirmou Mário Sérgio Carraro Telles, gerente de Políticas Fiscal e Tributária da Confederação Nacional da Indústria (CNI), durante reunião diretorias plenárias, que aconteceu no dia 05 de março, na sede da ABIMAQ, em São Paulo.

Para Telles, a estrutura base do novo sistema tributário deve ter ainda um IVA não cumulativo e que o crédito seja abrangente e ressarcimento tempestivo, desoneração completa de exportações e investimento, além de uma alíquota uniforme para todos os bens e serviços com três sub-alíquotas (federal, estadual e municipal) na receita do estado e município de destino. “No imposto seletivo entendemos que tem que ter uma lista de bens de consumo final com externalidades negativas e seja cumulativo”. 

Com relação ao período de transição para a implementação do novo sistema, o representante da CNI ressaltou que é preciso calibrar a alíquota do IVA, evitando o aumento da carga tributária; manter, temporariamente, a vigência dos atuais incentivos fiscais; e adequar gradativamente os preços relativos na economia. “É importante manter a vigência dos atuais incentivos fiscais durante o período de transição”. 

Quanto a substituição tributária no IVA, Telles afirma que “o regime deve ser limitado apenas aos bens com características homogêneas, produção concentrada e venda pulverizada de forma a combater a sonegação e, assim, evitar a concorrência desleal”. 

Sobre o Simples Nacional, o representante da CNI disse que é preciso garantir a manutenção do tratamento tributário favorecido às micro e pequenas empresas, com possibilidade de as empresas optarem pela a apuração do IVA, com apropriação e transferência dos créditos. 

Não incidência do IVA sobre as exportações, além da adoção do crédito financeiro e da extinção do ISS; crédito imediato do IVA proveniente de aquisições de bens para o ativo fixo, inclusive na fase pré-operacional; restituição ágil dos saldos credores do IVA com determinação de prazo máximo; legislação e regulamento unificados nacionalmente; foram outros pontos exposto pelo gerente de Políticas Fiscal e Tributária da CNI referente à posição da entidade com relação à reforma tributária 

Considerações ABIMAQ

O presidente do Conselho de Administração e o presidente executivo da ABIMAQ, João Carlos Marchesan e José Velloso, respectivamente, acompanharam a apresentação ao lado dos presidentes das câmaras setoriais e diretoria da associação.

Velloso colocou que a ABIMAQ tem visão contrária da CNI com relação à manutenção do mecanismo de substituição tributária. Em relação ao IS – Imposto Seletivo, diz que “é preciso que esteja na Constituição e na Lei quais são os produtos com externalidades negativas, ou seja, vai ter que dizer qual NCM e o produto”. 

Sobre período de transição, que deve contar inicialmente com alíquota de 1% visando calibrar a alíquota do IBS, Velloso destacou a importância de ser curto, “é preciso que a transição ocorra em no máximo 5 anos, é preciso evitar o convívio prologado com dois regimes”, afirmou. “Aliás, uma vez promulgada a PEC, também não pode haver nenhuma alteração nos regimes ou legislações dos tributos que estão desaparecendo”. 

Marchesan frisou que a ABIMAQ apoia uma reforma tributária. “Estamos na coalizão trabalhando forte para fazer o que for melhor para a indústria e ao Brasil. É preciso eliminar os resíduos tributário presentes nos diversos elos das cadeias produtivas, desonerar as exportações e os investimentos a fim de tornar as empresas nacionais mais competitivas”.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

ABIMAQ participa de reunião da Coalizão Indústria com Paulo Guedes


Na oportunidade, a associação cobrou agilidade na tramitação da reforma tributária para destravar os investimentos e o combate do Custo Brasil

Apoio à agenda de reformas do Estado e da economia, reforma tributária, tempo de recolhimento de impostos, exportações e agenda conjunta para o combate ao Custo Brasil foram alguns dos temas debatidos na reunião da Coalizão Indústria, que congrega entidades representativas de 13 segmentos da indústria de transformação e da Construção Civil. O encontro aconteceu no dia 06 de março e contou com presença do ministro da Economia, Paulo Guedes, e sua equipe.


Na oportunidade, José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, expôs que as incertezas em relação à reforma tributária paralisam os investimentos. "Quem pensa em investir, precisa calcular quanto vai pagar em impostos daqui a cinco anos". 

O presidente executivo da ABIMAQ também defendeu que o BNDES amplie o apoio à pequena e média empresa. “Esta seria uma saída para o investimento”.

Velloso acrescentou que a reforma tributária é a mais importante para os setores produtivos. “Hoje um dos grandes problemas do Custo Brasil é a alta carga tributária e também a sua complexibilidade de como apurar os impostos. Tudo isso acaba gerando uma grande judicialização”.   

Segundo Velloso, Paulo Guedes sinalizou que o Ministério da Economia defende o IVA -Imposto sobre Valor Agregado e está junto da ABIMAQ na sua defesa. No entanto, o ministro disse que a posposta do governo, conforme a PEC 45, é separar o IVA Federal do IVA Estadual, ou seja, Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS).

"Ministro nós não vamos defender essa ideia porque tecnicamente está errada. O governo precisa atacar o ICMS, que é o pior imposto que existe, então o raciocínio é: se eu importei um bem pelo Espírito Santo e o estado não aderiu ao IBS Estadual o que acontece? Eu recolho 4% do ICMS no Espírito Santo e vou recolher o resto do imposto no estado de destino, como exemplo Mato Grosso. Caso Mato Grosso aderiu ao IBS não vai ter tributação sobre esse bem. Como é que vai fazer se no Mato Grosso não tem ICMS? Eu recolhi 4% aqui e não recolhi lá. Como é que vai ser o repasse entre os estados se eu tenho um estado que cobra o ICMS e outro não? Como é que vai ser o IBS no repasse entre os estados? Então ministro nós não podemos aceitar essa proposta, além do fato de que o ICMS é o pior imposto porque ele não adota o critério que nós defendemos que é o crédito financeiro e a saída do físico”, enfatizou Velloso. 

CUSTO BRASIL 

O presidente executivo da ABIMAQ colocou que é necessário atacar os principais pontos do Custo Brasil. “Defendemos uma abertura comercial negociada e não unilateral para o acesso aos mercados desde que haja uma escalada tarifaria e o governo atue nas assimetrias que temos com os nossos concorrentes. Isso é o Custo Brasil”. 

Diálogo

Enquanto Velloso falava do Custo Brasil, Paulo Guedes fez o seguinte comentário:"Velloso, agora que o câmbio está a R$4,80 (no dia 6 de março estava esse valor), será que não chegou a hora de abaixar o imposto de importação de bens de capita (BK) e de bens de informática e telecomunicações (BIT)?”

Velloso: “Ministro não pode confundir tarifa comercial com câmbio. Câmbio é conjuntural. Já tarifa comercial é estrutural e tem que fazer parte de uma estratégia de país, ou seja, uma estratégia de agregação de valor e escalada tarifaria". 

E Paulo Guedes falou: “Não vamos mexer no BK e BIT sem alterar os insumos”.

Velloso respondeu que o ministro estava falando da reforma da TEC (Tarifa Externa Comum). A TEC é o imposto de importação cobrado sobre bens que entram nos territórios de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

quarta-feira, 25 de março de 2020

Projetos de apoio à pesquisa e inovação são debatidos com representantes da EMBRAPII


Até fevereiro de 2020, a EMBRAPII já apoiou 864 projetos de 598 empresas com o aporte de mais de R$ 1,4 bilhão

Para apresentar os programas de apoio à pesquisa e inovação no âmbito do Programa Rota 2030 e Manufatura Avançada a fim de atender as empresas do setor de máquinas e equipamentos, Jorge Guimarães, diretor-presidente, e José Luis Gordon, diretor de Planejamento e Gestão da EMBRAPII - Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, reuniram-se com José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, e João Alfredo Delgado, diretor de Tecnologia da entidade, no dia 19 de fevereiro, na sede da associação, em São Paulo.

Jorge Guimarães e José Luis Gordon ressaltaram que a qualquer momento as empresas podem fazer projeto com burocracia zero apenas comparecendo em uma das 42 unidades da EMBRAPII para discutir as condições e tipo de financiamento. “No geral nossos programas contam com duas modalidades de projetos apoiados. Um o aporte da EMBRAPII chega até 1/3 do valor do projeto com recursos não reembolsáveis. O outro garante até 50% dos recursos não reembolsáveis para o desenvolvimento de projetos por mais de uma empresa, estimulando startups e pequenas empresas”.

José Velloso e João Alfredo Delgado expuseram que tem interesse de difundir informações sobre os programas da EMBRAPII para que as associadas da ABIMAQ utilizem mais. “Vamos trabalhar juntos no sentido de fazer várias ações tanto na sede da entidade em São Paulo como nas regionais a fim de provocar as empresas para acessar mais os serviços da EMBRAPII”.

Para mais informações, visite o site da EMBRAPII embrapii.org.br ou entre contato pelo e-mail: ipdmaq@abimaq.org.br

segunda-feira, 23 de março de 2020

ABIMAQ promove evento sobre Tendências e Desafios da Indústria: Tecnologia, Processos e Embalagens


Evento teve apresentações de representantes da Seara, Tetra Park, Braskem, Nokia, HP, Instituto de Embalagens, Associação Brasileira de Automação (GS1 Brasil) e do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL/SSA)

No dia 18 de fevereiro a ABIMAQ reuniu em sua sede, em São Paulo, mais de 150 participantes no evento “Tendências e Desafios da Indústria: Tecnologia, Processos e Embalagens” que contou com um importante debate com a presença de especialistas da indústria. O evento contou como apoio da Reed Exhibitions Alcantara Machado e da PPW – Packaging & Process Week – Feira Internacional de Tecnologia e Processos para a Indústria de Embalagens.

Ricardo Cilento, vice-presidente da Câmara Setorial de Máquinas para a Indústria Alimentícia, Farmacêutica e Refrigeração Industrial (CSMIAFRI), abriu o evento ressaltando a importância do tema devido a abrangência do setor.

PAINEL I - Desafios e Tendências de Mercado


Renata Nascimento, gerente de Inovação da Seara, enfatizou que para as empresas serem inovadoras é necessário identificar as tendências socioeconômica, mapear consumidores, conhecer o desejo de posicionamento da empresa, quebrar paradigmas, apostar em grandes projetos, desenvolver, fabricar e lançar produto, comemorar o reconhecimento da marca e gerar conhecimento. “É importante às empresas prever novos comportamentos e tendências de mercado que podem fazer toda diferença no desenvolvimento de produtos ou no lançamento de campanhas”.

Para Luis Madi, diretor de Assuntos Institucionais do ITAL/SSA, apresentou os cenários da indústria de alimentos, bebidas e embalagens. “O Brasil exporta quase 18% de alimentos industrializados para mais de 180 países, isso é muito positivo para o País.

PAINEL II - Economia Circular


Vivian Guerreiro, especialista de Sustentabilidade da Tetra Pak, destacou as ações da empresa em prol do meio ambiente. “Contribuímos para a economia circular de baixo carbono com matérias-primas de fontes renováveis e responsáveis, coleta seletiva e reciclagem das embalagens, além de equipamentos e soluções eficientes que reduzem o impacto ambiental da produção de alimentos e bebidas”.

Na Tetra Park até 82% de materiais nas embalagens são renováveis e em 2019, 81.000 toneladas de embalagens longa vida foram recicladas no Brasil. “Estamos comprometidos com o aumento da reciclagem e, para isso, precisamos obter melhorias em toda a cadeia de valor, ou seja, aumentar a conscientização do consumidor, suporte à infraestrutura de coleta e classificação, ampliar as oportunidades de negócios para empreendedores de reciclagem e expandir as oportunidades de mercado para materiais reciclados”, ressaltou Vivian.

No site ‘Rota da Reciclagem’ (www.rotadareciclagem.com.br) é possível encontrar mais de 5 mil pontos coleta seletiva mapeados em todo o Brasil.

Para Fabiana Quiroga, diretora de Economia Circular da Braskem, a indústria tem um papel fundamental no oferecimento de soluções sustentáveis e produção com menor impacto ao meio ambiente. “É importante que toda a cadeia busque soluções em todos os elos produtivo passando desde o design do produto, que envolve o uso de polietileno de fonte renovável da cana de açúcar que gera a captura de CO2 e não sua emissão”.

Outra ação da Braskem é a produção de resina reciclada a partir da reciclagem de copos de polipropileno com mais de 30 empresas participantes e três apoiadores. “Foi coletado mais de 15milhões de copos”, ressaltou Fabiana.

Ela citou que na Braskem a água é reutilizada nos processos produtivos, a empresas apoia mais de 37 cooperativas de catadores e engaja os consumidores para a importância do consumo consciente. “Nada se desperdiça, tudo se transforma”.

PAINEL III – Rastreabilidade

Paulo Rocha, diretor de Soluções da Nokia, Ricardo Verza Amaral Melo, executivo de Negócios da GS1 Brasil, e Diego Mutta, gerente de Operações da HP, abordaram sobre rastreabilidade, que é definida como a capacidade de identificar e rastrear o histórico, distribuição, localização e uso de produtos.

Melo explicou que o Sistema GS1 identifica produtos, captura por meio de código de barras e compartilha informações. Ele acrescentou o case Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária para aplicação dos padrões de rastreabilidade no ccontrole de medicamentos. “A ideia é que até abril de 2022 toda embalagem secundaria de medicamentos deva ter um código de barras GS1 DataMatrix”.

Mutta apresentou a solução ‘Smart Packaging’ da HP. “O antigo conceito ‘3P’ de proteger, preservar e promover o produto são agora complementados por elementos como rastrear, autenticar, segurar, informar, agregar valor e reduzir desperdício. A proposta vai além do código de barras, ou seja, é identidade única viabilizada por tecnologias de IoT (Internet das Coisas) combinadas com impressão digital”.

Rocha frisou que 85% dos casos de aplicações industriais de rastreabilidade, a partir de 2018, é possível resolver usando a tecnologia de redes 4G. É um potencial totalmente revolucionário e disruptivo. É uma tecnologia que tem um impacto de transformar a sociedade como todo”.

sexta-feira, 20 de março de 2020

Análise da conjuntura econômica brasileira e internacional é tema de reunião da CSMF


Palestrante convidado, Roberto Padovani, economista-chefe do banco Votorantim, ressaltou que o crescimento do Brasil será liderado pelo investimento do setor privado

“Nós estamos diante de um novo ciclo econômico e político sólido. Nos próximos cinco anos teremos um crescimento absolutamente robusto na casa de 2,5 a 3% do PIB. Será muito difícil tirar a economia brasileira desse trilho da retomada do crescimento mesmo com a desaceleração do mercado internacional”, afirmou Roberto Padovani, economista-chefe do banco Votorantim, durante reunião da Câmara Setorial de Máquinas - Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura (CSMF), realizada no dia 12 de fevereiro, na sede da ABIMAQ, em São Paulo. 

Padovani enfatizou que o crescimento do Brasil será liderado pelo investimento privado. “Quando o empresário investe, ele está aumentando a produtividade e isso gera crescimento não inflacionário, ou seja, você está ampliando a capacidade do país produzir”.

O economista expôs que o País está vivendo um momento histórico, pois tem crédito amplo e disseminado, Selic de 4,25% com a possibilidade de cair, dívida externa estabilizada, controle da inflação, a poupança sendo utilizada para financiar produção, além de ter feito a reforma da Previdência. “A mensagem que vou deixar para vocês empresários é que arrumem a casa. Esqueçam Brasília. Não olhem os últimos seis anos como referência senão terão muitos motivos para serem pessimistas. O foco que vocês precisam ter é se a sua empresa está preparada para quando a economia avançar em 2021”.

quinta-feira, 19 de março de 2020

ABIMAQ apresenta sugestões ao governo para mitigar os efeitos deletérios do coronavírus no setor industrial


A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) informa que está em contato permanente com o gabinete de crise do Ministério da Economia a fim de apresentar sugestões com medidas econômicas emergenciais voltadas às pequenas e médias empresas (máquinas e equipamentos) no sentido   mitigar os efeitos deletérios da crise do coronavírus.

A entidade já encaminhou três documentos ao governo com iniciativas que visam manter as empresas financeiramente saudáveis e consequentemente ativas durante o período mais crítico da pandemia de coronavírus, além de visar a manutenção do emprego.

Na questão da manutenção das atividades das empresas, a ABIMAQ propõe a utilização dos R$ 140 bilhões que tem no caixa do BNDES para financiar capital de giro e assim facilitar o pagamento das principais obrigações das empresas, sendo salários, impostos, os bancos e seus fornecedores.
A ABIMAQ sugere ainda ao BNDES a criação de uma linha de capital de giro sem que sua liberação tenha que passar por banco intermediário. Também uma flexibilização do FGI- Fundo Garantidor para Investimentos para que as empresas não precisem apresentar garantias exigidas pelas instituições financeiras que são difíceis de serem atendidas, como os prazos de carência e amortização, taxa de juros e valor de entrada.
Para as empresas que possuem financiamentos no BNDES ou no Banco do Brasil, a associação solicitou uma moratória de 90 a 120 dias.
Outra ação sugerida pela entidade foi a liberação de depósito compulsório que está depositado no Banco Central no sentido de aumentar a liquidez das pequenas e médias empresas, além de reduzir os altos spreads cobrados nos empréstimos para capital de giro.
A ABIMAQ propôs a liberação da obrigatoriedade de CND - Certidão Negativa de Débito, por seis meses, para empresas que procurarem bancos oficias a fim de renegociar financiamentos.

A entidade também solicitou a prorrogação por pelo menos 90 dias de impostos federais (PIS, COFINS, IPI, INSS, Imposto de Renda pessoa jurídica) e sugeriu ainda ao Governo Federal que peça ao Congresso Nacional autorização para ampliação do deficit público autorizado pelo orçamento.

A ABIMAQ informa que está enviando correspondências para todos os Governadores solicitando às Secretarias de Fazenda Estaduais, a liberação de créditos acumulados de ICMS, a flexibilização da burocracia para liberação destes créditos e a postergação em 90 dias do recolhimento do ICMS.

Com relação a manutenção do emprego, a ABIMAQ está em contato direto com o governo, além do SINDIMAQ - Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas para negociar com 94 sindicatos no Estado de São Paulo e no Paraná. Entre as medidas propostas estão parcelamento do salário, lay off, banco de horas de 24 meses, férias coletivas, redução da jornada de trabalho com a redução proporcional do salário e jornada flexível.

Outra sugestão é a postergação por 90 dias dos encargos trabalhistas que incidem sobre a folha de pagamentos, ainda que o empregador possa colocar seus funcionários em férias sem pagar o bônus de férias, ou seja, um terço do salário e também metade do décimo terceiro salário.
Para estimular a demanda, a ABIMAQ propõe que o governo reative as obras paradas desde o tempo da Lava Jato, assim como priorizar junto ao Legislativo a aprovação no Senado da votação do marco do saneamento e também da aceleração do Projeto de Lei que trata da PPP- Parceria Público Privada e das concessões públicas.
A ABIMAQ acredita que a crise do coronavírus seja passageira e temporária. No entanto, não se sabe exatamente quando termina esse cenário de instabilidade e se ele pode piorar a situação da economia brasileira. Então se faz necessário adotar medidas para os próximos 90 a 120 dias. 

quarta-feira, 18 de março de 2020

Programa Novo Rio Pinheiros é debatido com representantes da Sabesp


Está previsto o investimento de mais de R$ 2 bilhões de reais para fazer a despoluição do Rio Pinheiros até dezembro de 2022

Para discutir o projeto de despoluição do Rio Pinheiros referente às Unidades Recuperadoras da Qualidade (URQs) de Jaguaré, Antonico, Cachoeira, Água Espraiada e Pirajussara, Silvio Leifert, Superintendente de Gestão de Empreendimentos da SABESP, participou da reunião do Sistema Nacional das Indústrias de Equipamentos para Saneamento Básico e Ambiental (SINDESAM), no dia 20 de fevereiro, na sede da ABIMAQ, em São Paulo.

Leifert frisou que a Sabesp não está adquirindo obra, tecnologia e equipamentos, mas está comprando fator de desempenho e resultado final. “Para ter um bom desempenho você tem que ter acertada a tecnologia, os equipamentos precisam ser adequados e perfeitamente montado senão você não atinge o objetivo”.

O superintendente da Sabesp explicou que a companhia irá adotar o contrato de performance, uma forma moderna de contratação de serviços que alinha com a iniciativa privada o objetivo final, ou seja, a melhoria da qualidade da água do córrego. Com esse modelo, a empresa fica responsável por todas as obras de ampliação e adequação do sistema de esgoto e sua remuneração depende do resultado. Quanto mais limpa ficar a água maior será a compensação financeira.

“Nós oferecemos dois tipos de prêmio. Um é prazo e eficiência. Se vocês anteciparem a obra terá um bônus, que já está computado no valor do contrato. O outro é se a sua tecnologia for muito boa receberá um valor adicional”, completou Leifert.

O representante da Sabesp acrescentou que o modo da licitação será aberto por meio de pregão online e que o ganhador será aquele que oferecer o menor preço aliado com a técnica. Além disso, a participação será para as empresas nacionais ou companhia estrangeira estabelecida no Brasil. Já o prazo do contrato será de 10 anos, divididos na parte de obra e manutenção. “É muito importante que as empresas já tenham o protocolo de licença da CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo e outras licenças necessárias para fazer obra para não correr risco de tomar multa”.

Leifert informou que as empresas terão a oportunidade de visitar as obras nos dias 4 e 25 de março. “A visita terá duração de uma hora. Não faz parte do processo licitatório, apenas achamos importante vocês conhecerem a área”

PRESIDÊNCIA SABESP 

Para abordar despoluição do Rio Pinheiros, no dia 19 fevereiro, José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, Estela Testa, presidente do SINDESAM, e Fernando A. Pio da Silva, vice-presidente do SINDESAM, reuniram-se com Benedito Braga, presidente da SABESP, Silvio Leifert, , Superintendente de Gestão de Empreendimentos, e Edison Airoldi, diretor de Tecnologia, Empreendimentos e Meio Ambiente.

Estela disse que a reunião foi solicitada no sentido de conhecer todos os investimentos que vêm sendo feitos pela Sabesp no projeto de despoluição do Rio Pinheiros. “Esses projetos têm muitos equipamentos que os associados do SINDESAM e de outras câmaras da ABIMAQ podem ajudar. Por isso o nosso interesse de acompanhá-los. Estamos sendo tratado com muita transparência pela Sabesp com acesso a todas as informações necessárias para que estejamos preparados para participar das licitações”